Evento de Encerramento do PRS-Cerrado marca o conhecimento como legado permanente do projeto

Após sete anos promovendo a implantação de práticas agropecuárias sustentáveis no Cerrado, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) encerrou suas atividades. O momento foi marcado por um Seminário de Finalização, realizado entre 5 e 6 de agosto, na sede do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), em Brasília. Durante os dois dias, parceiros, beneficiários e a equipe executora se reuniram para relembrar experiências e aprendizados, compartilhar os resultados alcançados ao longo dos anos, e discutir o legado de conhecimento e cooperação deixados pelo projeto.

Abrindo o seminário, o Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado, Luís Tadeu Assad, relembrou a trajetória construída desde o início da iniciativa e prestou reconhecimento às equipes e instituições que participaram dessa trajetória.

“Não é fácil trabalhar no terceiro setor. Muitas vezes você tem a máquina de execução, mas não tem o poder de decisão”, afirmou. Ao destacar o encerramento do projeto, Tadeu ressaltou a importância de “passar uma resposta pública de tudo que foi feito”, celebrando os resultados alcançados sem deixar de olhar para os desafios futuros. Ele ainda prestou um agradecimento às equipes, parceiros e beneficiários que contribuíram para a execução das ações.

Representando o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Hernando Hintze destacou que a experiência construída pelo PRS-Cerrado demonstra como desafios locais podem gerar impactos positivos em escala global. Segundo ele, o compromisso assumido pelos parceiros fortalece o papel do Brasil como referência na promoção de uma agricultura sustentável, ao mesmo tempo em que evidencia a importância do trabalho desenvolvido diretamente nos territórios.

Ao agradecer às equipes que atuaram nos quatro estados atendidos pelo projeto, Hernando ressaltou que a mobilização junto aos produtores rurais foi essencial para os resultados alcançados. Também enfatizou que o conhecimento construído durante a execução permanecerá nas instituições e organizações parceiras que seguem atuando diariamente com os agricultores.

A importância da construção coletiva também foi destacada por Ladislau Araújo Skorupa, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que ressaltou o trabalho conjunto realizado ao longo da execução do projeto e o papel dos multiplicadores na continuidade das ações. “Os multiplicadores são essenciais num projeto dessa grandeza e vão garantir a continuidade dessas ações”, afirmou.

Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que um dos principais resultados do PRS-Cerrado foi a comunidade construída em torno do enfrentamento das mudanças climáticas e da segurança alimentar. Segundo ele, o projeto foi capaz de aproximar diferentes atores, valorizar os conhecimentos das comunidades e promover uma troca permanente de experiências entre pesquisadores, técnicos e produtores rurais.

“Não precisa ser um encerramento. O fechamento de um ciclo nesse formato, mas as conexões formadas pelo projeto vão continuar e têm um efeito multiplicador”, afirmou. Para ele, o legado do PRS-Cerrado está justamente na continuidade dessas relações e no conhecimento compartilhado ao longo dos últimos anos.

Na mesma direção, a diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Mônica Cavalcanti, destacou que um dos maiores resultados do projeto foi a presença constante das equipes junto aos produtores rurais. Ao comentar a realização de centenas de dias de campo e das ações desenvolvidas nos municípios participantes, afirmou que esse trabalho “olho no olho do produtor”, baseado na presença e na construção de conexões nos territórios, representa uma das entregas mais significativas do PRS-Cerrado. Também ressaltou o alinhamento das metodologias aos princípios do Plano ABC+, especialmente pela valorização da governança regional e local e pelo protagonismo das equipes que conhecem as necessidades de cada território.

Já a Coordenadora Operacional do PRS-Cerrado, Kamila Rocha, apresentou um panorama da trajetória do projeto, destacando sua estrutura, as principais frentes de trabalho e os legados construídos ao longo dos sete anos de execução. As informações foram o ponto de partida para painéis temáticos realizados durante o seminário, que aprofundaram as experiências vividas em cada âmbito de atuação.

Vozes do Cerrado mostram como o projeto transformou realidades nos territórios

Olhando para os resultados concretos na vida de quem foi impactado pelo PRS-Cerrado, o seminário colocou em destaque as histórias dos produtores rurais beneficiários.

Thiago Ferreira Costa, representante da Cooperativa da Agricultura Familiar de Unaí (COOPERAGRO), de Minas Gerais, relembrou os desafios enfrentados para mobilizar os produtores rurais e consolidar o trabalho da cooperativa. Segundo ele, o PRS-Cerrado foi o primeiro projeto a investir na organização, fortalecendo sua atuação junto às famílias agricultoras. “A credibilidade foi sendo conquistada conforme as coisas aconteciam e as pessoas conheciam o projeto”, destacou, ao afirmar que a expectativa é dar continuidade ao trabalho e ampliar o atendimento a outras famílias da região.

Experiência semelhante foi compartilhada por Miguel Henrique da Silva, da Associação dos Pequenos Agricultores do Município de Sapezal (MT). Ele relembrou a trajetória da organização no apoio aos pequenos produtores e destacou que o PRS-Cerrado representou o primeiro incentivo externo recebido pela associação, por meio da assistência técnica e das capacitações. Ele ainda destacou a diferença que os benefícios coletivos fazem na vida dos pequenos produtores.

A valorização da agricultura familiar e da atuação das mulheres também esteve presente. Representando a AESAGO, a Irmã Maria Inês de Oliveira destacou que o apoio do projeto fortaleceu a entidade e ampliou as condições de trabalho dos pequenos produtores. Ela falou sobre como é possível conciliar produção de alimentos e conservação ambiental. “Não temos o direito de devastar o Cerrado para produzir alimento. Dá para fazer tudo junto, protegendo o Cerrado e produzindo alimento de maneira muito limpa”, afirmou.

Maria José Vieira, da Associação de Santa Luzia (MS), também relembrou as dificuldades enfrentadas pela comunidade antes da chegada do projeto, quando faltavam recursos e equipamentos para a produção. Segundo ela, o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de produzir e fortaleceu a participação das mulheres na busca por novas oportunidades para a comunidade. “O PRS, em toda a minha vida, foi o único projeto que veio de encontro com os pequenos produtores, que chegou diretamente nos pequenos e médios produtores”, destacou.

O protagonismo feminino também marcou a trajetória da AGROBIO, em Goiás. Marivalda Aparecida dos Santos relatou os desafios enfrentados por um grupo inicialmente formado por nove mulheres para acessar recursos e consolidar a organização. Ela destacou que o apoio das políticas públicas e os investimentos realizados pelo PRS-Cerrado foram fundamentais para fortalecer a associação e incentivar a participação feminina.

Representando a Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara do Buriti (MS), Lucinéia de Jesus Domingos ressaltou que o projeto promoveu impactos positivos em todas as comunidades atendidas e fortaleceu iniciativas como a padaria das mulheres, a agroindústria da mandioca e a produção de mel. Segundo ela, além das melhorias na estrutura produtiva, o projeto impulsionou o desenvolvimento pessoal dos participantes e fortaleceu a organização comunitária, estimulando os jovens a permanecerem no território.

O representante da comunidade Haliti Paresi, Kevelen, também falou sobre a experiência de seu povo. Ele destacou que a parceria com o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de desenvolver a agricultura familiar dentro da Terra Indígena, respeitando as características e os desafios locais. Ela agradeceu o apoio técnico recebido durante a execução do projeto e ressaltou que os conhecimentos compartilhados fortaleceram a cooperativa e a produção voltada ao abastecimento das próprias comunidades.

Assistência técnica, capacitação e pesquisa: o conhecimento como legado do PRS-Cerrado

Além das histórias de impacto, as discussões realizadas ao longo do seminário evidenciaram que um dos principais legados deixados pelo PRS-Cerrado está na construção e disseminação do conhecimento. Diferentes painéis destacaram como os eixos de assistência técnica, capacitação e a pesquisa contribuíram para fortalecer produtores rurais, organizações locais e profissionais que seguem atuando nos territórios.

A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) foi apresentada como um dos pilares da metodologia adotada pelo projeto. Ao apresentar a trajetória do PRS-Cerrado com a ação, a coordenadora Marília Ramos destacou que a estratégia foi construída para combinar tecnologia, sustentabilidade e melhoria das condições de vida dos pequenos e médios produtores rurais.

Ela lembrou que o projeto estruturou uma trilha metodológica própria, iniciada ainda durante a pandemia, que envolveu a seleção das empresas executoras, a criação de um sistema de acompanhamento das atividades e a definição das Unidades Demonstrativas (UDs), Unidades Multiplicadoras (UMs) e Organizações Socioprodutivas (OSPs) participantes. Também apresentou a Carta de Recomendações elaborada durante o Seminário de ATER, que reúne propostas para fortalecer institucionalmente a assistência técnica e ampliar a integração entre entidades públicas e privadas.

Os participantes ressaltaram que o diferencial da metodologia esteve na proximidade com os produtores e na adaptação das soluções às realidades de cada propriedade. Para Nauto Martins, coordenador técnico estadual de Bovinocultura da EMATER-MG, “os técnicos são agentes de desenvolvimento” e o trabalho deve manter o foco nas pessoas e em suas necessidades. “Não tem como encerrar algo que se torna perene quando você traz conhecimento”, afirmou ao destacar que a parceria ampliou o acesso dos produtores a uma assistência técnica “de mais qualidade, de mais consistência”.

A permanência desse legado também foi destacada por Adriano de Arruda, da SIMBIOSE, ao afirmar que o projeto contribuiu para a formação de capital social e capital técnico nos territórios, fortalecendo as conexões entre organizações locais e outras instituições parceiras. Já Marcos Mariani, da SECAF, lembrou que projetos dessa natureza “são movidos por pessoas” e ressaltou o papel dos monitores de campo na articulação entre produtores, organizações e equipes técnicas, além da necessidade de ampliar o acesso das comunidades rurais a direitos e serviços básicos.

Na perspectiva dos beneficiários, o produtor rural Otacílio Cândido destacou que um dos diferenciais do PRS-Cerrado foi a metodologia utilizada para construir diagnósticos e planos de negócio junto aos produtores. Segundo ele, conquistar a confiança das comunidades exige diálogo e participação. “Nem toda ideia vai conseguir a confiança do produtor”, observou, ressaltando que esse processo foi fundamental para estimular o trabalho coletivo e fortalecer as parcerias construídas pelo projeto.

A educação também ocupou espaço central na programação. Os participantes reforçaram que a formação de produtores, técnicos, estudantes e lideranças foi uma estratégia para garantir que os conhecimentos desenvolvidos durante o projeto continuem sendo multiplicados após o encerramento das atividades.

A coordenadora de Capacitação do PRS-Cerrado, Deimiluce Lopes, explicou que as ações educativas foram estruturadas para diferentes públicos, respeitando as especificidades de cada grupo e construindo trilhas formativas voltadas à aplicação prática dos conteúdos.

Entre as iniciativas apresentadas estiveram os cursos presenciais, formações a distância, polos de apoio presencial, ações de popularização da agricultura sustentável nas escolas e o programa de mestrado profissional desenvolvido em parceria com universidades. Também ressaltou que a capacitação dos profissionais de assistência técnica foi parte essencial da estratégia para garantir uma atuação alinhada em todos os territórios atendidos.

As experiências apresentadas mostraram que os impactos dessas ações ultrapassaram o ambiente acadêmico. A professora Mariza Fernandes relatou como o projeto mobilizou estudantes, famílias e a comunidade escolar em torno das iniciativas, a partir das ações de popularização. “Eles tinham que ver acontecendo para acreditar”, lembrou ao relembrar os primeiros contatos da comunidade com o projeto. Segundo ela, o envolvimento coletivo fez com que os estudantes passassem a valorizar o próprio território e reconhecessem o conhecimento como parte do legado deixado pelo PRS-Cerrado.

A geração de conhecimento também foi apresentada como uma base para a inovação no campo. Ao abordar a frente de pesquisa do projeto, a coordenadora Marcela Vidal destacou que os estudos desenvolvidos buscaram responder a desafios específicos do bioma Cerrado, aproximando a produção científica das demandas observadas nos territórios. Segundo ela, os projetos apoiados permitiram construir soluções mais próximas da realidade dos produtores e fortalecer a adoção de tecnologias sustentáveis.

Essa conexão entre pesquisa, assistência técnica e capacitação foi retomada por Luís Tadeu Assad durante o painel, ao defender que o conhecimento precisa estar acessível para produzir transformações concretas. “A ação precisa vir do conhecimento, precisa vir com capacitação”, afirmou. Para ele, “a pesquisa é uma semente que transborda, que cresce ao longo do tempo”, reforçando a importância de fazer com que esse conhecimento alcance quem está no campo.

O debate foi complementado por discussões sobre finanças verdes, regularização ambiental e sustentabilidade produtiva. Os participantes destacaram iniciativas voltadas à certificação de propriedades, acesso ao crédito rural, regularização ambiental e implantação dos Benefícios Coletivos, estratégias que buscaram criar condições para que produtores e organizações pudessem dar continuidade às práticas sustentáveis e ampliar seu acesso a mercados e oportunidades de investimento.

Um legado que permanece

Na solenidade de encerramento oficial, representantes das instituições parceiras refletiram sobre os próximos passos para o desenvolvimento rural sustentável e reforçaram que os resultados do PRS-Cerrado ultrapassam o período de execução da iniciativa. Entre os temas debatidos estiveram a inclusão de mulheres e jovens, o fortalecimento das políticas públicas, a ampliação das parcerias e a continuidade das redes construídas ao longo do projeto.

Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que os desafios relacionados às mudanças climáticas e à segurança alimentar são comuns a diferentes países e afirmou que a rede formada pelo PRS-Cerrado representa “uma semente que foi plantada e tem muitas possibilidades de multiplicação de resultados”. Já Rodrigo Dantas, coordenador do Plano ABC+ no MAPA, ressaltou que a experiência demonstrou a importância de integrar as políticas públicas estaduais para promover mudanças duradouras no meio rural.

Os parceiros reforçaram que o maior legado do PRS-Cerrado está no conhecimento compartilhado, nas capacidades fortalecidas e nas relações construídas entre produtores, técnicos e organizações ao longo dos sete anos de execução. Ao agradecer às equipes e parceiros envolvidos, Luís Tadeu Assad destacou que esse patrimônio coletivo representa o ponto de partida para que as ações desenvolvidas pelo projeto continuem gerando impactos positivos no Cerrado.

A finalização contou, ainda, com a Premiação de Boas Práticas. rodutores rurais, profissionais de assistência técnica, organizações socioprodutivas, monitores de campo e instituições parceiras receberam homenagens pelas contribuições ao fortalecimento da agricultura sustentável nos territórios atendidos. Confira os premiados:

  • Categoria 1 – Produtores (as) Rurais

    • Pollyana de Pádua Neves de Oliveira (FAZENDA SÃO JORGE – GO) 
    • Lourenço Serraglio (MS)
    • Ana Paula Grill Seemann (Flor do Cerrado – MS)
    • Emerson Trogello (GO)
  • Categoria 2 – ATER

    • Vanessa Oliveira Franzin (GO – Fazenda São Jorge – ZOOTEC) e Suellen de Paula Fernandes (SIMBIOSE – MS – Lourenço Serraglio)
    • Ana Carolina dos Santos (MS) e Everton Mendonça Quintino (MS)
    • SIMBIOSE (MS)
  • Categoria 3 – OSPs

    • AMTR (MS) 
    • Associação dos Produtores do Assentamento Aldeia (MS)
    • Sindicato Rural de Lagoa Grande (MG)
    • Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento São Thomé – APPRAST (MS)
  • Categoria 4 – Monitores de Campo

    • Lucas Godinho (MG)
    • Ernando Aguilar (MS)
  • Categoria 5 – Menção Honrosa

    • SEMADESC (MS)
    • EMATER (MG)
    • BRACELL (MS)


Seminário marca encerramento do Projeto Rural Sustentável – Cerrado após sete anos de atuação

 

Nos dias 5 e 6 de agosto, acontece o Seminário de Encerramento do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado). O encontro acontece na sede do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), em Brasília, apresentando os principais resultados da iniciativa, e propondo diálogos sobre os aprendizados construídos ao longo de sete anos de atuação.

Iniciado em 2019, o PRS-Cerrado esteve presente em mais de 100 municípios de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e o fortalecimento da produção sustentável no bioma Cerrado. Ao longo desse período, o projeto desenvolveu ações de assistência técnica e extensão rural (ATER), capacitação, pesquisa, difusão de tecnologias e fortalecimento de organizações socioprodutivas.

O evento também contará com a Cerimônia de Premiação de Boas Práticas, que busca destacar e premiar ações desenvolvidas durante o PRS-Cerrado. Serão homenageados produtores e produtoras rurais, técnicos, organizações e parceiros que contribuíram para os resultados alcançados.

PRS-Cerrado em números

Ao longo de sua execução, o projeto consolidou resultados que demonstram sua contribuição para a promoção da agropecuária sustentável no Cerrado:

  • atuação em 101 municípios de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais;
  • mais de R$ 150 milhões em investimentos destinados ao fortalecimento da produção sustentável;
  • mais de 11 mil produtores rurais beneficiados;
  • 1.600 técnicos capacitados em assistência técnica e extensão rural;
  • mais de 50 mil hectares manejados com tecnologias sustentáveis.

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Confira a programação completa:

5 de agosto (quarta-feira)

  • 8h30 – Credenciamento
  • 9h – Apresentação do Vídeo Institucional "PRS-Cerrado transformando territórios, pessoas e oportunidades" e Sessão Solene de Abertura
    • Luís Tadeu Assad - Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado
    • Mônica Cavalcanti - Diretora do Departamento de Produção Sustentável do MAPA
    • Luis Hernando Hintze - Especialista no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
    • Nikhil Kapila - Gerente do Projeto Rural Sustentável do DEFRA
    • João Oliveira - Representante da Embaixada do Reino Unido
    • Ladislau Araujo Skorupa - Pesquisador da EMBRAPA na unidade Meio Ambiente
  • 10h – PRS-Cerrado: atores, atividades e principais resultados do PRS-Cerrado
    • Kamila Rocha - Coordenadora Operacional do PRS-Cerrado
  • 10h45 – Painel 1| Assistência Técnica que Gera Transformação
    • Moderador: Sidney Medeiros - Auditor Fiscal Agropecuário do MAPA
    • Marília Ramos - Coordenadora de ATER do PRS-Cerrado
    • Nauto Martins - Coordenador Técnico Estadual de Bovinocultura da EMATER/MG
    • Adriano de Arruda - Coordenador da SIMBIOSE 
    • Marcos Mariani - Coordenador da SECAF
    • Otacílio Cândido - Produtor rural beneficiário
  • 14h – Painel 2| Educação como base da transformação no meio rural
    • Moderador: Luís Pacifici Rangel - Auditor Fiscal Agropecuário do MAPA
    • Deimiluce Lopes - Coordenadora de Capacitação do PRS-Cerrado
    • Mariza Fernandes - depoimento sobre ações de popularização do projeto
    • Prof. Roberto Maciel - Coordenador Adjunto do Programa de Pós-graduação em Ciência, Tecnologia e Produção Animal da UFLA
    • Dirce Silva - produtora rural aluna do programa de mestrado 
    • Nauto Martins - relato sobre as ações de capacitação
    • Edson Correia - relato sobre as ações de capacitação
  • 16h15 – Painel 3| Vozes do Cerrado: O PRS Cerrado foi feito de gente inspiradora
    • Moderadora: Mônica Cavalcanti
    • Maria José Vieira - representante da Associação de Santa Luzia (MS)
    • Lucinéia de Jesus Domingos - representante da Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Do Buriti (MS)
    • Marivalda Aparecida dos Santos - representante da AGROBIO (GO)
    • Irmã Maria Inês de Oliveira - representante da AESAGO
    • Miguel Henrique da Silva - representante da Associação Dos Pequenos Agricultores Do Município De Sapezal (MT)
    • Thiago Ferreira Costa - representante da COOPERAGRO (MG)
  • 17h45 – Encerramento das atividades do primeiro dia.

6 de agosto (quinta-feira)

  • 8h30 – Painel 4| PRS Cerrado: nos estados. Os desafios e os impactos da implementação
    • Moderadora: Marília Ramos
    • Jessyca Souza - Coordenadora Estadual do PRS-Cerrado no MS
    • Armando Urenha - Coordenador Estadual do PRS-Cerrado no MT
    • Fabiana Vilela - Coordenadora Estadual do PRS-Cerrado em MG
    • Josyany Duarte - Coordenadora Estadual do PRS-Cerrado em GO
  • 9h30 – Painel 5| Geração de conhecimento como base para a inovação no campo
    • Moderador: Ladislau Araujo Skorupa
    • Marcela Vidal - Coordenadora de Pesquisa do PRS-Cerrado
    • Emerson Trogello - Professor do Instituto Federal Goiano no campus de Morrinhos
    • Luís Tadeu Assad - Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado
  • 11h – Painel 6 | Finanças Verdes,  Regularização Ambiental e Sustentabilidade Produtiva
    • Moderador: Carlos Venâncio - Auditor Fiscal Agropecuário do MAPA
    • Vanessa Santos - Coordenadora de Finanças Verdes do PRS-Cerrado
    • Elvânia Batista - Coordenadora de Crédito Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA)
    • Janaína Mendonça - Analista ambiental e coordenadora do PRA Produzir Sustentável do Instituto Estadual de Florestas (IEF)
    • Eduardo Aguiar - Pesquisador da AGRAER
    • Nedino José de Araújo - representante da OSP A.D.C.P. ASS. Carlos Roberto Soares de Melo
  • 14h – Produtos de conhecimento do PRS Cerrado
    • Javiera de LaFuente - Coordenadora de Comunicação Integrada do Programa Rural Sustentável
    • Pedro Costa - Coordenador de Comunicação do PRS-Cerrado
  • 14h30 – Mesa Estratégica: O Futuro do Desenvolvimento Rural Sustentável
    • Moderador: Eric Sawyer - Diretor Técnico do IABS
    • Rodrigo Dantas - Coordenador do Plano ABC+ no MAPA
    • João Oliveira - Representante da Embaixada do Reino Unido
    • Luís Tadeu Assad
  • 15h30 – Cerimônia de Premiação de Boas Práticas
  • 16h30 - Encerramento Institucional do PRS-Cerrado

Sobre o PRS-Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão contribuir para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e para o aumento da renda de pequenos e médios produtores rurais, por meio da adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e de práticas produtivas sustentáveis.

O projeto é financiado pelo Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tem o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) como beneficiário institucional, execução do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.


PRS - Cerrado deixa legado de mais de R$ 150 milhões na agropecuária sustentável no Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) finalizou seus trabalhos nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais com um legado de mais de R$ 150 milhões na promoção da agropecuária sustentável e de baixa emissão de carbono na região. As ações foram finalizadas com Seminários de Encerramento estaduais, que apresentaram os principais resultados alcançados e abriram espaço para os relatos dos beneficiários.

Em atividade desde 2019, o PRS-Cerrado trabalhou em 101 municípios do Cerrado brasileiro, apoiando a implantação de tecnologias sustentáveis, como a recuperação de pastagens degradadas e sistemas integrados, a exemplo do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o Sistema de Integração Pecuária-Floresta (IPF), o Sistema de Integração Lavoura-Floresta (ILF) e o Sistema de Integração Lavoura-Pecuária (ILP). 

Além disso, promoveu o fortalecimento da assistência técnica e extensão rural (ATER) como meio de implantação de práticas sustentáveis, bem como apoiou a realização de pesquisas aplicadas e a capacitação de produtores e técnicos rurais. 

 

Investimento superior a R$150 milhões 

No total, foram mais de 11 mil produtores e produtoras rurais beneficiados, e 1.600 técnicos capacitados, enquanto os estudantes impactados pelas ações de capacitação ultrapassaram 8.500

As ações do projeto reuniram um total de mais de 25 mil participantes em 837 Dias de Campo (DCs), trabalhando com 202 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 3.900 Unidades Multiplicadoras (UMs), e 48 Organizações Socioprodutivas (OSPs), além de 128 instituições e 1.108 técnicos de ATER pré-qualificados. Também foram entregues benefícios coletivos a 48 organizações. 

Esses números, por sua vez, resultaram em mais de 50 mil hectares de terras manejadas de forma sustentável no Cerrado brasileiro. 

Em relação a pesquisas, o PRS-Cerrado investiu mais de R$ 12 milhões, apoiando o desenvolvimento de 35 estudos. 

Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, o legado deixado pelo PRS-Cerrado resultou do investimento de R$ 40 milhões

Durante o Seminário de Finalização do estado, que aconteceu no dia 22 de junho, Rosalvo Nunes, representante da OSP ASPRAESP, destacou a importância dos benefícios coletivos entregues pelo projeto. Valeriano Bispo dos Santos, da UD Chácara Deus Dará, comentou sobre a importância das ações para a estruturação da propriedade e na venda de seus produtos, destacando os aprendizados que conseguiu por meio da ATER.

A equipe do projeto apresentou, em um dos painéis, os números demonstrativos desses relatos. Atuando em 28 municípios do MS, o PRS-Cerrado apoiou 58 Unidades Demonstrativas (UDs), cerca de 1500 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 15 Organizações Socioprodutivas (OSPs) locais. Ainda foram mobilizados mais de 3 mil produtores e produtoras rurais em 243 Dias de Campo (DCs).

 

“Todos os benefícios que apresentamos no início foram entregues e a parceria que cultivamos durante mais de três anos com as empresas de ATER surtiu efeitos positivos no campo, muito além dos esperados”, afirma Jéssika Souza, Coordenadora do PRS-Cerrado no Mato Grosso do Sul.

O estado também teve 99 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 597 inscritos nos cursos EaD, e 11 alunos do Mestrado Profissional em três edições realizadas. Nas ações de popularização, 27 escolas foram envolvidas como forma de propagar a produção rural sustentável.

As quatro pesquisas via edital e seis pesquisas direcionadas apoiadas foram conduzidas por instituições como o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Mato Grosso do Sul chega ao fim do projeto com 1500 propriedades beneficiadas com ATER, mais de mil propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 18 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Goiás 

Em Goiás, o PRS-Cerrado conclui as ações com mais de R$ 11 milhões investidos. 

Os números apresentados pela equipe no Seminário de Finalização, no dia 25 de junho, revelam o apoio a  54 Unidades Demonstrativas (UDs), cerca de 590 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 8 Organizações Socioprodutivas (OSPs), além da mobilização de 3 mil produtores e produtoras rurais em 187 Dias de Campo (DCs). As ações abrangeram 25 municípios. 

Foram 46 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 190 inscritos nos cursos EaD, e 11 alunos do Mestrado Profissional nas três edições, além das 5 escolas participantes nas ações de popularização. 

 

Segundo Josyany Mendes, Coordenadora do PRS-Cerrado em Goiás, os números foram importantes para mostrar “a forma os produtores foram atendidos, a importância desses atendimentos e alguns resultados voltados a essa ação direta.”

Pablo Diogénes de Souza, monitor de campo e Mestre formado pelo programa de Pós-Graduação do PRS-Cerrado, falou sobre a qualidade dos estudos apoiados pelo projeto. Ele destacou a metodologia do Mestrado Profissional, que envolveu visitas práticas e permitiu uma relação mais próxima com as temáticas trabalhadas. 

As pesquisas apoiadas no estado foram realizadas pelo Instituto Federal Goiano (IFG), a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Embrapa, sendo 6 via edital e 7 direcionadas.

O Dr. Emerson Trogello, autor de um dos estudos e professor no Instituto Federal Goiano no Campus de Morrinhos, uma das UDs do PRS-Cerrado, destacou a pluralidade da iniciativa. Em seu relato, ele disse ter conseguido participar de diversas ações, que perpassaram tanto o campo da pesquisa quanto da educação.

O projeto finaliza sua ação no estado com 590 propriedades beneficiadas com a ATER, mais de 430 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 6 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Mato Grosso

O Mato Grosso fica com o resultado dos investimentos de mais de R$ 21 milhões do PRS-Cerrado. 

O Seminário de Finalização aconteceu no dia 30 de junho, e trouxe os resultados do apoio a 39 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 900 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 12 Organizações Socioprodutivas (OSPs). Foram 3 mil produtores e produtoras rurais mobilizados em 198 Dias de Campo (DCs)  nos 25 municípios abrangidos pela atuação.

O estado também contou com 39 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) capacitados, 226 inscritos nos cursos EaD23 alunos nas três edições do Mestrado Profissional e 21 escolas trabalhadas nas ações de popularização. 

“A gente tem números realmente mensuráveis, importantes, que fizeram realmente impacto e diferença nas propriedades rurais”, afirma Armando Urenha, coordenador do PRS-Cerrado no Mato Grosso. “O impacto é real, os números aconteceram dentro das nossas propriedades, muitas delas, inclusive, demonstrativas, que tem a oportunidade de abrir para visitação e observar o que foi trabalhado pelo projeto”, completa.  

Foram apoiadas ainda 6 pesquisas via edital e 5 pesquisas direcionadas, desenvolvidas pela Embrapa, a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT),a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). 

Os trabalhos foram concluídos resultando em 900 propriedades beneficiadas ATER, mais de 860 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 7 mil hectares de área sob o manejo sustentável.

Minas Gerais

Minas Gerais, por sua vez, chega ao fim do PRS-Cerrado com mais de R$ 23 milhões investidos. 

Palco do último Seminário de Finalização, no dia 02 de julho, os dados apresentados pela equipe mostraram o apoio a 52 Unidades Demonstrativas (UDs), mais de 1400 Unidades Multiplicadoras (UMs) e 13 Organizações Socioprodutivas (OSPs). O estado teve mais 5 mil produtores e produtoras rurais mobilizados em 209 Dias de Campo (DCs) nos 25 municípios de atuação do projeto. 

Antônio Pereira da Silva, produtor rural representante de uma UM de Brasilândia de Minas, foi um dos beneficiários que participou relatando suas experiências com o projeto, destacando a entrega dos benefícios coletivos que, segundo ele, mudaram a vida no campo e permitiram que ele vivesse disso até hoje. Maria Valentim, representante de uma UM selecionada para virar UD também contribuiu, falando que o projeto segue os ensinando muito, e ressaltando os aprendizados obtidos nos Dias de Campo. 

Já Otacílio Mendes, representante da OSP COOPERFAN, que em maio recebeu uma fábrica de bioinsumos como benefício coletivo entregue pelo PRS-Cerrado, falou sobre as melhorias que isso vai trazer para a região, e o papel importante que terá na redução dos desperdícios, em um país que desperdiça tanto. 

Em Minas Gerais, ainda foram capacitados 50 Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs), 347 inscritos nos cursos EaD, e 18 alunos do Mestrado Profissional nas três edições. 

Também foram apoiadas 4 pesquisas via edital e 5 pesquisas direcionadas desenvolvidas pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), o Instituto de Microbiologia Paulo de Góes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a EPAMIG, a Universidade Federal de Lavras (UFLA) e a Universidade Federal de São João Del Rei. 

O projeto finaliza sua ação no estado deixando um legado de 1100 propriedades beneficiadas com a ATER, mais de 900 propriedades com tecnologias de baixa emissão de carbono implantadas e 6 mil hectares manejados de forma sustentável.

Sobre o Seminário, a Coordenadora do PRS-Cerrado em Minas Gerais, Fabiana Vilela, afirma que “Foi uma oportunidade para conhecer os resultados do projeto, os benefícios que foram trazidos tanto às organizações socioprodutivas quanto aos produtores diretamente, através da assistência técnica, dias de campo e demais capacitações realizadas ao longo desses cinco anos.”


PRS-Cerrado promove seminários para apresentar resultados e marcar encerramento das atividades

Para marcar o encerramento de mais de sete anos promovendo o desenvolvimento rural sustentável no Cerrado, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) realiza seminários nos quatro estados de atuação. Os eventos vão reunir produtores rurais beneficiários da iniciativa, instituições parceiras, gestores públicos e representantes do setor para apresentar os principais resultados e experiências alcançadas ao longo dos anos de atuação.

Presente em 101 municípios de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, o PRS-Cerrado consolida investimentos que somam mais de R$ 150 milhões, trabalhando diretamente com 4 mil Unidades Multiplicadoras (UMs), 200 Unidades Demonstrativas (UDs) e 48 Organizações Socioprodutivas (OSPs). Foram mais de 8 mil produtores rurais capacitados e 1.200 técnicos de ATER formados desde o início das atividades, em 2019.

A agenda de encerramento começa em Campo Grande (MS), no dia 22 de junho, seguindo para Goiânia (GO), em 25 de junho, Várzea Grande (MT), no dia 30 de junho, e encerrando em Belo Horizonte (MG), em 2 de julho. Os seminários foram estruturados como espaços de troca para quem esteve diretamente envolvido e foi impactado pelo PRS-Cerrado.

Ao longo da programação de encerramento do projeto, participantes beneficiários de suas diferentes frentes serão convidados a dar seus relatos sobre as atividades desenvolvidas, mostrando o panorama de impactos do projeto no estado. Serão apresentadas histórias de UDs, UMs e  OSPs parceiras, bem como resultados da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), e relatos dos estudantes dos cursos de capacitação, como o Curso de ATECs e o Mestrado Profissional. Serão destacados os resultados das tecnologias de agricultura de baixa emissão de carbono, do fortalecimento das OSPs e da produção de conhecimento sobre o desenvolvimento rural sustentável no Cerrado.

A programação dos encontros está organizada em dois painéis temáticos. O primeiro, intitulado “Conhecimentos que constroem o futuro”, concentra apresentações sobre capacitação de produtores, formação técnica, pós-graduação e iniciativas de pesquisa apoiadas pelo projeto. Já o segundo, “Boas práticas em Agricultura de Baixa Emissão de Carbono e mitigação das mudanças climáticas”, destaca experiências concretas desenvolvidas em unidades demonstrativas, unidades multiplicadoras e organizações socioprodutivas.

A programação contará com a presença de representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, do governo britânico por meio do DEFRA, além de instituições estaduais de assistência técnica, pesquisa e meio ambiente. 

Mato Grosso do Sul

O Seminário de Encerramento será em Campo Grande, no dia 22 de junho, das 13h às 18h.

  • mais de R$ 40 milhões investidos
  • mais de 50 UDs
  • mais de 1400 UMs
  • mais de 15 OSPs
  • 223 DCs

Goiás

O Seminário acontece no dia 25 de junho, em Goiânia, das 8h30 ao 12h30.

  • mais de R$ 17 milhões investidos
  • mais de 30 UDs
  • mais de 900 UMs
  • mais de 12 OSPs
  • 198 DCs

Mato Grosso

O Seminário acontece no dia 30 de junho, em Várzea Grande, das 7h30 ao 12h30.

  • mais de R$ 20 milhões investidos
  • mais de 50 UDs
  • mais de 1080 UMs
  • mais de 13 OSPs
  • 189 DCs

Minas Gerais

O último Seminário acontece em Belo Horizonte, no dia 02 de julho, das 8h30 ao 12h.

  • mais de R$ 20 milhões investidos
  • mais de 50 UDs
  • mais de 1080 UMs
  • mais de 13 OSPs
  • 189 DCs


Seminário de ATER deixa legado para o agro sustentável no país

Durante a última semana, mais de 600 profissionais ligados à assistência técnica e extensão rural se reuniram em Caeté, Minas Gerais, para debater o futuro da agropecuária sustentável no Cerrado com a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) como facilitadora.

O Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente – conectando saberes, inovações, realizado pelo Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS- Cerrado) em parceria com a EMATER-MG, reafirma o compromisso do Brasil e do IABS com a Agenda Climática, especialmente após a COP 30, sendo um importante espaço de diálogo sobre os desafios climáticos, produtivos e sociais que impactam o futuro do campo. Especialistas debateram temas como mudanças climáticas, políticas públicas, assistência técnica, mercados institucionais e tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Além disso, o evento contou com o lançamento da Revista ELO, publicação realizada com apoio do PRS – Cerrado que reúne estudos e artigos sobre práticas extensionistas no campo, e o Guia Metodológico MEXPAR, que sistematiza a disseminação de conhecimento técnico produzido no campo. Os autores da Revista ELO estiveram presentes e participaram de uma mesa para apresentar os resultados de seus estudos.

A gravação completa dos três dias de evento está disponível no canal do IABS no Youtube.

Rede de disseminação de conhecimento e valorização da sustentabilidade no campo

Reafirmando a presença do seminário como um espaço para aqueles que levam técnica, conhecimento e sustentabilidade para o campo, o Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Diretor-Geral do PRS – Cerrado, Luís Tadeu Assad, destacou, logo na abertura, que

“a sustentabilidade tem que ser vista, mas é fundamental um olhar para as pessoas que estão na ponta, no trabalho, […] todos aqueles que estão no campo ajudando os produtores para que eles possam produzir da melhor forma possível.”

Para os profissionais que trabalham todos os dias com produtores rurais, esse foi o grande destaque do evento. Mariel Camargo, coordenadora da ISOTEC, empresa parceira do PRS-Cerrado no estado de Goiás, destaca a importância dessas trocas de conhecimento para o fortalecimento das informações levadas aos produtores rurais e, consequentemente, seu desenvolvimento. “O produtor rural é a base da mudança, mas muitas vezes a informação não chega ao campo de uma forma consciente e reflexiva. Nós temos um poder de disseminação muito grande”, refletiu. 

“Essas informações serão disseminadas nos programas de atuação que nós estamos e consequentemente o impacto vem no campo.”

O extensionista Luís Carlos também reforçou a importância dos temas abordados e seu alcance até o campo. “A extensão leva ao produtor mais conhecimento e mais abrangência dos assuntos. Isso fortalece os elos e inclui o produtor também junto com a produção e a venda”, afirmou, acrescentando, a “ampla importância da questão das políticas públicas, do meio ambiente e do pequeno e médio produtor.” 

“Aqui a gente tá fazendo um diferencial, porque a gente tá falando dos atores principais do campo. A nossa razão de existir, de estar aqui discutindo algo é porque eles existem”, reforçou a palestrante Cristiane Correa, da EMATER-Pará. “Os técnicos de ATER que estão ali diretamente no dia a dia dessas famílias e gera uma unidade, um pertencimento e também uma aproximação do público, da realidade do público”, concluiu.

Mudanças climáticas e o Plano ABC+

Rodrigo Dantas, coordenador do Plano ABC+ no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), também participou como palestrante. Ele falou sobre a adaptação de sistemas produtivos e a adoção de tecnologias promovidas pela política nacional de agricultura de baixa emissão de carbono. Ele destacou essas práticas como, além de meios de enfrentamento às mudanças climáticas, estratégias de sobrevivência e resiliência do trabalho no campo.

“Quando você fala de adaptação e resiliência, nós não estamos falando apenas dos aspectos ambientais. Estamos falando também da resiliência econômica do próprio produtor. Em tempos de crise, com um sistema produtivo mais eficiente, ele vai ter condições de atravessar aqueles momentos difíceis de melhor maneira.”

Dantas falou, ainda, sobre o papel da assistência técnica como ponte entre o conhecimento, as políticas públicas, e os produtores rurais, visto que “não existe uma forma melhor de você capacitar um produtor do que por meio de uma assistência técnica.” “O objetivo final é fazer esse produtor desenvolver, prosperar e atingir os seus objetivos de vida”, acrescentou, frisando que o trabalho dos assistentes técnicos ultrapassa a orientação produtiva, trazendo contribuições para a geração de renda, a qualidade de vida e o desenvolvimento das famílias rurais.

O PRS – Cerrado trabalha diretamente com a implementação de tecnologias do Plano ABC+ no Cerrado, a exemplo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a recuperação de pastagens degradadas. Sobre isso, Dantas afirmou que enxerga “a política pública sendo feita desse tipo de parceria, desse tipo de conexão.”

A Diretora do Departamento de Produção Sustentável do MAPA, Mônica Holanda, destacou, ainda, a participação dos extensionistas na construção dessas políticas a partir da participação em Grupos de Trabalho (GTs) na construção de planos regionais. “Lá a gente tá desenhando o macro, vocês, da ponta, conhecem as especificidades”, disse.

Ela ainda destacou a importância das parcerias e do trabalho colaborativo para o avanço da agropecuária sustentável e implementação das tecnologias de baixo carbono nas cadeias produtivas. “A parceria do Programa Rural Sustentável é fundamentada em várias instituições”, afirmou, concluindo que “esse arranjo institucional, na verdade, é o que eu creio que pode fazer a coisa acontecer na ponta.”

Parceria PRS – Cerrado e EMATER-MG

Ainda falando sobre parcerias, o seminário marcou o trabalho cooperativo entre o Programa Rural Sustentável e a EMATER, iniciada ainda com a atuação na Mata Atlântica e ampliada com o PRS – Cerrado. “Isso tem colaborado muito tanto para o melhoramento da assistência técnica quanto para o aumento de renda e melhoria da qualidade de vida das famílias rurais”, afirmou Gelson Lemes, Diretor Técnico da EMATER-MG. “O seminário veio coroar isso, além de discutir a questão das práticas sustentáveis de produção”, concluiu.

Para Luís Tadeu Assad, o seminário é um espaço que permite aproximar o conhecimento técnico e as políticas públicas de experiências práticas, permitindo atualização profissional e a construção coletiva de soluções para a agropecuária sustentável. 

“São momentos como esse que a gente consegue trazer informação, debater, atualizar os extensionistas e discutir as inovações que a gente propõe.”

Segundo ele, a capacitação permanente dos profissionais que atuam com os produtores é indispensável na promoção de inovação e sustentabilidade no campo. Ele deixa, como reflexão, o questionamento:“Como você propõe fazer ações inovadoras sem ter uma capacitação, uma troca e uma discussão com quem faz a assistência técnica?”

Carta Aberta

O encerramento do Seminário de ATER foi marcado pela construção coletiva de uma Carta Aberta em defesa da assistência técnica e da sustentabilidade no campo

O documento reuniu reflexões debatidas ao longo do seminário,sintetizando as principais conclusões, propostas e encaminhamentos para o fortalecimento da ATER a partir de agendas de cooperação interinstitucional, investimentos na agropecuária sustentável e a formulação de políticas públicas. “Reafirmamos o compromisso coletivo por uma Assistência Técnica e Extensão Rural que se transforma para continuar transformando vidas, territórios e o desenvolvimento rural brasileiro”, a carta conclui.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis. 

O projeto atua em 101 municípios dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com mais de R$ 150 milhões investidos em ações e benefícios coletivos. No total, a iniciativa já capacitou mais de 8 mil produtores rurais e 1.200 técnicos de ATER, e impactou diretamente mais de 4000 Unidades Multiplicadoras (UMs), 200 Unidades Demonstrativas (UDs), e 45 Organizações Socioprodutivas (OSPs).

Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.


Profissionais de Ater de todo país se reúnem em Minas para debater uma agropecuária sustentável

O Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções teve início nesta terça-feira, dia 26, no Tauá Hotel & Resort, em Caeté, Minas Gerais, com a presença de mais de 600 profissionais de todo o país ligados à área de assistência técnica e extensão rural.  Abrindo a cerimônia de abertura, o Diretor-Presidente da EMATER-MG, Cláudio Bortolini afirmou que “a sustentabilidade é o nosso propósito. Queremos produzir com qualidade, dignidade e respeito ambiental.” Ele ainda completou: “O Brasil é o celeiro do mundo e esse evento é a oportunidade de valorizar o trabalho de assistência técnica e extensão rural que é tão importante para o fortalecimento do setor agro do país.”

Também compondo a solenidade, o Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Diretor-Geral do do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado), Luís Tadeu Assad, destacou que

“a sustentabilidade tem que ser vista, mas é fundamental um olhar para as pessoas que estão para as pessoas que estão na ponta, no trabalho, tanto os técnicos, o pessoal do IABS, das Ematers e todos aqueles que estão no campo ajudando os produtores para que eles possam produzir da melhor forma possível.”

A mesa de abertura foi formada, ainda, pelo Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales de Almeida Fernandes, a Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Mônica Holanda, a Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais, Laura Queiroz, e o presidente da Asbraer, Rafael Magalhães de Gouveia. 

“Esse encontro de Ater é importantíssimo, pois o centro das discussões são a produção com sustentabilidade”, disse o secretário Thales Fernandes.

“Alinhar essa pauta entre os profissionais do setor é de grande relevância, pois o agro brasileiro alimenta não só o país e o mundo”, concluiu.

Além da cerimônia, o primeiro dia foi marcado pelo lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR, guiados pelo Diretor Técnico da Emater-MG, Gelson Lemes, e do Reitor da UFV, Prof. Demetrius Silva. 

Valorização da ATER ao longo da programação

O seminário vai até quinta-feira (dia 28) e é uma iniciativa do PRS-Cerrado em parceria com a Emater-MG. As palestras buscam a capacitação de agentes de Ater (assistência técnica e extensão rural) para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. O foco é a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Durante a programação, serão colocados em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

O Seminário de ATER está sendo transmitido ao vivo pelo canal do IABS no YouTube.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado é fruto da parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Governo do Reino Unido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), a Embrapa e a Associação Rede ILPF.


Confira quem vai nos acompanhar no Seminário de ATER, do PRS - Cerrado em parceria com a EMATER-MG

Entre os dias 26 e 28 de maio, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS -Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER-MG), realiza o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções

A programação do evento, que acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention com mais de 600 participantes, será dividida em três dias, com sete mesas de debate. A transmissão ao vivo aberta ao público acontece no canal do IABS no YouTube.

As palestras foram definidas pensando na capacitação de agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Por isso, estão em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

A programação completa está disponível aqui.

Confira os detalhes:

1° Dia – 26/05

18h30 — Cerimônia de abertura

  • Mônica Holanda – Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (DEPROS/MAPA). 
  • Thales de Almeida Fernandes Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de MG
  • Prof. Demétrius David da Silva – Reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Professor Titular do Departamento de Engenharia Agrícola.
  • Cláudio Augusto Bortolini – Diretor-Presidente da EMATER-MG. 
  • Laura Queiroz – Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais.

19h30 — Lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR

  • Gelson Soares Lemes – Diretor Técnico da EMATER-MG.
  • Prof. Demetrius David da Silva

20h — Confraternização

2° Dia – 27/05

8h — Credenciamento

9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER

  • Gelson Soares Lemes
  • Eduardo Brito Bastos – Presidente da Câmara do AgroCarbono no MAPA, CEO do Instituto Equilíbrio, e Presidente do Comitê de Inovação do CCarbon (USP). Também lidera o Comitê de Sustentabilidade na ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio).

10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo

Palestrantes:

  • Marília Ramos – Diretora Regional Centro Sul e gestora de projetos no IABS. No PRS-Cerrado, atua como Coordenadora das atividades de Campo e ATER.
  • Cristiane Côrrea – Coordenadora Técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará – EMATER-PARÁ, Extensionista Rural e Médica Veterinária.
  • Guilherme Ferraudo – Gerente Executivo da MyCarbon.

Mediador:

  • Hildebrando Marcelo Campos LopesGerente regional da EMATER-MG em Juíz de Fora.

12h — Almoço

14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+

Palestrantes:

  • José Mário Lobo Ferreira – Pesquisador em agroecologia na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Participa do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Montanhas Brasileiras e do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos). 
  • Rodrigo Dantas – Coordenador do Plano ABC+ e Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.
  • Renata Maria de Araújo – Superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas na SEMAD-MG.

Mediador:

  • Rogério Jacinto Gomes – Coordenador Técnico Regional da EMATER-MG em Viçosa. Conselheiro, por Minas Gerais, da Federação Brasileira de Plantio Direto – FEBRAPD.

15h30 — Coffee break

16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável

Palestrantes:

  • Miguel Marques Gontijo Neto – Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (CNPMS).
  • Alexandre Romeiro de Araújo – Pesquisador da Embrapa lotado no Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Corte. 
  • Felipe Morbi – Empresário, fundador da Soleum e executivo em bioeconomia, agronegócio e desenvolvimento de cadeias produtivas de base biotecnológica.

Mediador:

  • Luis Eduardo Rangel – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.

3° Dia – 28/05

9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas

Palestrantes:

  • Jonathas de Alencar Moreira – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA, onde atualmente ocupa o cargo de Coordenador-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento.
  • Elvânia Batista Guimarães Andrade – Coordenadora de Crédito Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA).
  • Bruno Machado Gonçalves – Gerente de Agronegócio do Banco do Brasil.

Mediador:

  • José Henrique Chiarini Pena Barbosa – Gerente da Divisão de Programas Especiais da EMATER-MG.

10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva

Palestrantes:

  • Luís Tadeu Assad – Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS).
  • Humberto Pereira – Coordenador Geral de Articulação Federativa para o Abastecimento Alimentar, do departamento de Aquisição de e Distribuição de Alimentos Saudáveis (DEPAD), da Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN), no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
  • Liana Jayme Borges – Docente de Nutrição e Coordenadora do Centro Colaborador em Nutrição e Alimentação Escolar da Universidade Federal de Goiás (Cecane/UFG).

Mediador:

  • Otávio Martins Maia – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

12h — Almoço

14h — Mesa 6: Organização social e mercados

Palestrantes:

  • Alair Ferreira de Freitas – Professor do Departamento de Economia Rural da UFV. Bolsista de produtividade do CNPQ, atua em projetos nas áreas de cooperativismo, políticas públicas e desenvolvimento rural. 
  • Narayemir Suruí – Presidente da Cooperaiter – Cooperativa de Produção e Desenvolvimento do Povo Indígena Paiter Suruí.
  • Valdir Rodrigues – Presidente da Coopervap.

Mediadora:

  • Ana Laura Veloso – Coordenadora Técnica Regional da EMATER-MG.

16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)

Palestrantes:

  • Jane Terezinha da Costa Pereira Leal – Coordenadora Técnica Estadual em Saneamento Ambiental da EMATER-MG. Autora do Artigo 1: Fossa Ecológica Tevap.
  • Leonardo Climaco –  Extensionista agropecuário II da EMATER, Engenheiro agrônomo formado na UFSC e mestre em zootecnia pela UFMG. Autor do Artigo 2: Manejo Agroecológico de Pastagens.
  • Bruno Luís Rosa – Extensionista agropecuário II da EMATER-MG, e concluinte do mestrado em Tecnologias e Inovações Ambientais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Autor do Artigo 3: Extensão Rural Regenerativa e ODS
  • Rebeca Patrícia Omena Garcia – Extensionista agropecuário II da EMATER,  Graduada em Agronomia (2012) pela Universidade Federal do Amazonas, mestrado (2014) e doutorado (2017) pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal da UFV. Autora do Artigo 4: Plantas de cobertura em cafeicultura.

Mediador:

  • Nauto Martins – Coordenador Técnico Estadual de Bovinocultura da EMATER-MG.

18h — Encerramento

Esperamos você!


PRS-Cerrado realiza entrega da biofábrica da COOPERFAN em Paracatu-MG

Na última quinta-feira, dia 7, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares do Noroeste de Minas (COOPERFAN) recebeu sua fábrica de bioinsumos em Paracatu, Minas Gerais, um Benefício Coletivo entregue com recursos do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado). A estrutura chega com o objetivo de ampliar o acesso dos agricultores a tecnologias sustentáveis através da produção local, diminuindo a dependência a meios externos e, ao mesmo tempo, fortalecendo a agricultura familiar da região. 

A entrega aconteceu durante o Dia de Campo realizado no galpão do produtor que sedia a biofábrica da Organização Socioprodutiva (OSP). Representantes do PRS – Cerrado participaram da cerimônia, destacando a contribuição do Benefício Coletivo para o fortalecimento da agricultura familiar, a ampliação do acesso aos bioinsumos e o incentivo às práticas produtivas sustentáveis de baixa emissão de carbono.

Estiveram presentes, além da equipe de campo do projeto em Minas Gerais, a Coordenadora de Finanças Verdes, Vanessa Silva, e a Gerente de Benefícios Coletivos, Vânia Fernandes. Elas falaram sobre o papel do IABS na promoção do desenvolvimento sustentável para os produtores e produtoras rurais. 

“É por eles que a gente se move. Estar vendo aqui todo mundo reunido e com o mesmo objetivo é quando a gente enxerga que realmente alcançamos os objetivos do projeto”, disse Vanessa.

“A biofábrica estruturada vai começar a atender e vai fortalecer ainda mais a agricultura familiar, vai fortalecer as tecnologias apoiadas pelo projeto”, completou Vânia.

Dia de Campo reforçou o impacto dos bioinsumos para os produtores rurais

Ao longo da programação do dia, as extensionistas agropecuárias representantes da EMATER-MG, Ingrid Mara Bicalho, doutora em Microbiologia, e Jordany Gomes, doutora em Horticultura, falaram sobre conceitos e aplicações dos bioinsumos para os produtores e produtoras. Elas explicaram que materiais orgânicos do cotidiano podem ser aproveitados na formulação desses insumos, promovendo o reaproveitamento de resíduos. Ainda destacaram que alguns dos benefícios mais relevantes dos bioinsumos são a redução do contato dos produtores rurais com produtos tóxicos e o aumento da retenção de água no solo promovido pelos materiais.

Já o palestrante Fábio Barbosa, extensionista de bem-estar social da EMATER e sociólogo, explicou que houve um aumento recente de 16% para 27% na busca por bioinsumos nos últimos meses. Isso reflete diretamente a instabilidade no mercado internacional de insumos convencionais. Segundo ele, esse tem sido um importante fator de incentivo para os produtores e produtoras buscarem alternativas mais acessíveis e sustentáveis.

A programação também contou com uma palestra do Dr. Carlos Henrique da Silva, da OAB, sobre a legislação do mercado de crédito de carbono e sobre como as tecnologias sustentáveis podem contribuir para o sequestro de carbono e melhoria da produtividade no campo. Foram citadas práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o plantio direto e o uso de bioinsumos, consideradas estratégicas na geração de benefícios ambientais e agregação de valor à produção rural.

A entrega da biofábrica, viabilizada pelo PRS – Cerrado em conjunto com a COOPERFAN, reforça o papel do projeto na promoção de práticas de baixa emissão de carbono, apoiando a transição para modelos produtivos mais sustentáveis no Cerrado brasileiro.

Autoridades participaram da cerimônia de entrega da biofábrica

Autoridades como Caio Silva Quirino, Secretário Municipal de Agropecuária de Paracatu, e o vereador Kassius Kennedy estiveram presentes na solenidade de abertura da biofábrica. O vereador reforçou a importância de estruturas como essa dentro do cenário de avanço da agricultura familiar em Paracatu. 

Ele destacou a participação do setor no abastecimento da alimentação escolar local, onde 43 unidades já são atendidas, e a perspectiva de alcançar a demanda total do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

Além deles, participaram da entrega a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) de Paracatu e Unaí, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), as Secretarias de Agricultura e Educação de Paracatu, a Rede Terra, empresa de ATER do PRS – Cerrado que conduziu a entrega, a OAB Paracatu, a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (COOPERVAP) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

O que são bioinsumos?

Os bioinsumos são utilizados na produção agropecuária com o objetivo de auxiliar em questões como o desenvolvimento das plantas, o controle de pragas e a melhora na qualidade do solo. Eles são produtos de origem biológica, a partir de, por exemplo, microrganismos, esterco e restos vegetais, como uma alternativa aos insumos químicos tradicionalmente usados no campo.

Por isso, a biofábrica da COOPERFAN surge como uma ferramenta na redução do uso de agrotóxicos e de fortalecimento da agricultura familiar, tornando os bioinsumos facilmente acessíveis e de mais baixo custo em razão da produção local. Eles ainda ajudam na retenção de água no solo, aumento da biodiversidade através da redução no uso de produtos tóxicos e da manutenção da vida e das cadeias locais e, consequentemente, ajudam a reduzir os impactos ambientais da produção agrícola.  

O que são os Benefícios Coletivos?

Os BCs entregues pelo PRS – Cerrado são bens e serviços de uso comum, que tragam ganhos para os grupos vinculados às associações, sindicatos e cooperativas rurais em questão. Eles devem fortalecer as organizações oferecendo suporte técnico, informacional e gerencial com potencial de renda.

Eles começaram a ser entregues em 2024, com o objetivo de fortalecer cadeias de valor da agropecuária de baixa emissão de carbono, assim como a produção e comercialização de responsabilidade das OSPs parceiras do projeto. Até fevereiro de 2026, 177 benefícios já haviam sido entregues para 40 organizações parceiras.


Seminário de ATER do PRS - Cerrado, em parceria com a EMATER-MG, reúne 600 participantes em Caeté

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), realiza, entre os dias 26 e 28 de maio, o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções. A transmissão online aberta ao público acontece através do canal do IABS no YouTube.

O evento acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention, e deve reunir mais de 600 participantes, entre técnicos de assistência técnica e extensão rural (ATER), produtores(as) rurais, representantes de instituições financeiras, pesquisadores(as) e gestores públicos.

Seminário discute crédito rural, mudanças climáticas e inovação no campo

O seminário tem como foco o fortalecimento da assistência técnica rural, considerada estratégica para o avanço da agropecuária sustentável, através de uma programação que promove produtividade, inovação e adaptação às mudanças climáticas no campo. Nas mesas de debate, serão colocados em pauta temas de alta relevância para os produtores(as). Entre os principais, estão questões como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

A partir disso, o objetivo é sensibilizar e capacitar agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. A proposta ainda inclui a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no campo, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Para além do conteúdo técnico, o evento se coloca como um espaço de articulação entre atores do setor, promovendo a troca de experiências e conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável de forma alinhada à realidade e aos desafios dos produtores(as). Também é um importante local de fortalecimento de parcerias e redes de práticas sustentáveis, impulsionando o desenvolvimento rural no Cerrado.

Programação

A programação está organizada em três dias de atividades, com mais informações sendo divulgadas nos próximos dias:

Dia 26 – Abertura

  • 18h30 — Cerimônia de abertura
  • 20h — Confraternização

Dia 27 – 1º Dia

  • 8h — Credenciamento
  • 9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER
  • 10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo
  • 12h — Almoço
  • 14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+
  • 15h30 — Coffee break
  • 16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável

Dia 28 – 2º Dia

  • 9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas
  • 10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva
  • 12h — Almoço
  • 14h — Mesa 6: Organização social e mercados
  • 16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)
  • 18h — Encerramento

Sobre a ATER

A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) engloba um conjunto de serviços voltados para o desenvolvimento sustentável no campo, em especial no âmbito da agricultura familiar, pequenos e médios produtores(as). Elas incluem ações alinhadas ao Plano ABC+, direcionadas para a educação e capacitação de produtores(as) rurais, orientação técnica e acompanhamento contínuo, com o objetivo de incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e ambientalmente conscientes. Os serviços promovem o uso eficiente de recursos, novas formas de aproveitamento dos produtos, diversificando a oferta, e a melhoria da qualidade oferecida através da aplicação de novas tecnologias, contribuindo para o fortalecimento econômico e social das comunidades rurais.

Pelo PRS – Cerrado, as atividades são aplicadas com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento rural sustentável na região do Cerrado, aumentando a eficiência do uso da terra, a produtividade e o incremento na geração de renda entre os(as) produtores(as). Elas focam, entre outras, na implementação de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e na recuperação de pastagens degradadas (RPD), além de contribuírem para o acesso ao crédito rural e políticas pública, bem como a introdução de tecnologias adaptadas às realidades locais, respeitando aspectos culturais e ambientais.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis.

Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.

Sobre a EMATER

Com 77 anos de existência, a Emater-MG foi a primeira empresa pública de assistência técnica e extensão rural a ser criada no país. A empresa está presente em 819 municípios mineiros (96% do total) e atende cerca de 350 mil produtores(as) por ano, desenvolvendo diversas ações, voltadas tanto para a promoção de práticas produtivas sustentáveis como para a implementação de ações de conservação e recuperação ambiental.

Uma pesquisa de satisfação encomendada pela Emater-MG revelou um alto índice de aprovação do trabalho da empresa entre produtores(as) rurais de Minas Gerais. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Leal-M e divulgado este ano, 92% dos clientes da Emater-MG disseram que o atendimento da empresa contribuiu para a melhoria de vida das famílias mineiras.


ATER do PRS - Cerrado já impactou mais de 2 mil produtores rurais

“Se não fosse os técnicos, a gente tava perdido aqui”, diz Ariston Vieira, produtor rural impactado pela atuação do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado) em Santa Rita do Pardo, no Mato Grosso do Sul. 

Há 25 anos no assentamento São Thomé, durante os quais passou períodos sem qualquer auxílio, ele conta que “o programa Cerrado chegou aqui e ajeitou tudo.” Assim como ele, mais de 2 mil produtores rurais foram impactados pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do PRS – Cerrado.

Na propriedade de Ariston, a ação do PRS – Cerrado ficou marcada pela entrega de insumos agrícolas, como adubo para plantações, através da obtenção de Benefícios Coletivos (BCs), e, em especial, pelas ações realizadas por serviços técnicos qualificados pelo projeto. Nesse caso, o destaque, segundo o próprio produtor, está no manejo eficaz e sustentável de gado e pastagens. “O atendimento técnico dos meninos ajuda a fazer a formação de pastagem, que se não fosse ele a gente tava perdido também”, conta.

A ATER impacta diretamente todas as áreas de atuação do PRS no cerrado, compreendendo os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, auxiliando os produtores(as) na aplicação prática das técnicas e ensinamentos promovidos pelo projeto através de cursos de capacitação e dos Dias de Campo (DCs). Durante o período de atuação do projeto, até fevereiro de 2026, foram realizados 176 DCs de ATER coletiva

No caso de Ariston, a ATER foi essencial, segundo seu relato, pelo momento atual de produtividade das terras. Ele mostra a área semeada, em processo de cultivo, graças aos insumos disponibilizados pelo projeto, e as áreas plantadas com o capim-açu usado para a criação de gado. Os técnicos prestam orientações sobre a recuperação e reforma de pastagem degradada. Ele agradece ao apoio do PRS-Cerrado pela saúde e sucesso de sua produção.

Produtores(as) são capacitados sobre diversos pontos do dia a dia rural

Ernando Aguilar, monitor de campo na área do Mato Grosso do Sul destaca que a ATER capacita os produtores sobre temáticas como a diversificação produtiva, bioinsumos, tecnologias de baixa emissão de carbono. Além disso, questões como o acesso ao crédito rural e regularização ambiental têm sido frequentes, acompanhando as jornadas de aprendizado oferecidas pelo PRS-Cerrado nos cursos com ATECs, cursos presenciais e Dias de Campo. 

E os resultados se comprovam no dia a dia. “Manejo de gado, análise de solo, manejo de pastagens, tudo isso tem nos ajudado”, contam Juvan e Valdirene, do Assentamento Esperança, em Anaurilândia, no Mato Grosso do Sul. 

Os DCs de ATER coletiva, momento que possibilita a troca entre esses beneficiários(as) e as instituições técnicas, continuam acontecendo ao longo dos próximos meses.

Sobre a ATER

A Assistência Técnica e Extensão Rural do PRS-Cerrado faz parte do escopo de atuação do projeto no caminho para implementar o desenvolvimento sustentável no Cerrado. Ao todo, cerca de 3 mil produtores(as) são atendidos pelo serviço.

O grande objetivo é oferecer qualificação produtiva e ambiental aos beneficiários(as) da região, alinhada às diretrizes do Plano ABC+. Com o apoio dos(as) técnicos(as), são promovidas práticas sustentáveis que contribuem para a redução da emissão de carbono, melhoria do uso do solo e aumento da produtividade e renda dos(as) produtores(as) atendidos(as).

Com essas ações, a produtividade local é fortalecida e ampliada, beneficiando os trabalhadores com mais ofertas de mercado e aumento na geração de renda, ao mesmo tempo em que a área de impacto das tecnologias de baixa emissão de carbono (como RPD, ILPF, SAF, entre outras) e produção sustentável se torna ainda mais abrangente na região. 

Além disso, as empresas parceiras de ATER atendem ao próprio interesse dos produtores(as) em agregar conhecimentos, aplicando na prática os ensinamentos das ações formativas oferecidas pelo PRS-Cerrado, como os cursos de EAD Introdutório e Avançado, Cursos Presenciais e Seminários.

As instituições responsáveis pelo atendimento prestado em campo também são capacitadas pelo projeto, a fim de garantir qualidade e padrão nos serviços prestados aos(às) beneficiários(as).