Evento de Encerramento do PRS-Cerrado marca o conhecimento como legado permanente do projeto

Após sete anos promovendo a implantação de práticas agropecuárias sustentáveis no Cerrado, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) encerrou suas atividades. O momento foi marcado por um Seminário de Finalização, realizado entre 5 e 6 de agosto, na sede do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), em Brasília. Durante os dois dias, parceiros, beneficiários e a equipe executora se reuniram para relembrar experiências e aprendizados, compartilhar os resultados alcançados ao longo dos anos, e discutir o legado de conhecimento e cooperação deixados pelo projeto.

Abrindo o seminário, o Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado, Luís Tadeu Assad, relembrou a trajetória construída desde o início da iniciativa e prestou reconhecimento às equipes e instituições que participaram dessa trajetória.

“Não é fácil trabalhar no terceiro setor. Muitas vezes você tem a máquina de execução, mas não tem o poder de decisão”, afirmou. Ao destacar o encerramento do projeto, Tadeu ressaltou a importância de “passar uma resposta pública de tudo que foi feito”, celebrando os resultados alcançados sem deixar de olhar para os desafios futuros. Ele ainda prestou um agradecimento às equipes, parceiros e beneficiários que contribuíram para a execução das ações.

Representando o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Hernando Hintze destacou que a experiência construída pelo PRS-Cerrado demonstra como desafios locais podem gerar impactos positivos em escala global. Segundo ele, o compromisso assumido pelos parceiros fortalece o papel do Brasil como referência na promoção de uma agricultura sustentável, ao mesmo tempo em que evidencia a importância do trabalho desenvolvido diretamente nos territórios.

Ao agradecer às equipes que atuaram nos quatro estados atendidos pelo projeto, Hernando ressaltou que a mobilização junto aos produtores rurais foi essencial para os resultados alcançados. Também enfatizou que o conhecimento construído durante a execução permanecerá nas instituições e organizações parceiras que seguem atuando diariamente com os agricultores.

A importância da construção coletiva também foi destacada por Ladislau Araújo Skorupa, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que ressaltou o trabalho conjunto realizado ao longo da execução do projeto e o papel dos multiplicadores na continuidade das ações. “Os multiplicadores são essenciais num projeto dessa grandeza e vão garantir a continuidade dessas ações”, afirmou.

Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que um dos principais resultados do PRS-Cerrado foi a comunidade construída em torno do enfrentamento das mudanças climáticas e da segurança alimentar. Segundo ele, o projeto foi capaz de aproximar diferentes atores, valorizar os conhecimentos das comunidades e promover uma troca permanente de experiências entre pesquisadores, técnicos e produtores rurais.

“Não precisa ser um encerramento. O fechamento de um ciclo nesse formato, mas as conexões formadas pelo projeto vão continuar e têm um efeito multiplicador”, afirmou. Para ele, o legado do PRS-Cerrado está justamente na continuidade dessas relações e no conhecimento compartilhado ao longo dos últimos anos.

Na mesma direção, a diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Mônica Cavalcanti, destacou que um dos maiores resultados do projeto foi a presença constante das equipes junto aos produtores rurais. Ao comentar a realização de centenas de dias de campo e das ações desenvolvidas nos municípios participantes, afirmou que esse trabalho “olho no olho do produtor”, baseado na presença e na construção de conexões nos territórios, representa uma das entregas mais significativas do PRS-Cerrado. Também ressaltou o alinhamento das metodologias aos princípios do Plano ABC+, especialmente pela valorização da governança regional e local e pelo protagonismo das equipes que conhecem as necessidades de cada território.

Já a Coordenadora Operacional do PRS-Cerrado, Kamila Rocha, apresentou um panorama da trajetória do projeto, destacando sua estrutura, as principais frentes de trabalho e os legados construídos ao longo dos sete anos de execução. As informações foram o ponto de partida para painéis temáticos realizados durante o seminário, que aprofundaram as experiências vividas em cada âmbito de atuação.

Vozes do Cerrado mostram como o projeto transformou realidades nos territórios

Olhando para os resultados concretos na vida de quem foi impactado pelo PRS-Cerrado, o seminário colocou em destaque as histórias dos produtores rurais beneficiários.

Thiago Ferreira Costa, representante da Cooperativa da Agricultura Familiar de Unaí (COOPERAGRO), de Minas Gerais, relembrou os desafios enfrentados para mobilizar os produtores rurais e consolidar o trabalho da cooperativa. Segundo ele, o PRS-Cerrado foi o primeiro projeto a investir na organização, fortalecendo sua atuação junto às famílias agricultoras. “A credibilidade foi sendo conquistada conforme as coisas aconteciam e as pessoas conheciam o projeto”, destacou, ao afirmar que a expectativa é dar continuidade ao trabalho e ampliar o atendimento a outras famílias da região.

Experiência semelhante foi compartilhada por Miguel Henrique da Silva, da Associação dos Pequenos Agricultores do Município de Sapezal (MT). Ele relembrou a trajetória da organização no apoio aos pequenos produtores e destacou que o PRS-Cerrado representou o primeiro incentivo externo recebido pela associação, por meio da assistência técnica e das capacitações. Ele ainda destacou a diferença que os benefícios coletivos fazem na vida dos pequenos produtores.

A valorização da agricultura familiar e da atuação das mulheres também esteve presente. Representando a AESAGO, a Irmã Maria Inês de Oliveira destacou que o apoio do projeto fortaleceu a entidade e ampliou as condições de trabalho dos pequenos produtores. Ela falou sobre como é possível conciliar produção de alimentos e conservação ambiental. “Não temos o direito de devastar o Cerrado para produzir alimento. Dá para fazer tudo junto, protegendo o Cerrado e produzindo alimento de maneira muito limpa”, afirmou.

Maria José Vieira, da Associação de Santa Luzia (MS), também relembrou as dificuldades enfrentadas pela comunidade antes da chegada do projeto, quando faltavam recursos e equipamentos para a produção. Segundo ela, o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de produzir e fortaleceu a participação das mulheres na busca por novas oportunidades para a comunidade. “O PRS, em toda a minha vida, foi o único projeto que veio de encontro com os pequenos produtores, que chegou diretamente nos pequenos e médios produtores”, destacou.

O protagonismo feminino também marcou a trajetória da AGROBIO, em Goiás. Marivalda Aparecida dos Santos relatou os desafios enfrentados por um grupo inicialmente formado por nove mulheres para acessar recursos e consolidar a organização. Ela destacou que o apoio das políticas públicas e os investimentos realizados pelo PRS-Cerrado foram fundamentais para fortalecer a associação e incentivar a participação feminina.

Representando a Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara do Buriti (MS), Lucinéia de Jesus Domingos ressaltou que o projeto promoveu impactos positivos em todas as comunidades atendidas e fortaleceu iniciativas como a padaria das mulheres, a agroindústria da mandioca e a produção de mel. Segundo ela, além das melhorias na estrutura produtiva, o projeto impulsionou o desenvolvimento pessoal dos participantes e fortaleceu a organização comunitária, estimulando os jovens a permanecerem no território.

O representante da comunidade Haliti Paresi, Kevelen, também falou sobre a experiência de seu povo. Ele destacou que a parceria com o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de desenvolver a agricultura familiar dentro da Terra Indígena, respeitando as características e os desafios locais. Ela agradeceu o apoio técnico recebido durante a execução do projeto e ressaltou que os conhecimentos compartilhados fortaleceram a cooperativa e a produção voltada ao abastecimento das próprias comunidades.

Assistência técnica, capacitação e pesquisa: o conhecimento como legado do PRS-Cerrado

Além das histórias de impacto, as discussões realizadas ao longo do seminário evidenciaram que um dos principais legados deixados pelo PRS-Cerrado está na construção e disseminação do conhecimento. Diferentes painéis destacaram como os eixos de assistência técnica, capacitação e a pesquisa contribuíram para fortalecer produtores rurais, organizações locais e profissionais que seguem atuando nos territórios.

A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) foi apresentada como um dos pilares da metodologia adotada pelo projeto. Ao apresentar a trajetória do PRS-Cerrado com a ação, a coordenadora Marília Ramos destacou que a estratégia foi construída para combinar tecnologia, sustentabilidade e melhoria das condições de vida dos pequenos e médios produtores rurais.

Ela lembrou que o projeto estruturou uma trilha metodológica própria, iniciada ainda durante a pandemia, que envolveu a seleção das empresas executoras, a criação de um sistema de acompanhamento das atividades e a definição das Unidades Demonstrativas (UDs), Unidades Multiplicadoras (UMs) e Organizações Socioprodutivas (OSPs) participantes. Também apresentou a Carta de Recomendações elaborada durante o Seminário de ATER, que reúne propostas para fortalecer institucionalmente a assistência técnica e ampliar a integração entre entidades públicas e privadas.

Os participantes ressaltaram que o diferencial da metodologia esteve na proximidade com os produtores e na adaptação das soluções às realidades de cada propriedade. Para Nauto Martins, coordenador técnico estadual de Bovinocultura da EMATER-MG, “os técnicos são agentes de desenvolvimento” e o trabalho deve manter o foco nas pessoas e em suas necessidades. “Não tem como encerrar algo que se torna perene quando você traz conhecimento”, afirmou ao destacar que a parceria ampliou o acesso dos produtores a uma assistência técnica “de mais qualidade, de mais consistência”.

A permanência desse legado também foi destacada por Adriano de Arruda, da SIMBIOSE, ao afirmar que o projeto contribuiu para a formação de capital social e capital técnico nos territórios, fortalecendo as conexões entre organizações locais e outras instituições parceiras. Já Marcos Mariani, da SECAF, lembrou que projetos dessa natureza “são movidos por pessoas” e ressaltou o papel dos monitores de campo na articulação entre produtores, organizações e equipes técnicas, além da necessidade de ampliar o acesso das comunidades rurais a direitos e serviços básicos.

Na perspectiva dos beneficiários, o produtor rural Otacílio Cândido destacou que um dos diferenciais do PRS-Cerrado foi a metodologia utilizada para construir diagnósticos e planos de negócio junto aos produtores. Segundo ele, conquistar a confiança das comunidades exige diálogo e participação. “Nem toda ideia vai conseguir a confiança do produtor”, observou, ressaltando que esse processo foi fundamental para estimular o trabalho coletivo e fortalecer as parcerias construídas pelo projeto.

A educação também ocupou espaço central na programação. Os participantes reforçaram que a formação de produtores, técnicos, estudantes e lideranças foi uma estratégia para garantir que os conhecimentos desenvolvidos durante o projeto continuem sendo multiplicados após o encerramento das atividades.

A coordenadora de Capacitação do PRS-Cerrado, Deimiluce Lopes, explicou que as ações educativas foram estruturadas para diferentes públicos, respeitando as especificidades de cada grupo e construindo trilhas formativas voltadas à aplicação prática dos conteúdos.

Entre as iniciativas apresentadas estiveram os cursos presenciais, formações a distância, polos de apoio presencial, ações de popularização da agricultura sustentável nas escolas e o programa de mestrado profissional desenvolvido em parceria com universidades. Também ressaltou que a capacitação dos profissionais de assistência técnica foi parte essencial da estratégia para garantir uma atuação alinhada em todos os territórios atendidos.

As experiências apresentadas mostraram que os impactos dessas ações ultrapassaram o ambiente acadêmico. A professora Mariza Fernandes relatou como o projeto mobilizou estudantes, famílias e a comunidade escolar em torno das iniciativas, a partir das ações de popularização. “Eles tinham que ver acontecendo para acreditar”, lembrou ao relembrar os primeiros contatos da comunidade com o projeto. Segundo ela, o envolvimento coletivo fez com que os estudantes passassem a valorizar o próprio território e reconhecessem o conhecimento como parte do legado deixado pelo PRS-Cerrado.

A geração de conhecimento também foi apresentada como uma base para a inovação no campo. Ao abordar a frente de pesquisa do projeto, a coordenadora Marcela Vidal destacou que os estudos desenvolvidos buscaram responder a desafios específicos do bioma Cerrado, aproximando a produção científica das demandas observadas nos territórios. Segundo ela, os projetos apoiados permitiram construir soluções mais próximas da realidade dos produtores e fortalecer a adoção de tecnologias sustentáveis.

Essa conexão entre pesquisa, assistência técnica e capacitação foi retomada por Luís Tadeu Assad durante o painel, ao defender que o conhecimento precisa estar acessível para produzir transformações concretas. “A ação precisa vir do conhecimento, precisa vir com capacitação”, afirmou. Para ele, “a pesquisa é uma semente que transborda, que cresce ao longo do tempo”, reforçando a importância de fazer com que esse conhecimento alcance quem está no campo.

O debate foi complementado por discussões sobre finanças verdes, regularização ambiental e sustentabilidade produtiva. Os participantes destacaram iniciativas voltadas à certificação de propriedades, acesso ao crédito rural, regularização ambiental e implantação dos Benefícios Coletivos, estratégias que buscaram criar condições para que produtores e organizações pudessem dar continuidade às práticas sustentáveis e ampliar seu acesso a mercados e oportunidades de investimento.

Um legado que permanece

Na solenidade de encerramento oficial, representantes das instituições parceiras refletiram sobre os próximos passos para o desenvolvimento rural sustentável e reforçaram que os resultados do PRS-Cerrado ultrapassam o período de execução da iniciativa. Entre os temas debatidos estiveram a inclusão de mulheres e jovens, o fortalecimento das políticas públicas, a ampliação das parcerias e a continuidade das redes construídas ao longo do projeto.

Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que os desafios relacionados às mudanças climáticas e à segurança alimentar são comuns a diferentes países e afirmou que a rede formada pelo PRS-Cerrado representa “uma semente que foi plantada e tem muitas possibilidades de multiplicação de resultados”. Já Rodrigo Dantas, coordenador do Plano ABC+ no MAPA, ressaltou que a experiência demonstrou a importância de integrar as políticas públicas estaduais para promover mudanças duradouras no meio rural.

Os parceiros reforçaram que o maior legado do PRS-Cerrado está no conhecimento compartilhado, nas capacidades fortalecidas e nas relações construídas entre produtores, técnicos e organizações ao longo dos sete anos de execução. Ao agradecer às equipes e parceiros envolvidos, Luís Tadeu Assad destacou que esse patrimônio coletivo representa o ponto de partida para que as ações desenvolvidas pelo projeto continuem gerando impactos positivos no Cerrado.

A finalização contou, ainda, com a Premiação de Boas Práticas. rodutores rurais, profissionais de assistência técnica, organizações socioprodutivas, monitores de campo e instituições parceiras receberam homenagens pelas contribuições ao fortalecimento da agricultura sustentável nos territórios atendidos. Confira os premiados:

  • Categoria 1 – Produtores (as) Rurais

    • Pollyana de Pádua Neves de Oliveira (FAZENDA SÃO JORGE – GO) 
    • Lourenço Serraglio (MS)
    • Ana Paula Grill Seemann (Flor do Cerrado – MS)
    • Emerson Trogello (GO)
  • Categoria 2 – ATER

    • Vanessa Oliveira Franzin (GO – Fazenda São Jorge – ZOOTEC) e Suellen de Paula Fernandes (SIMBIOSE – MS – Lourenço Serraglio)
    • Ana Carolina dos Santos (MS) e Everton Mendonça Quintino (MS)
    • SIMBIOSE (MS)
  • Categoria 3 – OSPs

    • AMTR (MS) 
    • Associação dos Produtores do Assentamento Aldeia (MS)
    • Sindicato Rural de Lagoa Grande (MG)
    • Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento São Thomé – APPRAST (MS)
  • Categoria 4 – Monitores de Campo

    • Lucas Godinho (MG)
    • Ernando Aguilar (MS)
  • Categoria 5 – Menção Honrosa

    • SEMADESC (MS)
    • EMATER (MG)
    • BRACELL (MS)


Seminário marca encerramento do Projeto Rural Sustentável – Cerrado após sete anos de atuação

 

Nos dias 5 e 6 de agosto, acontece o Seminário de Encerramento do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado). O encontro acontece na sede do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), em Brasília, apresentando os principais resultados da iniciativa, e propondo diálogos sobre os aprendizados construídos ao longo de sete anos de atuação.

Iniciado em 2019, o PRS-Cerrado esteve presente em mais de 100 municípios de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e o fortalecimento da produção sustentável no bioma Cerrado. Ao longo desse período, o projeto desenvolveu ações de assistência técnica e extensão rural (ATER), capacitação, pesquisa, difusão de tecnologias e fortalecimento de organizações socioprodutivas.

O evento também contará com a Cerimônia de Premiação de Boas Práticas, que busca destacar e premiar ações desenvolvidas durante o PRS-Cerrado. Serão homenageados produtores e produtoras rurais, técnicos, organizações e parceiros que contribuíram para os resultados alcançados.

PRS-Cerrado em números

Ao longo de sua execução, o projeto consolidou resultados que demonstram sua contribuição para a promoção da agropecuária sustentável no Cerrado:

  • atuação em 101 municípios de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais;
  • mais de R$ 150 milhões em investimentos destinados ao fortalecimento da produção sustentável;
  • mais de 11 mil produtores rurais beneficiados;
  • 1.600 técnicos capacitados em assistência técnica e extensão rural;
  • mais de 50 mil hectares manejados com tecnologias sustentáveis.

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Confira a programação completa:

5 de agosto (quarta-feira)

  • 8h30 – Credenciamento
  • 9h – Apresentação do Vídeo Institucional "PRS-Cerrado transformando territórios, pessoas e oportunidades" e Sessão Solene de Abertura
    • Luís Tadeu Assad - Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado
    • Mônica Cavalcanti - Diretora do Departamento de Produção Sustentável do MAPA
    • Luis Hernando Hintze - Especialista no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
    • Nikhil Kapila - Gerente do Projeto Rural Sustentável do DEFRA
    • João Oliveira - Representante da Embaixada do Reino Unido
    • Ladislau Araujo Skorupa - Pesquisador da EMBRAPA na unidade Meio Ambiente
  • 10h – PRS-Cerrado: atores, atividades e principais resultados do PRS-Cerrado
    • Kamila Rocha - Coordenadora Operacional do PRS-Cerrado
  • 10h45 – Painel 1| Assistência Técnica que Gera Transformação
    • Moderador: Sidney Medeiros - Auditor Fiscal Agropecuário do MAPA
    • Marília Ramos - Coordenadora de ATER do PRS-Cerrado
    • Nauto Martins - Coordenador Técnico Estadual de Bovinocultura da EMATER/MG
    • Adriano de Arruda - Coordenador da SIMBIOSE 
    • Marcos Mariani - Coordenador da SECAF
    • Otacílio Cândido - Produtor rural beneficiário
  • 14h – Painel 2| Educação como base da transformação no meio rural
    • Moderador: Luís Pacifici Rangel - Auditor Fiscal Agropecuário do MAPA
    • Deimiluce Lopes - Coordenadora de Capacitação do PRS-Cerrado
    • Mariza Fernandes - depoimento sobre ações de popularização do projeto
    • Prof. Roberto Maciel - Coordenador Adjunto do Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Produção Animal da UFLA
    • Dirce Silva - produtora rural aluna do programa de mestrado 
    • Nauto Martins - relato sobre as ações de capacitação
    • Edson Correia - relato sobre as ações de capacitação
  • 16h15 – Painel 3| Vozes do Cerrado: O PRS Cerrado foi feito de gente inspiradora
    • Moderadora: Mônica Cavalcanti
    • Maria José Vieira - representante da Associação de Santa Luzia (MS)
    • Lucinéia de Jesus Domingos - representante da Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Do Buriti (MS)
    • Marivalda Aparecida dos Santos - representante da AGROBIO (GO)
    • Irmã Maria Inês de Oliveira - representante da AESAGO
    • Miguel Henrique da Silva - representante da Associação Dos Pequenos Agricultores Do Município De Sapezal (MT)
    • Thiago Ferreira Costa - representante da COOPERAGRO (MG)
  • 17h45 – Encerramento das atividades do primeiro dia.

6 de agosto (quinta-feira)

  • 8h30 – Painel 4| PRS Cerrado: nos estados. Os desafios e os impactos da implementação
    • Moderadora: Marília Ramos
    • Jessyca Souza - Coordenadora Estadual do PRS-Cerrado no MS
    • Armando Urenha - Coordenador Estadual do PRS-Cerrado no MT
    • Fabiana Vilela - Coordenadora Estadual do PRS-Cerrado em MG
    • Josyany Duarte - Coordenadora Estadual do PRS-Cerrado em GO
  • 9h30 – Painel 5| Geração de conhecimento como base para a inovação no campo
    • Moderador: Ladislau Araujo Skorupa
    • Marcela Vidal - Coordenadora de Pesquisa do PRS-Cerrado
    • Emerson Trogello - Professor do Instituto Federal Goiano no campus de Morrinhos
    • Luís Tadeu Assad - Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado
  • 11h – Painel 6 | Finanças Verdes,  Regularização Ambiental e Sustentabilidade Produtiva
    • Moderador: Carlos Venâncio - Auditor Fiscal Agropecuário do MAPA
    • Vanessa Santos - Coordenadora de Finanças Verdes do PRS-Cerrado
    • Elvânia Batista - Coordenadora de Crédito Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
    • Janaína Mendonça - Analista ambiental e coordenadora do PRA Produzir Sustentável do Instituto Estadual de Florestas (IEF)
    • Eduardo Aguiar - Pesquisador da AGRAER
    • Nedino José de Araújo - representante da OSP A.D.C.P. ASS. Carlos Roberto Soares de Melo
  • 14h – Produtos de conhecimento do PRS Cerrado
    • Javiera de LaFuente - Coordenadora de Comunicação Integrada do Programa Rural Sustentável
    • Pedro Costa - Coordenador de Comunicação do PRS-Cerrado
  • 14h30 – Mesa Estratégica: O Futuro do Desenvolvimento Rural Sustentável
    • Moderador: Eric Sawyer - Diretor Técnico do IABS
    • Rodrigo Dantas - Coordenador do Plano ABC+ no MAPA
    • João Oliveira - Representante da Embaixada do Reino Unido
    • Luís Tadeu Assad
  • 15h30 – Cerimônia de Premiação de Boas Práticas
  • 16h30 - Encerramento Institucional do PRS-Cerrado

Sobre o PRS-Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão contribuir para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e para o aumento da renda de pequenos e médios produtores rurais, por meio da adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e de práticas produtivas sustentáveis.

O projeto é financiado pelo Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tem o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como beneficiário institucional, execução do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.


PRS - Cerrado deixa legado de mais de R$ 150 milhões na agropecuária sustentável no Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) finalizou seus trabalhos nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais com um legado de mais de R$ 150 milhões na promoção da agropecuária sustentável e de baixa emissão de carbono na região. As ações foram finalizadas com Seminários de Encerramento estaduais, que apresentaram os principais resultados alcançados e abriram espaço para os relatos dos beneficiários.

Em atividade desde 2019, o PRS-Cerrado trabalhou em 101 municípios do Cerrado brasileiro, apoiando a implantação de tecnologias sustentáveis, como a recuperação de pastagens degradadas e sistemas integrados, a exemplo do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o Sistema de Integração Pecuária-Floresta (IPF), o Sistema de Integração Lavoura-Floresta (ILF) e o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). 

Além disso, promoveu o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural (ATER) como meio de implantação de práticas sustentáveis, bem como apoiou a realização de pesquisas aplicadas e a capacitação de produtores e técnicos rurais. 

 

Investimento superior a R$150 milhões 

No total, foram mais de 11 mil produtores e produtoras rurais beneficiados, e 1.600 técnicos capacitados, enquanto os estudantes impactados pelas ações de capacitação ultrapassaram 8.500

As ações do projeto reuniram um total de mais de 25 mil participantes em 837 Dias de Campo (DCs), trabalhando com 202 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 3.900 Unidades Multiplicadoras (UMs), e 48 Organizações Socioprodutivas (OSPs), além de 128 instituições e 1.108 técnicos de ATER pré-qualificados. Também foram entregues benefícios coletivos a 48 organizações. 

Esses números, por sua vez, resultaram em mais de 50 mil hectares de terras manejadas de forma sustentável no Cerrado brasileiro. 

Em relação a pesquisas, o PRS-Cerrado investiu mais de R$ 12 milhões, apoiando o desenvolvimento de 35 estudos. 

Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, o legado deixado pelo PRS-Cerrado resultou do investimento de R$ 40 milhões

Durante o Seminário de Finalização do estado, que aconteceu no dia 22 de junho, Rosalvo Nunes, representante da OSP ASPRAESP, destacou a importância dos benefícios coletivos entregues pelo projeto. Valeriano Bispo dos Santos, da UD Chácara Deus Dará, comentou sobre a importância das ações para a estruturação da propriedade e na venda de seus produtos, destacando os aprendizados que conseguiu por meio da ATER.

A equipe do projeto apresentou, em um dos painéis, os números demonstrativos desses relatos. Atuando em 28 municípios do MS, o PRS-Cerrado apoiou 58 Unidades Demonstrativas (UDs), cerca de 1500 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 15 Organizações Socioprodutivas (OSPs) locais. Ainda foram mobilizados mais de 3 mil produtores e produtoras rurais em 243 Dias de Campo (DCs).

 

“Todos os benefícios que apresentamos no início foram entregues e a parceria que cultivamos durante mais de três anos com as empresas de ATER surtiu efeitos positivos no campo, muito além dos esperados”, afirma Jéssika Souza, Coordenadora do PRS-Cerrado no Mato Grosso do Sul.

O estado também teve 99 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 597 inscritos nos cursos EaD, e 11 alunos do Mestrado Profissional em três edições realizadas. Nas ações de popularização, 27 escolas foram envolvidas como forma de propagar a produção rural sustentável.

As quatro pesquisas via edital e seis pesquisas direcionadas apoiadas foram conduzidas por instituições como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Mato Grosso do Sul chega ao fim do projeto com 1500 propriedades beneficiadas com ATER, mais de mil propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 18 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Goiás 

Em Goiás, o PRS-Cerrado conclui as ações com mais de R$ 11 milhões investidos. 

Os números apresentados pela equipe no Seminário de Finalização, no dia 25 de junho, revelam o apoio a  54 Unidades Demonstrativas (UDs), cerca de 590 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 8 Organizações Socioprodutivas (OSPs), além da mobilização de 3 mil produtores e produtoras rurais em 187 Dias de Campo (DCs). As ações abrangeram 25 municípios. 

Foram 46 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 190 inscritos nos cursos EaD, e 11 alunos do Mestrado Profissional nas três edições, além das 5 escolas participantes nas ações de popularização. 

 

Segundo Josyany Mendes, Coordenadora do PRS-Cerrado em Goiás, os números foram importantes para mostrar “a forma os produtores foram atendidos, a importância desses atendimentos e alguns resultados voltados a essa ação direta.”

Pablo Diogénes de Souza, monitor de campo e Mestre formado pelo programa de Pós-Graduação do PRS-Cerrado, falou sobre a qualidade dos estudos apoiados pelo projeto. Ele destacou a metodologia do Mestrado Profissional, que envolveu visitas práticas e permitiu uma relação mais próxima com as temáticas trabalhadas. 

As pesquisas apoiadas no estado foram realizadas pelo Instituto Federal Goiano (IFG), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Embrapa, sendo 6 via edital e 7 direcionadas.

O Dr. Emerson Trogello, autor de um dos estudos e professor no Instituto Federal Goiano no Campus de Morrinhos, uma das UDs do PRS-Cerrado, destacou a pluralidade da iniciativa. Em seu relato, ele disse ter conseguido participar de diversas ações, que perpassaram tanto o campo da pesquisa quanto da educação.

O projeto finaliza sua ação no estado com 590 propriedades beneficiadas com a ATER, mais de 430 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 6 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Mato Grosso

O Mato Grosso fica com o resultado dos investimentos de mais de R$ 21 milhões do PRS-Cerrado. 

O Seminário de Finalização aconteceu no dia 30 de junho, e trouxe os resultados do apoio a 39 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 900 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 12 Organizações Socioprodutivas (OSPs). Foram 3 mil produtores e produtoras rurais mobilizados em 198 Dias de Campo (DCs)  nos 25 municípios abrangidos pela atuação.

O estado também contou com 39 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 226 inscritos nos cursos EaD23 alunos nas três edições do Mestrado Profissional e 21 escolas trabalhadas nas ações de popularização. 

“A gente tem números realmente mensuráveis, importantes, que fizeram realmente impacto e diferença nas propriedades rurais”, afirma Armando Urenha, coordenador do PRS-Cerrado no Mato Grosso. “O impacto é real, os números aconteceram dentro das nossas propriedades, muitas delas, inclusive, demonstrativas, que tem a oportunidade de abrir para visitação e observar o que foi trabalhado pelo projeto”, completa.  

Foram apoiadas ainda 6 pesquisas via edital e 5 pesquisas direcionadas, desenvolvidas pela Embrapa, a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT),a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). 

Os trabalhos foram concluídos resultando em 900 propriedades beneficiadas ATER, mais de 860 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 7 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Minas Gerais

Minas Gerais, por sua vez, chega ao fim do PRS-Cerrado com mais de R$ 23 milhões investidos. 

Palco do último Seminário de Finalização, no dia 02 de julho, os dados apresentados pela equipe mostraram o apoio a 52 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 1400 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 13 Organizações Socioprodutivas (OSPs). O estado teve mais 5 mil produtores e produtoras rurais mobilizados em 209 Dias de Campo (DCs) nos 25 municípios de atuação do projeto. 

Antônio Pereira da Silva, produtor rural representante de uma UM de Brasilândia de Minas, foi um dos beneficiários que participou relatando suas experiências com o projeto, destacando a entrega dos benefícios coletivos que, segundo ele, mudaram a vida no campo e permitiram que ele vivesse disso até hoje. Maria Valentim, representante de uma UM selecionada para virar UD também contribuiu, falando que o projeto segue os ensinando muito, e ressaltando os aprendizados obtidos nos Dias de Campo. 

Já Otacílio Mendes, representante da OSP COOPERFAN, que em maio recebeu uma fábrica de bioinsumos como benefício coletivo entregue pelo PRS-Cerrado, falou sobre as melhorias que isso vai trazer para a região, e o papel importante que terá na redução dos desperdícios, em um país que desperdiça tanto. 

Em Minas Gerais, ainda foram capacitados 50 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs), 347 inscritos nos cursos EaD, e 18 alunos do Mestrado Profissional nas três edições. 

Também foram apoiadas 4 pesquisas via edital e 5 pesquisas direcionadas desenvolvidas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a EPAMIG, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de São João Del Rei. 

O projeto finaliza sua ação no estado deixando um legado de 1100 propriedades beneficiadas com a ATER, mais de 900 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 6 mil hectares manejados de forma sustentável.

Sobre o Seminário, a Coordenadora do PRS-Cerrado em Minas Gerais, Fabiana Vilela, afirma que “Foi uma oportunidade para conhecer os resultados do projeto, os benefícios que foram trazidos tanto às organizações socioprodutivas quanto aos produtores diretamente, através da assistência técnica, dias de campo e demais capacitações realizadas ao longo desses cinco anos.”


Confira quem vai nos acompanhar no Seminário de ATER, do PRS - Cerrado em parceria com a EMATER-MG

Entre os dias 26 e 28 de maio, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS -Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER-MG), realiza o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções

A programação do evento, que acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention com mais de 600 participantes, será dividida em três dias, com sete mesas de debate. A transmissão ao vivo aberta ao público acontece no canal do IABS no YouTube.

As palestras foram definidas pensando na capacitação de agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Por isso, estão em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

A programação completa está disponível aqui.

Confira os detalhes:

1° Dia – 26/05

18h30 — Cerimônia de abertura

  • Mônica Holanda – Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (DEPROS/MAPA). 
  • Thales de Almeida Fernandes Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de MG
  • Prof. Demétrius David da Silva – Reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Professor Titular do Departamento de Engenharia Agrícola.
  • Cláudio Augusto Bortolini – Diretor-Presidente da EMATER-MG. 
  • Laura Queiroz – Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais.

19h30 — Lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR

  • Gelson Soares Lemes – Diretor Técnico da EMATER-MG.
  • Prof. Demetrius David da Silva

20h — Confraternização

2° Dia – 27/05

8h — Credenciamento

9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER

  • Gelson Soares Lemes
  • Eduardo Brito Bastos – Presidente da Câmara do AgroCarbono no MAPA, CEO do Instituto Equilíbrio, e Presidente do Comitê de Inovação do CCarbon (USP). Também lidera o Comitê de Sustentabilidade na ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio).

10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo

Palestrantes:

  • Marília Ramos – Diretora Regional Centro Sul e gestora de projetos no IABS. No PRS-Cerrado, atua como Coordenadora das atividades de Campo e ATER.
  • Cristiane Côrrea – Coordenadora Técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará – EMATER-PARÁ, Extensionista Rural e Médica Veterinária.
  • Guilherme Ferraudo – Gerente Executivo da MyCarbon.

Mediador:

  • Hildebrando Marcelo Campos LopesGerente regional da EMATER-MG em Juíz de Fora.

12h — Almoço

14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+

Palestrantes:

  • José Mário Lobo Ferreira – Pesquisador em agroecologia na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Participa do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Montanhas Brasileiras e do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos). 
  • Rodrigo Dantas – Coordenador do Plano ABC+ e Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.
  • Renata Maria de Araújo – Superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas na SEMAD-MG.

Mediador:

  • Rogério Jacinto Gomes – Coordenador Técnico Regional da EMATER-MG em Viçosa. Conselheiro, por Minas Gerais, da Federação Brasileira de Plantio Direto – FEBRAPD.

15h30 — Coffee break

16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável

Palestrantes:

  • Miguel Marques Gontijo Neto – Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (CNPMS).
  • Alexandre Romeiro de Araújo – Pesquisador da Embrapa lotado no Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Corte. 
  • Felipe Morbi – Empresário, fundador da Soleum e executivo em bioeconomia, agronegócio e desenvolvimento de cadeias produtivas de base biotecnológica.

Mediador:

  • Luis Eduardo Rangel – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.

3° Dia – 28/05

9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas

Palestrantes:

  • Jonathas de Alencar Moreira – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA, onde atualmente ocupa o cargo de Coordenador-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento.
  • Elvânia Batista Guimarães Andrade – Coordenadora de Crédito Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA).
  • Bruno Machado Gonçalves – Gerente de Agronegócio do Banco do Brasil.

Mediador:

  • José Henrique Chiarini Pena Barbosa – Gerente da Divisão de Programas Especiais da EMATER-MG.

10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva

Palestrantes:

  • Luís Tadeu Assad – Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS).
  • Humberto Pereira – Coordenador Geral de Articulação Federativa para o Abastecimento Alimentar, do departamento de Aquisição de e Distribuição de Alimentos Saudáveis (DEPAD), da Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN), no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
  • Liana Jayme Borges – Docente de Nutrição e Coordenadora do Centro Colaborador em Nutrição e Alimentação Escolar da Universidade Federal de Goiás (Cecane/UFG).

Mediador:

  • Otávio Martins Maia – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

12h — Almoço

14h — Mesa 6: Organização social e mercados

Palestrantes:

  • Alair Ferreira de Freitas – Professor do Departamento de Economia Rural da UFV. Bolsista de produtividade do CNPQ, atua em projetos nas áreas de cooperativismo, políticas públicas e desenvolvimento rural. 
  • Narayemir Suruí – Presidente da Cooperaiter – Cooperativa de Produção e Desenvolvimento do Povo Indígena Paiter Suruí.
  • Valdir Rodrigues – Presidente da Coopervap.

Mediadora:

  • Ana Laura Veloso – Coordenadora Técnica Regional da EMATER-MG.

16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)

Palestrantes:

  • Jane Terezinha da Costa Pereira Leal – Coordenadora Técnica Estadual em Saneamento Ambiental da EMATER-MG. Autora do Artigo 1: Fossa Ecológica Tevap.
  • Leonardo Climaco –  Extensionista agropecuário II da EMATER, Engenheiro agrônomo formado na UFSC e mestre em zootecnia pela UFMG. Autor do Artigo 2: Manejo Agroecológico de Pastagens.
  • Bruno Luís Rosa – Extensionista agropecuário II da EMATER-MG, e concluinte do mestrado em Tecnologias e Inovações Ambientais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Autor do Artigo 3: Extensão Rural Regenerativa e ODS
  • Rebeca Patrícia Omena Garcia – Extensionista agropecuário II da EMATER,  Graduada em Agronomia (2012) pela Universidade Federal do Amazonas, mestrado (2014) e doutorado (2017) pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal da UFV. Autora do Artigo 4: Plantas de cobertura em cafeicultura.

Mediador:

  • Nauto Martins – Coordenador Técnico Estadual de Bovinocultura da EMATER-MG.

18h — Encerramento

Esperamos você!


Seminário de ATER do PRS - Cerrado, em parceria com a EMATER-MG, reúne 600 participantes em Caeté

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), realiza, entre os dias 26 e 28 de maio, o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções. A transmissão online aberta ao público acontece através do canal do IABS no YouTube.

O evento acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention, e deve reunir mais de 600 participantes, entre técnicos de assistência técnica e extensão rural (ATER), produtores(as) rurais, representantes de instituições financeiras, pesquisadores(as) e gestores públicos.

Seminário discute crédito rural, mudanças climáticas e inovação no campo

O seminário tem como foco o fortalecimento da assistência técnica rural, considerada estratégica para o avanço da agropecuária sustentável, através de uma programação que promove produtividade, inovação e adaptação às mudanças climáticas no campo. Nas mesas de debate, serão colocados em pauta temas de alta relevância para os produtores(as). Entre os principais, estão questões como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

A partir disso, o objetivo é sensibilizar e capacitar agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. A proposta ainda inclui a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no campo, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Para além do conteúdo técnico, o evento se coloca como um espaço de articulação entre atores do setor, promovendo a troca de experiências e conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável de forma alinhada à realidade e aos desafios dos produtores(as). Também é um importante local de fortalecimento de parcerias e redes de práticas sustentáveis, impulsionando o desenvolvimento rural no Cerrado.

Programação

A programação está organizada em três dias de atividades, com mais informações sendo divulgadas nos próximos dias:

Dia 26 – Abertura

  • 18h30 — Cerimônia de abertura
  • 20h — Confraternização

Dia 27 – 1º Dia

  • 8h — Credenciamento
  • 9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER
  • 10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo
  • 12h — Almoço
  • 14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+
  • 15h30 — Coffee break
  • 16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável

Dia 28 – 2º Dia

  • 9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas
  • 10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva
  • 12h — Almoço
  • 14h — Mesa 6: Organização social e mercados
  • 16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)
  • 18h — Encerramento

Sobre a ATER

A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) engloba um conjunto de serviços voltados para o desenvolvimento sustentável no campo, em especial no âmbito da agricultura familiar, pequenos e médios produtores(as). Elas incluem ações alinhadas ao Plano ABC+, direcionadas para a educação e capacitação de produtores(as) rurais, orientação técnica e acompanhamento contínuo, com o objetivo de incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e ambientalmente conscientes. Os serviços promovem o uso eficiente de recursos, novas formas de aproveitamento dos produtos, diversificando a oferta, e a melhoria da qualidade oferecida através da aplicação de novas tecnologias, contribuindo para o fortalecimento econômico e social das comunidades rurais.

Pelo PRS – Cerrado, as atividades são aplicadas com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento rural sustentável na região do Cerrado, aumentando a eficiência do uso da terra, a produtividade e o incremento na geração de renda entre os(as) produtores(as). Elas focam, entre outras, na implementação de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e na recuperação de pastagens degradadas (RPD), além de contribuírem para o acesso ao crédito rural e políticas pública, bem como a introdução de tecnologias adaptadas às realidades locais, respeitando aspectos culturais e ambientais.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis.

Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.

Sobre a EMATER

Com 77 anos de existência, a Emater-MG foi a primeira empresa pública de assistência técnica e extensão rural a ser criada no país. A empresa está presente em 819 municípios mineiros (96% do total) e atende cerca de 350 mil produtores(as) por ano, desenvolvendo diversas ações, voltadas tanto para a promoção de práticas produtivas sustentáveis como para a implementação de ações de conservação e recuperação ambiental.

Uma pesquisa de satisfação encomendada pela Emater-MG revelou um alto índice de aprovação do trabalho da empresa entre produtores(as) rurais de Minas Gerais. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Leal-M e divulgado este ano, 92% dos clientes da Emater-MG disseram que o atendimento da empresa contribuiu para a melhoria de vida das famílias mineiras.