Profissionais de Ater de todo país se reúnem em Minas para debater uma agropecuária sustentável

O Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções teve início nesta terça-feira, dia 26, no Tauá Hotel & Resort, em Caeté, Minas Gerais, com a presença de mais de 600 profissionais de todo o país ligados à área de assistência técnica e extensão rural.  Abrindo a cerimônia de abertura, o Diretor-Presidente da EMATER-MG, Cláudio Bortolini afirmou que “a sustentabilidade é o nosso propósito. Queremos produzir com qualidade, dignidade e respeito ambiental.” Ele ainda completou: “O Brasil é o celeiro do mundo e esse evento é a oportunidade de valorizar o trabalho de assistência técnica e extensão rural que é tão importante para o fortalecimento do setor agro do país.”

Também compondo a solenidade, o Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Diretor-Geral do do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado), Luís Tadeu Assad, destacou que

“a sustentabilidade tem que ser vista, mas é fundamental um olhar para as pessoas que estão para as pessoas que estão na ponta, no trabalho, tanto os técnicos, o pessoal do IABS, das Ematers e todos aqueles que estão no campo ajudando os produtores para que eles possam produzir da melhor forma possível.”

A mesa de abertura foi formada, ainda, pelo Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales de Almeida Fernandes, a Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Mônica Holanda, a Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais, Laura Queiroz, e o presidente da Asbraer, Rafael Magalhães de Gouveia. 

“Esse encontro de Ater é importantíssimo, pois o centro das discussões são a produção com sustentabilidade”, disse o secretário Thales Fernandes.

“Alinhar essa pauta entre os profissionais do setor é de grande relevância, pois o agro brasileiro alimenta não só o país e o mundo”, concluiu.

Além da cerimônia, o primeiro dia foi marcado pelo lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR, guiados pelo Diretor Técnico da Emater-MG, Gelson Lemes, e do Reitor da UFV, Prof. Demetrius Silva. 

Valorização da ATER ao longo da programação

O seminário vai até quinta-feira (dia 28) e é uma iniciativa do PRS-Cerrado em parceria com a Emater-MG. As palestras buscam a capacitação de agentes de Ater (assistência técnica e extensão rural) para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. O foco é a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Durante a programação, serão colocados em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

O Seminário de ATER está sendo transmitido ao vivo pelo canal do IABS no YouTube.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado é fruto da parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Governo do Reino Unido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), a Embrapa e a Associação Rede ILPF.


Confira quem vai nos acompanhar no Seminário de ATER, do PRS - Cerrado em parceria com a EMATER-MG

Entre os dias 26 e 28 de maio, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS -Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER-MG), realiza o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções

A programação do evento, que acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention com mais de 600 participantes, será dividida em três dias, com sete mesas de debate. A transmissão ao vivo aberta ao público acontece no canal do IABS no YouTube.

As palestras foram definidas pensando na capacitação de agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Por isso, estão em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

A programação completa está disponível aqui.

Confira os detalhes:

1° Dia – 26/05

18h30 — Cerimônia de abertura

  • Mônica Holanda – Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (DEPROS/MAPA). 
  • Thales de Almeida Fernandes Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de MG
  • Prof. Demétrius David da Silva – Reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Professor Titular do Departamento de Engenharia Agrícola.
  • Cláudio Augusto Bortolini – Diretor-Presidente da EMATER-MG. 
  • Laura Queiroz – Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais.

19h30 — Lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR

  • Gelson Soares Lemes – Diretor Técnico da EMATER-MG.
  • Prof. Demetrius David da Silva

20h — Confraternização

2° Dia – 27/05

8h — Credenciamento

9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER

  • Gelson Soares Lemes
  • Eduardo Brito Bastos – Presidente da Câmara do AgroCarbono no MAPA, CEO do Instituto Equilíbrio, e Presidente do Comitê de Inovação do CCarbon (USP). Também lidera o Comitê de Sustentabilidade na ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio).

10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo

Palestrantes:

  • Marília Ramos – Diretora Regional Centro Sul e gestora de projetos no IABS. No PRS-Cerrado, atua como Coordenadora das atividades de Campo e ATER.
  • Cristiane Côrrea – Coordenadora Técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará – EMATER-PARÁ, Extensionista Rural e Médica Veterinária.
  • Guilherme Ferraudo – Gerente Executivo da MyCarbon.

Mediador:

  • Hildebrando Marcelo Campos LopesGerente regional da EMATER-MG em Juíz de Fora.

12h — Almoço

14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+

Palestrantes:

  • José Mário Lobo Ferreira – Pesquisador em agroecologia na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Participa do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Montanhas Brasileiras e do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos). 
  • Rodrigo Dantas – Coordenador do Plano ABC+ e Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.
  • Renata Maria de Araújo – Superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas na SEMAD-MG.

Mediador:

  • Rogério Jacinto Gomes – Coordenador Técnico Regional da EMATER-MG em Viçosa. Conselheiro, por Minas Gerais, da Federação Brasileira de Plantio Direto – FEBRAPD.

15h30 — Coffee break

16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável

Palestrantes:

  • Miguel Marques Gontijo Neto – Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (CNPMS).
  • Alexandre Romeiro de Araújo – Pesquisador da Embrapa lotado no Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Corte. 
  • Felipe Morbi – Empresário, fundador da Soleum e executivo em bioeconomia, agronegócio e desenvolvimento de cadeias produtivas de base biotecnológica.

Mediador:

  • Luis Eduardo Rangel – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.

3° Dia – 28/05

9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas

Palestrantes:

  • Jonathas de Alencar Moreira – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA, onde atualmente ocupa o cargo de Coordenador-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento.
  • Elvânia Batista Guimarães Andrade – Coordenadora de Crédito Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA).
  • Bruno Machado Gonçalves – Gerente de Agronegócio do Banco do Brasil.

Mediador:

  • José Henrique Chiarini Pena Barbosa – Gerente da Divisão de Programas Especiais da EMATER-MG.

10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva

Palestrantes:

  • Luís Tadeu Assad – Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS).
  • Humberto Pereira – Coordenador Geral de Articulação Federativa para o Abastecimento Alimentar, do departamento de Aquisição de e Distribuição de Alimentos Saudáveis (DEPAD), da Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN), no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
  • Liana Jayme Borges – Docente de Nutrição e Coordenadora do Centro Colaborador em Nutrição e Alimentação Escolar da Universidade Federal de Goiás (Cecane/UFG).

Mediador:

  • Otávio Martins Maia – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

12h — Almoço

14h — Mesa 6: Organização social e mercados

Palestrantes:

  • Alair Ferreira de Freitas – Professor do Departamento de Economia Rural da UFV. Bolsista de produtividade do CNPQ, atua em projetos nas áreas de cooperativismo, políticas públicas e desenvolvimento rural. 
  • Narayemir Suruí – Presidente da Cooperaiter – Cooperativa de Produção e Desenvolvimento do Povo Indígena Paiter Suruí.
  • Valdir Rodrigues – Presidente da Coopervap.

Mediadora:

  • Ana Laura Veloso – Coordenadora Técnica Regional da EMATER-MG.

16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)

Palestrantes:

  • Jane Terezinha da Costa Pereira Leal – Coordenadora Técnica Estadual em Saneamento Ambiental da EMATER-MG. Autora do Artigo 1: Fossa Ecológica Tevap.
  • Leonardo Climaco –  Extensionista agropecuário II da EMATER, Engenheiro agrônomo formado na UFSC e mestre em zootecnia pela UFMG. Autor do Artigo 2: Manejo Agroecológico de Pastagens.
  • Bruno Luís Rosa – Extensionista agropecuário II da EMATER-MG, e concluinte do mestrado em Tecnologias e Inovações Ambientais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Autor do Artigo 3: Extensão Rural Regenerativa e ODS
  • Rebeca Patrícia Omena Garcia – Extensionista agropecuário II da EMATER,  Graduada em Agronomia (2012) pela Universidade Federal do Amazonas, mestrado (2014) e doutorado (2017) pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal da UFV. Autora do Artigo 4: Plantas de cobertura em cafeicultura.

Mediador:

  • Nauto Martins – Coordenador Técnico Estadual de Bovinocultura da EMATER-MG.

18h — Encerramento

Esperamos você!


PRS-Cerrado realiza entrega da biofábrica da COOPERFAN em Paracatu-MG

Na última quinta-feira, dia 7, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares do Noroeste de Minas (COOPERFAN) recebeu sua fábrica de bioinsumos em Paracatu, Minas Gerais, um Benefício Coletivo entregue com recursos do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado). A estrutura chega com o objetivo de ampliar o acesso dos agricultores a tecnologias sustentáveis através da produção local, diminuindo a dependência a meios externos e, ao mesmo tempo, fortalecendo a agricultura familiar da região. 

A entrega aconteceu durante o Dia de Campo realizado no galpão do produtor que sedia a biofábrica da Organização Socioprodutiva (OSP). Representantes do PRS – Cerrado participaram da cerimônia, destacando a contribuição do Benefício Coletivo para o fortalecimento da agricultura familiar, a ampliação do acesso aos bioinsumos e o incentivo às práticas produtivas sustentáveis de baixa emissão de carbono.

Estiveram presentes, além da equipe de campo do projeto em Minas Gerais, a Coordenadora de Finanças Verdes, Vanessa Silva, e a Gerente de Benefícios Coletivos, Vânia Fernandes. Elas falaram sobre o papel do IABS na promoção do desenvolvimento sustentável para os produtores e produtoras rurais. 

“É por eles que a gente se move. Estar vendo aqui todo mundo reunido e com o mesmo objetivo é quando a gente enxerga que realmente alcançamos os objetivos do projeto”, disse Vanessa.

“A biofábrica estruturada vai começar a atender e vai fortalecer ainda mais a agricultura familiar, vai fortalecer as tecnologias apoiadas pelo projeto”, completou Vânia.

Dia de Campo reforçou o impacto dos bioinsumos para os produtores rurais

Ao longo da programação do dia, as extensionistas agropecuárias representantes da EMATER-MG, Ingrid Mara Bicalho, doutora em Microbiologia, e Jordany Gomes, doutora em Horticultura, falaram sobre conceitos e aplicações dos bioinsumos para os produtores e produtoras. Elas explicaram que materiais orgânicos do cotidiano podem ser aproveitados na formulação desses insumos, promovendo o reaproveitamento de resíduos. Ainda destacaram que alguns dos benefícios mais relevantes dos bioinsumos são a redução do contato dos produtores rurais com produtos tóxicos e o aumento da retenção de água no solo promovido pelos materiais.

Já o palestrante Fábio Barbosa, extensionista de bem-estar social da EMATER e sociólogo, explicou que houve um aumento recente de 16% para 27% na busca por bioinsumos nos últimos meses. Isso reflete diretamente a instabilidade no mercado internacional de insumos convencionais. Segundo ele, esse tem sido um importante fator de incentivo para os produtores e produtoras buscarem alternativas mais acessíveis e sustentáveis.

A programação também contou com uma palestra do Dr. Carlos Henrique da Silva, da OAB, sobre a legislação do mercado de crédito de carbono e sobre como as tecnologias sustentáveis podem contribuir para o sequestro de carbono e melhoria da produtividade no campo. Foram citadas práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o plantio direto e o uso de bioinsumos, consideradas estratégicas na geração de benefícios ambientais e agregação de valor à produção rural.

A entrega da biofábrica, viabilizada pelo PRS – Cerrado em conjunto com a COOPERFAN, reforça o papel do projeto na promoção de práticas de baixa emissão de carbono, apoiando a transição para modelos produtivos mais sustentáveis no Cerrado brasileiro.

Autoridades participaram da cerimônia de entrega da biofábrica

Autoridades como Caio Silva Quirino, Secretário Municipal de Agropecuária de Paracatu, e o vereador Kassius Kennedy estiveram presentes na solenidade de abertura da biofábrica. O vereador reforçou a importância de estruturas como essa dentro do cenário de avanço da agricultura familiar em Paracatu. 

Ele destacou a participação do setor no abastecimento da alimentação escolar local, onde 43 unidades já são atendidas, e a perspectiva de alcançar a demanda total do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

Além deles, participaram da entrega a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) de Paracatu e Unaí, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), as Secretarias de Agricultura e Educação de Paracatu, a Rede Terra, empresa de ATER do PRS – Cerrado que conduziu a entrega, a OAB Paracatu, a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (COOPERVAP) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

O que são bioinsumos?

Os bioinsumos são utilizados na produção agropecuária com o objetivo de auxiliar em questões como o desenvolvimento das plantas, o controle de pragas e a melhora na qualidade do solo. Eles são produtos de origem biológica, a partir de, por exemplo, microrganismos, esterco e restos vegetais, como uma alternativa aos insumos químicos tradicionalmente usados no campo.

Por isso, a biofábrica da COOPERFAN surge como uma ferramenta na redução do uso de agrotóxicos e de fortalecimento da agricultura familiar, tornando os bioinsumos facilmente acessíveis e de mais baixo custo em razão da produção local. Eles ainda ajudam na retenção de água no solo, aumento da biodiversidade através da redução no uso de produtos tóxicos e da manutenção da vida e das cadeias locais e, consequentemente, ajudam a reduzir os impactos ambientais da produção agrícola.  

O que são os Benefícios Coletivos?

Os BCs entregues pelo PRS – Cerrado são bens e serviços de uso comum, que tragam ganhos para os grupos vinculados às associações, sindicatos e cooperativas rurais em questão. Eles devem fortalecer as organizações oferecendo suporte técnico, informacional e gerencial com potencial de renda.

Eles começaram a ser entregues em 2024, com o objetivo de fortalecer cadeias de valor da agropecuária de baixa emissão de carbono, assim como a produção e comercialização de responsabilidade das OSPs parceiras do projeto. Até fevereiro de 2026, 177 benefícios já haviam sido entregues para 40 organizações parceiras.


Seminário de ATER do PRS - Cerrado, em parceria com a EMATER-MG, reúne 600 participantes em Caeté

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), realiza, entre os dias 26 e 28 de maio, o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções. A transmissão online aberta ao público acontece através do canal do IABS no YouTube.

O evento acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention, e deve reunir mais de 600 participantes, entre técnicos de assistência técnica e extensão rural (ATER), produtores(as) rurais, representantes de instituições financeiras, pesquisadores(as) e gestores públicos.

Seminário discute crédito rural, mudanças climáticas e inovação no campo

O seminário tem como foco o fortalecimento da assistência técnica rural, considerada estratégica para o avanço da agropecuária sustentável, através de uma programação que promove produtividade, inovação e adaptação às mudanças climáticas no campo. Nas mesas de debate, serão colocados em pauta temas de alta relevância para os produtores(as). Entre os principais, estão questões como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

A partir disso, o objetivo é sensibilizar e capacitar agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. A proposta ainda inclui a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no campo, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Para além do conteúdo técnico, o evento se coloca como um espaço de articulação entre atores do setor, promovendo a troca de experiências e conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável de forma alinhada à realidade e aos desafios dos produtores(as). Também é um importante local de fortalecimento de parcerias e redes de práticas sustentáveis, impulsionando o desenvolvimento rural no Cerrado.

Programação

A programação está organizada em três dias de atividades, com mais informações sendo divulgadas nos próximos dias:

Dia 26 – Abertura

  • 18h30 — Cerimônia de abertura
  • 20h — Confraternização

Dia 27 – 1º Dia

  • 8h — Credenciamento
  • 9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER
  • 10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo
  • 12h — Almoço
  • 14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+
  • 15h30 — Coffee break
  • 16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável

Dia 28 – 2º Dia

  • 9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas
  • 10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva
  • 12h — Almoço
  • 14h — Mesa 6: Organização social e mercados
  • 16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)
  • 18h — Encerramento

Sobre a ATER

A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) engloba um conjunto de serviços voltados para o desenvolvimento sustentável no campo, em especial no âmbito da agricultura familiar, pequenos e médios produtores(as). Elas incluem ações alinhadas ao Plano ABC+, direcionadas para a educação e capacitação de produtores(as) rurais, orientação técnica e acompanhamento contínuo, com o objetivo de incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e ambientalmente conscientes. Os serviços promovem o uso eficiente de recursos, novas formas de aproveitamento dos produtos, diversificando a oferta, e a melhoria da qualidade oferecida através da aplicação de novas tecnologias, contribuindo para o fortalecimento econômico e social das comunidades rurais.

Pelo PRS – Cerrado, as atividades são aplicadas com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento rural sustentável na região do Cerrado, aumentando a eficiência do uso da terra, a produtividade e o incremento na geração de renda entre os(as) produtores(as). Elas focam, entre outras, na implementação de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e na recuperação de pastagens degradadas (RPD), além de contribuírem para o acesso ao crédito rural e políticas pública, bem como a introdução de tecnologias adaptadas às realidades locais, respeitando aspectos culturais e ambientais.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis.

Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.

Sobre a EMATER

Com 77 anos de existência, a Emater-MG foi a primeira empresa pública de assistência técnica e extensão rural a ser criada no país. A empresa está presente em 819 municípios mineiros (96% do total) e atende cerca de 350 mil produtores(as) por ano, desenvolvendo diversas ações, voltadas tanto para a promoção de práticas produtivas sustentáveis como para a implementação de ações de conservação e recuperação ambiental.

Uma pesquisa de satisfação encomendada pela Emater-MG revelou um alto índice de aprovação do trabalho da empresa entre produtores(as) rurais de Minas Gerais. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Leal-M e divulgado este ano, 92% dos clientes da Emater-MG disseram que o atendimento da empresa contribuiu para a melhoria de vida das famílias mineiras.


ATER do PRS - Cerrado já impactou mais de 2 mil produtores rurais

“Se não fosse os técnicos, a gente tava perdido aqui”, diz Ariston Vieira, produtor rural impactado pela atuação do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado) em Santa Rita do Pardo, no Mato Grosso do Sul. 

Há 25 anos no assentamento São Thomé, durante os quais passou períodos sem qualquer auxílio, ele conta que “o programa Cerrado chegou aqui e ajeitou tudo.” Assim como ele, mais de 2 mil produtores rurais foram impactados pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do PRS – Cerrado.

Na propriedade de Ariston, a ação do PRS – Cerrado ficou marcada pela entrega de insumos agrícolas, como adubo para plantações, através da obtenção de Benefícios Coletivos (BCs), e, em especial, pelas ações realizadas por serviços técnicos qualificados pelo projeto. Nesse caso, o destaque, segundo o próprio produtor, está no manejo eficaz e sustentável de gado e pastagens. “O atendimento técnico dos meninos ajuda a fazer a formação de pastagem, que se não fosse ele a gente tava perdido também”, conta.

A ATER impacta diretamente todas as áreas de atuação do PRS no cerrado, compreendendo os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, auxiliando os produtores(as) na aplicação prática das técnicas e ensinamentos promovidos pelo projeto através de cursos de capacitação e dos Dias de Campo (DCs). Durante o período de atuação do projeto, até fevereiro de 2026, foram realizados 176 DCs de ATER coletiva

No caso de Ariston, a ATER foi essencial, segundo seu relato, pelo momento atual de produtividade das terras. Ele mostra a área semeada, em processo de cultivo, graças aos insumos disponibilizados pelo projeto, e as áreas plantadas com o capim-açu usado para a criação de gado. Os técnicos prestam orientações sobre a recuperação e reforma de pastagem degradada. Ele agradece ao apoio do PRS-Cerrado pela saúde e sucesso de sua produção.

Produtores(as) são capacitados sobre diversos pontos do dia a dia rural

Ernando Aguilar, monitor de campo na área do Mato Grosso do Sul destaca que a ATER capacita os produtores sobre temáticas como a diversificação produtiva, bioinsumos, tecnologias de baixa emissão de carbono. Além disso, questões como o acesso ao crédito rural e regularização ambiental têm sido frequentes, acompanhando as jornadas de aprendizado oferecidas pelo PRS-Cerrado nos cursos com ATECs, cursos presenciais e Dias de Campo. 

E os resultados se comprovam no dia a dia. “Manejo de gado, análise de solo, manejo de pastagens, tudo isso tem nos ajudado”, contam Juvan e Valdirene, do Assentamento Esperança, em Anaurilândia, no Mato Grosso do Sul. 

Os DCs de ATER coletiva, momento que possibilita a troca entre esses beneficiários(as) e as instituições técnicas, continuam acontecendo ao longo dos próximos meses.

Sobre a ATER

A Assistência Técnica e Extensão Rural do PRS-Cerrado faz parte do escopo de atuação do projeto no caminho para implementar o desenvolvimento sustentável no Cerrado. Ao todo, cerca de 3 mil produtores(as) são atendidos pelo serviço.

O grande objetivo é oferecer qualificação produtiva e ambiental aos beneficiários(as) da região, alinhada às diretrizes do Plano ABC+. Com o apoio dos(as) técnicos(as), são promovidas práticas sustentáveis que contribuem para a redução da emissão de carbono, melhoria do uso do solo e aumento da produtividade e renda dos(as) produtores(as) atendidos(as).

Com essas ações, a produtividade local é fortalecida e ampliada, beneficiando os trabalhadores com mais ofertas de mercado e aumento na geração de renda, ao mesmo tempo em que a área de impacto das tecnologias de baixa emissão de carbono (como RPD, ILPF, SAF, entre outras) e produção sustentável se torna ainda mais abrangente na região. 

Além disso, as empresas parceiras de ATER atendem ao próprio interesse dos produtores(as) em agregar conhecimentos, aplicando na prática os ensinamentos das ações formativas oferecidas pelo PRS-Cerrado, como os cursos de EAD Introdutório e Avançado, Cursos Presenciais e Seminários.

As instituições responsáveis pelo atendimento prestado em campo também são capacitadas pelo projeto, a fim de garantir qualidade e padrão nos serviços prestados aos(às) beneficiários(as).


Dias de Campo de Março: “Como é bom ver de perto a implantação de tecnologia feita pelo produtor”

O mês de março do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado) foi marcado pela realização de 44 Dias de Campo (DCs) nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Desses, 38 foram DCs de ATER coletiva, com o objetivo de promover a troca de experiências, práticas e aprendizados entre os assistentes técnicos ligados ao

programa e os produtores rurais das Organizações Socioprodutivas (OSPs) parceiras. Outros quatro foram os DCs especiais organizados em comemoração ao mês das mulheres

A estimativa é que, ao longo do mês, o projeto tenha envolvido 1847 pessoas nas atividades. Elas puderam participar de palestras, rodas de conversa e oficinas práticas ligadas a temas como o acesso ao crédito rural, Sistemas Agroflorestais (SAFs), integração Lavoura-Pecuária-Floresta (LPF), e técnicas de manejo para comercialização e rentabilidade de produtos. 

Minas Gerais

A rodada dos DCs abriu em Minas Gerais, no município de Lagoa Grande. O encontro aconteceu na Unidade Demonstrativa (UD) dos produtores Sebastião Ribeiro Lima e Maria Aparecida de Lima. Ela, inclusive, teve espaço para realizar uma apresentação sobre a mini agroindústria que administra. Os participantes ainda participaram de palestras e oficinas sobre o acesso à linha de crédito rural PRONAF A, além de uma roda de conversa com empresas como a Frutpres e a Central Coop Alfa, que compram e distribuem seus produtos.

Contando com ele, foram realizados 8 DCs no estado mineiro durante o mês. Os temas abordados mantiveram o padrão, levando o conteúdo a todos os produtores participantes, e incluíram, até mesmo, o uso de bioinsumos em SAFs e pastagem. Em Pompéu, no dia 24, ainda foram trabalhados o redesenho da paisagem e o uso da Cratylia. Algumas ações, como a realizada em Paracatu, contaram com apoio e fortalecimento da prefeitura.

Veja todas as datas e temas:

03/03 – Lagoa Grande – Organização da propriedade, crédito rural e tecnologias sustentáveis para aumentar a renda no campo;

07/03 – Uberlândia – Bioinsumos para hortifruti, pasto e silagem;

07/03 – Paracatu – Integração LPF, Apicultura e Avicultura;

24/03 – Pompéu– Agroecologia e redesenho da paisagem;

24/03 – Pato de Minas – Silagem de qualidade: planejamento e crédito rural para produzir mais;

25/03 – Abaeté – Agroecologia e redesenho da paisagem;

26/03 – Paracatu – Arroz na Integração lavoura e pecuária como estratégia para aumentar a produção e melhorar o solo;

31/03 – Paracatu – Manejo de pastagens, qualidade do leite e bioinsumos para aumentar a produtividade e a rentabilidade da propriedade.

Goiás

Já o Goiás recebeu 9 DCs de ATER coletiva com temas bastante variados. No distrito de Buritizinho, em Orizona, por exemplo, mais de 50 pessoas participaram de palestras sobre a Pecuária Sustentável no Cerrado. Foram abordadas questões como como as tecnologias, acesso a crédito e técnicas de manejo para aumentar a rentabilidade no setor. Lá, os produtores ainda puderam visitar estandes sobre bioinsumos, energia solar, e nutrição animal com foco na produção de silagem.

Já em Morrinhos, no último DC do mês, apesar de a temática principal ser relacionada a bioinsumos, a experiência foi prática. Os produtores aprenderam técnicas de coleta e multiplicação de microorganismos em meios de cultura caseiros. O objetivo é a produção para uso próprio desses insumos como condicionadores de solo, auxiliares no enraizamento de plantas, e no controle biológico de pragas e doenças.

O estado ainda contou com a doação de mais de 250  mudas frutíferas, ornamentais e madeireiras do cerrado para os produtores.

Veja todas as datas e temas: 

05/03 – Morrinhos – Quintais Produtivos;

10/03 – Catalão – Crédito Rural;

13/03 – Morrinhos – Aproveitamento da palhada para pastejo e formas de silagem para alimentação animal;

17/03 – Distrito de Buritizinho, em Orizona – Pecuária Sustentável no Cerrado: tecnologia, crédito e manejo para aumentar a rentabilidade;

19/03 – Quirinópolis – Quintais Produtivos;

24/03 – Orizona – Crédito Rural;

26/03 – Caiapônia – Quintais Produtivos;

27/03 – Perolândia – Produção sustentável na pequena propriedade: como reduzir custos e emissões de carbono  no Cerrado;

31/03 – Morrinhos – Bioinsumos.

Mato Grosso do Sul

“Como é bom ver de perto a implantação de tecnologia de feita pelo produtor e mais do que isso, agradecendo a assistência técnica e o PRS – Cerrado”, afirma Ariston Vieira, produtor participante do DC realizado em Santa Rita do Pardo, no Mato Grosso do Sul. O dia foi organizado em parceria com a ATER Simbiose. Ao longo de março, os 9 DCs realizados tiveram como foco a implantação de técnicas e tecnologias aprendidas pelos produtores rurais na prática. 

Os temas variaram da implantação de SAFS, acesso ao crédito rural e técnicas de pastagem até questões como o melhoramento genético e transferência de embrião, na OSP APLB, em Brasilândia.

As ações no estado ainda tiveram seguimento com a energia de uma luz positiva obtida no mês anterior: no dia 28 de fevereiro, o DC realizado na OSP do Sindicato Rural de Paranaíba teve tradução em Libras. A intérprete Fernanda Leal garantiu a participação acessível dos produtores rurais PCD das três famílias presentes. 

Veja todas as datas e temas:

06/03 – Chácara Buriti, Campo Grande – Silagem de milho para alimentação de gado leiteiro no inverno;

14/03 – Selvíria – Sistemas Agroflorestais, Implantação de SAFs;

14/03 – Sidrolândia – Tratos culturais em frutíferas;

19/03 – Anaurilândia – Manejo adequado para melhoria e conservação de solos e Recuperação de pastagens em degradação;

19/03 – Rio Brilhante – Sistemas de integração ILP e IFP;

21/03 – Santa Rita do Pardo – Manejo adequado para melhoria e conservação de solos e Recuperação de pastagens em degradação;

27/03 – Brasilândia – Melhoramento genético (transferência de embrião) 

Palestrante: Fernando Morelli;

28/03 – Três Lagoas – Manejo de bovinos de corte e leite e reserva alimentar;

28/03 – Sonora – Horticultura na agricultura familiar. Manejo de adubação, pragas, doenças e plantas daninhas.

Mato Grosso

Com uma programação diferente, o Mato Grosso recebeu, no dia 7, um DC voltado para estudantes universitários, com o objetivo de atuar como complemento para sua formação. A ação aconteceu em Santo Antônio de Leverger, na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Durante o dia, os alunos participaram de atividades sobre animais ruminantes e não ruminantes.

Ele fez parte dos 14 dias de programação no estado, que focaram em temas como o uso de bioinsumos, técnicas de correção do solo e manutenção de sistemas produtivos, além da implantação e manejo de novas tecnologias. Os produtores também participaram de atividades sobre a produção sustentável no campo com foco no aumento da rentabilidade e diminuição de prejuízos. 

Veja todas as datas e temas:

07/03 – Santo Antônio de LevergerAnimais ruminantes e não ruminantes;

09/03 – Tangará  da Serra – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

10/03 – Tangará da Serra – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

11/03 – Canarana – A importância e os efeitos da correção de solo, adubação e controle de plantas invasoras na manutenção de sistemas produtivos;

12/03 – Rondonópolis – Implantação e Manejo de Pastagens Uso de Volumosos;

12/03 – Nova Xavantina – A importância e os efeitos da correção de solo, adubação e controle de plantas invasoras na manutenção de sistemas produtivos;

13/03 – Tangará da Serra – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

14/03 – Pontal do Araguaia – Implantação e Manejo da tecnologia RPD;

15/03 – Sapezal – Manejo e controle de pragas e doenças na fruticultura;

17/03 – Tangará da Serra – Implantação e manejo técnico da fruticultura em propriedades familiares;

18/03 – Campo Verde – Fertilidade do Solo;

19/03 – Diamantino – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

20/03 – Itiquira – Preparo da área e implantação de SAFs;

20/03 – Tangará da Serra – Produzir com Sustentabilidade: mais renda, menos custo.

A previsão para o mês de abril é seguir com a programação de DCs nos quatro estados, oferecendo técnica, envolvimento e prática para os produtores rurais. Até o momento, 12 dias estão programados. Clique aqui para conhecer e entrar em contato com o monitor de campo da sua região.


Mês das Mulheres: PRS - Cerrado realiza Dias de Campo especiais sobre a presença feminina no campo

“As mulheres têm um papel fundamental na organização dos espaços, nos sistemas agroflorestais, no aproveitamento dos alimentos, dos frutos do cerrado” A declaração é de Michele, produtora rural de Orizona, em Goiás. Ela foi uma das 257 pessoas que participaram das ações voltadas para o reconhecimento e valorização das mulheres do cerrado realizadas pelo PRS – Cerrado ao longo do mês de março.

As atividades aconteceram em Dias de Campo especiais passando pelos 4 estados abrangidos: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, com uma programação totalmente dedicada a presenças femininas como a de Fernanda, que compõem mais de 30% da força de trabalho rural no Brasil*. 

“A mulher do campo é uma mulher guerreira, ela enfrenta vários desafios no seu dia-a-dia, mas nunca perde a sua força”, destaca Fernanda, outra produtora goiana. Pensando nelas e em todas as outras histórias de mulheres exemplares no campo, o PRS – Cerrado ofereceu, muito além de debates, espaços para exposição das produções femininas e serviços de saúde gratuitos como incentivo ao autocuidado.

Mato Grosso abriu o mês celebratório

Itiquira, no Mato Grosso, foi o ponto inicial do circuito de homenagens, no dia 5. Os 30 participantes, entre homens e mulheres das Organizações Socioprodutivas (OSPs) da região, passaram o dia participando de rodas de conversa, palestras e cursos sobre as mulheres no campo. Mas o destaque da programação ficou com as exposições de artesanatos feitos com o látex extraído nas propriedades. As produtoras locais fazem bijuterias com o material, e puderam mostrar seu trabalho para os presentes.

Cuidados com a saúde foram oferecidos em Minas Gerais

No dia 11, as ações foram levadas para as OSPs de Minas Gerais e Goiás. No estado mineiro, o Dia de Campo especial aconteceu em Uberlândia para 66 pessoas, e contou com o apoio das secretarias de Saúde e Agropecuária da cidade, além do Embrapa, Senar e Sebrae para a realização de palestras e cursos de capacitação. Representantes das três instituições fizeram apresentações para falar sobre o empreendedorismo feminino na teoria e na prática, e sobre a saúde da mulher. As ações de acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade da Casa da Mulher, e cuidados e proteção para as mulheres também foram temas abordados em rodas de conversa com a delegada da Delegacia da Mulher e uma representante da prefeitura de Uberlândia.

Sorteios de kits e um curso prática sobre a produção de polpas completaram a programação. Durante toda a ação, também foram oferecidos vacinação e aferição de pressão para todas as participantes, oferecendo auxílio para as mulheres do campo que nem sempre têm espaço e tempo na rotina para cuidar da própria saúde. 

O dia também foi especial pelo local da realização: a sede da OSP ACAMPRA, da produtora Flaviana Dias, que foi recém classificada pelo projeto como uma Unidade Demonstrativa (UD). 

Produtoras de Goiás puderam praticar ginástica laboral

Já em Goiás, 65 pessoas estiveram presentes no Dia de Campo realizado em uma UD na cidade de Orizona. No espaço, a equipe do PRS – Cerrado organizou um espaço kids, pensando nas produtoras que também são mães, com o objetivo de que pudessem participar das atividades programadas sem preocupação. Uma enfermeira especialista em saúde feminina fez uma apresentação sobre saúde física e mental das mulheres no campo, e ofereceu uma aula prática de ginástica laboral, para ajudar as participantes com cansaços e dores corporais. Uma tecnóloga em alimentos ainda ministrou uma oficina sobre boas práticas de fabricação na produção de polpa de fruta. 

A data ficou marcada, ainda, pelo momento de trocas entre as mulheres presentes. As líderes de assentamentos e representantes da OSP AESAGO tiveram esse espaço para contar suas histórias e as formas como se conecta. O objetivo era falar sobre os desafios, as conquistas e a importância da união das mulheres no campo. 

“Não tem nada fácil, mas é possível a gente fazer um grande trabalho se nós nos somarmos umas com as outras”, diz Maria Isabel, uma das participantes.

Também pensando em destacar essas trajetórias, uma exposição de produtos agroecológicos produzidos pelas trabalhadoras ficou disponível durante todo o dia.

Comunidades quilombolas do Mato Grosso do Sul participaram das atividades

E o dia 21 fechou o mês das mulheres do PRS – Cerrado com a ação em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O evento foi marcado pelo dinamismo e envolvimento dos 97 produtores rurais participantes, que engajaram em três oficinas ao longo do dia. Os temas abordados foram plantio, fortalecimento e culinária. 

O Dia de Campo das Mulheres no Mato Grosso do Sul ainda se destacou pelo quesito expansividade e abrangência, já que o PRS – Cerrado conseguiu juntar cinco comunidades quilombolas para fazer parte da homenagem. Delas, três fazem parte da OSP que sediou a celebração. 

*Dado do Censo Agropecuário de 2017


PRS - Cerrado segue incentivando a sustentabilidade no campo através dos Benefícios Coletivos

O Projeto Rural Sustentável - Cerrado (PRS - Cerrado) finalizou a  entrega de 177 Benefícios Coletivos (BCs) para 40 organizações parceiras até fevereiro de 2026. Isso representa cerca de R$8,9 milhões já investidos em auxílios para fortalecimento das Organizações Socioprodutivas (OSPs). Seguindo o cronograma do projeto, os bens adquiridos nos primeiros meses do ano incluíram maquinário agrícola e apetrechamento para as sedes.

Entre as beneficiadas do último mês, a APAFHL, em Nova Alvorada do Sul (MS), recebeu, no último mês, um contêiner-escritório. A estrutura vai funcionar como sede administrativa da organização, para arquivamento de documentos, reuniões e planejamento de atividades e atendimentos. 

“Vai dar uma grande credibilidade para a associação”, afirma Cássia, presidente da OSP. “Vai abrir várias oportunidades. Credibilidade por a gente já ter um lugar montado, tudo certinho para receber as pessoas que querem fazer parceria com a associação”, ela explica, sobre a importância da aquisição do espaço sede.

A expectativa é que o benefício melhore, ainda, a gestão do uso de maquinários agrícolas utilizados pela associação para implementar as tecnologias apresentadas pelo PRS - Cerrado, fortalecendo o caminho da produção sustentável no território. Com suporte para organizar a rotina de produção, a eficiência da atuação da associação também é reforçada.

    

Também foram entregues mobiliários de cozinha e escritório para a Associação Dos Trabalhadores na Agricultura do Projeto de Assentamento Três Pontes (ATUAP), além de um trator adquirido para a 21 de Abril.

  

Benefícios seguem em expansão

Fomentando a expansão das práticas sustentáveis no cerrado, o projeto passou por uma extensão no ano passado que contou com a integração de 8 OSPs.  Após um processo de diagnóstico sobre a situação e necessidades dos grupos, elas estão, agora, em processo de finalização dos planos de negócios para receber as aquisições. A previsão é que o PRS - Cerrado comece as aquisições dos BCs das novas organizações em abril. O objetivo é que o auxílio favoreça a aplicação das técnicas de baixa emissão de carbono em mais territórios. 

Ainda para as próximas semanas, está prevista a aquisição de Benefícios Coletivos adicionais. Eles incluem implementos agrícolas, além de apetrechamentos para agroindústria e para as sedes das OSPs. A conclusão de 10 obras também está no cronograma. 

O que são os Benefícios Coletivos?

Os BCs começaram a ser entregues ainda em 2024, com o objetivo de fortalecer cadeias de valor da agropecuária de baixa emissão de carbono, assim como a produção e comercialização de responsabilidade das OSPs parceiras do projeto. 

Os bens e serviços selecionados como benefícios são aqueles de uso comum, que tragam ganhos para os grupos vinculados às associações, sindicatos e cooperativas rurais em questão. Eles devem fortalecer as organizações oferecendo suporte técnico, informacional e gerencial com potencial de renda.

Os BCs podem incluir, por exemplo:

  • Construção civil para melhoria em infraestruturas de uso coletivo e com fins agroindustriais;
  • Infraestrutura de produtos;
  • Maquinários agrícolas;
  • Caminhões e veículos utilizados em atividades produtivas e de suporte objeto do projeto;
  • Infraestrutura, equipamentos de apoio e de informática, comunicação e softwares necessários à estruturação de gestão da OSP; entre outros.

Entenda melhor aqui.

PANORAMA ATUAL DOS BENEFÍCIOS COLETIVOS

40 OSPs 

177 aquisições 

R$8,9 milhões em investimentos 

8 OSPs em processo de integração


Cursos realizados pelo PRS - Cerrado capacitam ATECs em Crédito Rural e Regularização Ambiental

O Projeto Rural Sustentável - Cerrado (PRS - Cerrado) realizou mais uma edição dos cursos presenciais para Assistentes Técnicos (ATECs) no mês de fevereiro. As ações aconteceram nas cidades de Campo Grande (MS), entre os dias 03 e 05 de fevereiro, e Belo Horizonte (MG), dos dias 24 a 26 do mesmo mês. Os encontros abordaram tópicos como o Crédito Rural e a Regularização Ambiental.

Formação dinâmica sobre a rotina no meio rural

No total, a edição contou com 40 participantes (21 no Mato Grosso do Sul e 19 em Minas Gerais) que aprofundaram conhecimentos sobre a legislação ambiental, regularização ambiental e acesso ao crédito rural, em uma formação pensada para qualificar a assistência prestada aos produtores rurais, contribuindo com o desenvolvimento rural sustentável e o cumprimento de normas ambientais.

As aulas combinaram explicações teóricas, atividades práticas e dinâmicas coletivas para uma formação completa. Através de metodologias de facilitação grupal e da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL – Problem Based Learning), os ATECs foram treinados para identificar problemas, desenvolver pesquisas e análises, e elaborar planos de ações a partir de situações reais inspiradas em suas próprias rotinas no campo.

Os especialistas mediadores dos encontros em Campo Grande foram profissionais da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (AGRAER-MS) e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL). Já em Minas Gerais, as instituições parceiras foram a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-MG) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Eles responderam às dúvidas trazidas pelos próprios participantes a partir de suas experiências.

Os analistas ambientais do IMASUL, Francielly Gama Ortega e Michael Aguirre Pereira, ainda ofereceram uma aula prática sobre o acesso ao SIRIEMA (Sistema IMASUL de Registros e Informações Estratégicas do Meio Ambiente). A plataforma online permite o acompanhamento de processos, além do cadastro, acesso e monitoramento de políticas públicas para os ATECs no Mato Grosso do Sul.

A iniciativa reforça a ação do PRS - Cerrado na promoção de práticas produtivas alinhadas à sustentabilidade através da capacitação técnica.