O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) finalizou seus trabalhos nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais com um legado de mais de R$ 150 milhões na promoção da agropecuária sustentável e de baixa emissão de carbono na região. As ações foram finalizadas com Seminários de Encerramento estaduais, que apresentaram os principais resultados alcançados e abriram espaço para os relatos dos beneficiários.

Em atividade desde 2019, o PRS-Cerrado trabalhou em 101 municípios do Cerrado brasileiro, apoiando a implantação de tecnologias sustentáveis, como a recuperação de pastagens degradadas e sistemas integrados, a exemplo do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o Sistema de Integração Pecuária-Floresta (IPF), o Sistema de Integração Lavoura-Floresta (ILF) e o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). 

Além disso, promoveu o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural (ATER) como meio de implantação de práticas sustentáveis, bem como apoiou a realização de pesquisas aplicadas e a capacitação de produtores e técnicos rurais. 

 

Investimento superior a R$150 milhões 

No total, foram mais de 11 mil produtores e produtoras rurais beneficiados, e 1.600 técnicos capacitados, enquanto os estudantes impactados pelas ações de capacitação ultrapassaram 8.500

As ações do projeto reuniram um total de mais de 25 mil participantes em 837 Dias de Campo (DCs), trabalhando com 202 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 3.900 Unidades Multiplicadoras (UMs), e 48 Organizações Socioprodutivas (OSPs), além de 128 instituições e 1.108 técnicos de ATER pré-qualificados. Também foram entregues benefícios coletivos a 48 organizações. 

Esses números, por sua vez, resultaram em mais de 50 mil hectares de terras manejadas de forma sustentável no Cerrado brasileiro. 

Em relação a pesquisas, o PRS-Cerrado investiu mais de R$ 12 milhões, apoiando o desenvolvimento de 35 estudos. 

Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, o legado deixado pelo PRS-Cerrado resultou do investimento de R$ 40 milhões

Durante o Seminário de Finalização do estado, que aconteceu no dia 22 de junho, Rosalvo Nunes, representante da OSP ASPRAESP, destacou a importância dos benefícios coletivos entregues pelo projeto. Valeriano Bispo dos Santos, da UD Chácara Deus Dará, comentou sobre a importância das ações para a estruturação da propriedade e na venda de seus produtos, destacando os aprendizados que conseguiu por meio da ATER.

A equipe do projeto apresentou, em um dos painéis, os números demonstrativos desses relatos. Atuando em 28 municípios do MS, o PRS-Cerrado apoiou 58 Unidades Demonstrativas (UDs), cerca de 1500 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 15 Organizações Socioprodutivas (OSPs) locais. Ainda foram mobilizados mais de 3 mil produtores e produtoras rurais em 243 Dias de Campo (DCs).

 

“Todos os benefícios que apresentamos no início foram entregues e a parceria que cultivamos durante mais de três anos com as empresas de ATER surtiu efeitos positivos no campo, muito além dos esperados”, afirma Jéssika Souza, Coordenadora do PRS-Cerrado no Mato Grosso do Sul.

O estado também teve 99 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 597 inscritos nos cursos EaD, e 11 alunos do Mestrado Profissional em três edições realizadas. Nas ações de popularização, 27 escolas foram envolvidas como forma de propagar a produção rural sustentável.

As quatro pesquisas via edital e seis pesquisas direcionadas apoiadas foram conduzidas por instituições como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Mato Grosso do Sul chega ao fim do projeto com 1500 propriedades beneficiadas com ATER, mais de mil propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 18 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Goiás 

Em Goiás, o PRS-Cerrado conclui as ações com mais de R$ 11 milhões investidos. 

Os números apresentados pela equipe no Seminário de Finalização, no dia 25 de junho, revelam o apoio a  54 Unidades Demonstrativas (UDs), cerca de 590 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 8 Organizações Socioprodutivas (OSPs), além da mobilização de 3 mil produtores e produtoras rurais em 187 Dias de Campo (DCs). As ações abrangeram 25 municípios. 

Foram 46 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 190 inscritos nos cursos EaD, e 11 alunos do Mestrado Profissional nas três edições, além das 5 escolas participantes nas ações de popularização. 

 

Segundo Josyany Mendes, Coordenadora do PRS-Cerrado em Goiás, os números foram importantes para mostrar “a forma os produtores foram atendidos, a importância desses atendimentos e alguns resultados voltados a essa ação direta.”

Pablo Diogénes de Souza, monitor de campo e Mestre formado pelo programa de Pós-Graduação do PRS-Cerrado, falou sobre a qualidade dos estudos apoiados pelo projeto. Ele destacou a metodologia do Mestrado Profissional, que envolveu visitas práticas e permitiu uma relação mais próxima com as temáticas trabalhadas. 

As pesquisas apoiadas no estado foram realizadas pelo Instituto Federal Goiano (IFG), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Embrapa, sendo 6 via edital e 7 direcionadas.

O Dr. Emerson Trogello, autor de um dos estudos e professor no Instituto Federal Goiano no Campus de Morrinhos, uma das UDs do PRS-Cerrado, destacou a pluralidade da iniciativa. Em seu relato, ele disse ter conseguido participar de diversas ações, que perpassaram tanto o campo da pesquisa quanto da educação.

O projeto finaliza sua ação no estado com 590 propriedades beneficiadas com a ATER, mais de 430 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 6 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Mato Grosso

O Mato Grosso fica com o resultado dos investimentos de mais de R$ 21 milhões do PRS-Cerrado. 

O Seminário de Finalização aconteceu no dia 30 de junho, e trouxe os resultados do apoio a 39 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 900 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 12 Organizações Socioprodutivas (OSPs). Foram 3 mil produtores e produtoras rurais mobilizados em 198 Dias de Campo (DCs)  nos 25 municípios abrangidos pela atuação.

O estado também contou com 39 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 226 inscritos nos cursos EaD23 alunos nas três edições do Mestrado Profissional e 21 escolas trabalhadas nas ações de popularização. 

“A gente tem números realmente mensuráveis, importantes, que fizeram realmente impacto e diferença nas propriedades rurais”, afirma Armando Urenha, coordenador do PRS-Cerrado no Mato Grosso. “O impacto é real, os números aconteceram dentro das nossas propriedades, muitas delas, inclusive, demonstrativas, que tem a oportunidade de abrir para visitação e observar o que foi trabalhado pelo projeto”, completa.  

Foram apoiadas ainda 6 pesquisas via edital e 5 pesquisas direcionadas, desenvolvidas pela Embrapa, a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT),a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). 

Os trabalhos foram concluídos resultando em 900 propriedades beneficiadas ATER, mais de 860 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 7 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Minas Gerais

Minas Gerais, por sua vez, chega ao fim do PRS-Cerrado com mais de R$ 23 milhões investidos. 

Palco do último Seminário de Finalização, no dia 02 de julho, os dados apresentados pela equipe mostraram o apoio a 52 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 1400 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 13 Organizações Socioprodutivas (OSPs). O estado teve mais 5 mil produtores e produtoras rurais mobilizados em 209 Dias de Campo (DCs) nos 25 municípios de atuação do projeto. 

Antônio Pereira da Silva, produtor rural representante de uma UM de Brasilândia de Minas, foi um dos beneficiários que participou relatando suas experiências com o projeto, destacando a entrega dos benefícios coletivos que, segundo ele, mudaram a vida no campo e permitiram que ele vivesse disso até hoje. Maria Valentim, representante de uma UM selecionada para virar UD também contribuiu, falando que o projeto segue os ensinando muito, e ressaltando os aprendizados obtidos nos Dias de Campo. 

Já Otacílio Mendes, representante da OSP COOPERFAN, que em maio recebeu uma fábrica de bioinsumos como benefício coletivo entregue pelo PRS-Cerrado, falou sobre as melhorias que isso vai trazer para a região, e o papel importante que terá na redução dos desperdícios, em um país que desperdiça tanto. 

Em Minas Gerais, ainda foram capacitados 50 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs), 347 inscritos nos cursos EaD, e 18 alunos do Mestrado Profissional nas três edições. 

Também foram apoiadas 4 pesquisas via edital e 5 pesquisas direcionadas desenvolvidas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a EPAMIG, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de São João Del Rei. 

O projeto finaliza sua ação no estado deixando um legado de 1100 propriedades beneficiadas com a ATER, mais de 900 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 6 mil hectares manejados de forma sustentável.

Sobre o Seminário, a Coordenadora do PRS-Cerrado em Minas Gerais, Fabiana Vilela, afirma que “Foi uma oportunidade para conhecer os resultados do projeto, os benefícios que foram trazidos tanto às organizações socioprodutivas quanto aos produtores diretamente, através da assistência técnica, dias de campo e demais capacitações realizadas ao longo desses cinco anos.”