Seminário de ATER deixa legado para o agro sustentável no país

Durante a última semana, mais de 600 profissionais ligados à assistência técnica e extensão rural se reuniram em Caeté, Minas Gerais, para debater o futuro da agropecuária sustentável no Cerrado com a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) como facilitadora.

O Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente – conectando saberes, inovações, realizado pelo Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS- Cerrado) em parceria com a EMATER-MG, reafirma o compromisso do Brasil e do IABS com a Agenda Climática, especialmente após a COP 30, sendo um importante espaço de diálogo sobre os desafios climáticos, produtivos e sociais que impactam o futuro do campo. Especialistas debateram temas como mudanças climáticas, políticas públicas, assistência técnica, mercados institucionais e tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Além disso, o evento contou com o lançamento da Revista ELO, publicação realizada com apoio do PRS – Cerrado que reúne estudos e artigos sobre práticas extensionistas no campo, e o Guia Metodológico MEXPAR, que sistematiza a disseminação de conhecimento técnico produzido no campo. Os autores da Revista ELO estiveram presentes e participaram de uma mesa para apresentar os resultados de seus estudos.

A gravação completa dos três dias de evento está disponível no canal do IABS no Youtube.

Rede de disseminação de conhecimento e valorização da sustentabilidade no campo

Reafirmando a presença do seminário como um espaço para aqueles que levam técnica, conhecimento e sustentabilidade para o campo, o Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Diretor-Geral do PRS – Cerrado, Luís Tadeu Assad, destacou, logo na abertura, que

“a sustentabilidade tem que ser vista, mas é fundamental um olhar para as pessoas que estão na ponta, no trabalho, […] todos aqueles que estão no campo ajudando os produtores para que eles possam produzir da melhor forma possível.”

Para os profissionais que trabalham todos os dias com produtores rurais, esse foi o grande destaque do evento. Mariel Camargo, coordenadora da ISOTEC, empresa parceira do PRS-Cerrado no estado de Goiás, destaca a importância dessas trocas de conhecimento para o fortalecimento das informações levadas aos produtores rurais e, consequentemente, seu desenvolvimento. “O produtor rural é a base da mudança, mas muitas vezes a informação não chega ao campo de uma forma consciente e reflexiva. Nós temos um poder de disseminação muito grande”, refletiu. 

“Essas informações serão disseminadas nos programas de atuação que nós estamos e consequentemente o impacto vem no campo.”

O extensionista Luís Carlos também reforçou a importância dos temas abordados e seu alcance até o campo. “A extensão leva ao produtor mais conhecimento e mais abrangência dos assuntos. Isso fortalece os elos e inclui o produtor também junto com a produção e a venda”, afirmou, acrescentando, a “ampla importância da questão das políticas públicas, do meio ambiente e do pequeno e médio produtor.” 

“Aqui a gente tá fazendo um diferencial, porque a gente tá falando dos atores principais do campo. A nossa razão de existir, de estar aqui discutindo algo é porque eles existem”, reforçou a palestrante Cristiane Correa, da EMATER-Pará. “Os técnicos de ATER que estão ali diretamente no dia a dia dessas famílias e gera uma unidade, um pertencimento e também uma aproximação do público, da realidade do público”, concluiu.

Mudanças climáticas e o Plano ABC+

Rodrigo Dantas, coordenador do Plano ABC+ no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), também participou como palestrante. Ele falou sobre a adaptação de sistemas produtivos e a adoção de tecnologias promovidas pela política nacional de agricultura de baixa emissão de carbono. Ele destacou essas práticas como, além de meios de enfrentamento às mudanças climáticas, estratégias de sobrevivência e resiliência do trabalho no campo.

“Quando você fala de adaptação e resiliência, nós não estamos falando apenas dos aspectos ambientais. Estamos falando também da resiliência econômica do próprio produtor. Em tempos de crise, com um sistema produtivo mais eficiente, ele vai ter condições de atravessar aqueles momentos difíceis de melhor maneira.”

Dantas falou, ainda, sobre o papel da assistência técnica como ponte entre o conhecimento, as políticas públicas, e os produtores rurais, visto que “não existe uma forma melhor de você capacitar um produtor do que por meio de uma assistência técnica.” “O objetivo final é fazer esse produtor desenvolver, prosperar e atingir os seus objetivos de vida”, acrescentou, frisando que o trabalho dos assistentes técnicos ultrapassa a orientação produtiva, trazendo contribuições para a geração de renda, a qualidade de vida e o desenvolvimento das famílias rurais.

O PRS – Cerrado trabalha diretamente com a implementação de tecnologias do Plano ABC+ no Cerrado, a exemplo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a recuperação de pastagens degradadas. Sobre isso, Dantas afirmou que enxerga “a política pública sendo feita desse tipo de parceria, desse tipo de conexão.”

A Diretora do Departamento de Produção Sustentável do MAPA, Mônica Holanda, destacou, ainda, a participação dos extensionistas na construção dessas políticas a partir da participação em Grupos de Trabalho (GTs) na construção de planos regionais. “Lá a gente tá desenhando o macro, vocês, da ponta, conhecem as especificidades”, disse.

Ela ainda destacou a importância das parcerias e do trabalho colaborativo para o avanço da agropecuária sustentável e implementação das tecnologias de baixo carbono nas cadeias produtivas. “A parceria do Programa Rural Sustentável é fundamentada em várias instituições”, afirmou, concluindo que “esse arranjo institucional, na verdade, é o que eu creio que pode fazer a coisa acontecer na ponta.”

Parceria PRS – Cerrado e EMATER-MG

Ainda falando sobre parcerias, o seminário marcou o trabalho cooperativo entre o Programa Rural Sustentável e a EMATER, iniciada ainda com a atuação na Mata Atlântica e ampliada com o PRS – Cerrado. “Isso tem colaborado muito tanto para o melhoramento da assistência técnica quanto para o aumento de renda e melhoria da qualidade de vida das famílias rurais”, afirmou Gelson Lemes, Diretor Técnico da EMATER-MG. “O seminário veio coroar isso, além de discutir a questão das práticas sustentáveis de produção”, concluiu.

Para Luís Tadeu Assad, o seminário é um espaço que permite aproximar o conhecimento técnico e as políticas públicas de experiências práticas, permitindo atualização profissional e a construção coletiva de soluções para a agropecuária sustentável. 

“São momentos como esse que a gente consegue trazer informação, debater, atualizar os extensionistas e discutir as inovações que a gente propõe.”

Segundo ele, a capacitação permanente dos profissionais que atuam com os produtores é indispensável na promoção de inovação e sustentabilidade no campo. Ele deixa, como reflexão, o questionamento:“Como você propõe fazer ações inovadoras sem ter uma capacitação, uma troca e uma discussão com quem faz a assistência técnica?”

Carta Aberta

O encerramento do Seminário de ATER foi marcado pela construção coletiva de uma Carta Aberta em defesa da assistência técnica e da sustentabilidade no campo

O documento reuniu reflexões debatidas ao longo do seminário,sintetizando as principais conclusões, propostas e encaminhamentos para o fortalecimento da ATER a partir de agendas de cooperação interinstitucional, investimentos na agropecuária sustentável e a formulação de políticas públicas. “Reafirmamos o compromisso coletivo por uma Assistência Técnica e Extensão Rural que se transforma para continuar transformando vidas, territórios e o desenvolvimento rural brasileiro”, a carta conclui.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis. 

O projeto atua em 101 municípios dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com mais de R$ 150 milhões investidos em ações e benefícios coletivos. No total, a iniciativa já capacitou mais de 8 mil produtores rurais e 1.200 técnicos de ATER, e impactou diretamente mais de 4000 Unidades Multiplicadoras (UMs), 200 Unidades Demonstrativas (UDs), e 45 Organizações Socioprodutivas (OSPs).

Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.


Profissionais de Ater de todo país se reúnem em Minas para debater uma agropecuária sustentável

O Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções teve início nesta terça-feira, dia 26, no Tauá Hotel & Resort, em Caeté, Minas Gerais, com a presença de mais de 600 profissionais de todo o país ligados à área de assistência técnica e extensão rural.  Abrindo a cerimônia de abertura, o Diretor-Presidente da EMATER-MG, Cláudio Bortolini afirmou que “a sustentabilidade é o nosso propósito. Queremos produzir com qualidade, dignidade e respeito ambiental.” Ele ainda completou: “O Brasil é o celeiro do mundo e esse evento é a oportunidade de valorizar o trabalho de assistência técnica e extensão rural que é tão importante para o fortalecimento do setor agro do país.”

Também compondo a solenidade, o Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Diretor-Geral do do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado), Luís Tadeu Assad, destacou que

“a sustentabilidade tem que ser vista, mas é fundamental um olhar para as pessoas que estão para as pessoas que estão na ponta, no trabalho, tanto os técnicos, o pessoal do IABS, das Ematers e todos aqueles que estão no campo ajudando os produtores para que eles possam produzir da melhor forma possível.”

A mesa de abertura foi formada, ainda, pelo Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales de Almeida Fernandes, a Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Mônica Holanda, a Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais, Laura Queiroz, e o presidente da Asbraer, Rafael Magalhães de Gouveia. 

“Esse encontro de Ater é importantíssimo, pois o centro das discussões são a produção com sustentabilidade”, disse o secretário Thales Fernandes.

“Alinhar essa pauta entre os profissionais do setor é de grande relevância, pois o agro brasileiro alimenta não só o país e o mundo”, concluiu.

Além da cerimônia, o primeiro dia foi marcado pelo lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR, guiados pelo Diretor Técnico da Emater-MG, Gelson Lemes, e do Reitor da UFV, Prof. Demetrius Silva. 

Valorização da ATER ao longo da programação

O seminário vai até quinta-feira (dia 28) e é uma iniciativa do PRS-Cerrado em parceria com a Emater-MG. As palestras buscam a capacitação de agentes de Ater (assistência técnica e extensão rural) para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. O foco é a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Durante a programação, serão colocados em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

O Seminário de ATER está sendo transmitido ao vivo pelo canal do IABS no YouTube.

Sobre o PRS – Cerrado

O Projeto Rural Sustentável – Cerrado é fruto da parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Governo do Reino Unido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), a Embrapa e a Associação Rede ILPF.


Confira quem vai nos acompanhar no Seminário de ATER, do PRS - Cerrado em parceria com a EMATER-MG

Entre os dias 26 e 28 de maio, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS -Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER-MG), realiza o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções

A programação do evento, que acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention com mais de 600 participantes, será dividida em três dias, com sete mesas de debate. A transmissão ao vivo aberta ao público acontece no canal do IABS no YouTube.

As palestras foram definidas pensando na capacitação de agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono. 

Por isso, estão em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.

A programação completa está disponível aqui.

Confira os detalhes:

1° Dia – 26/05

18h30 — Cerimônia de abertura

  • Mônica Holanda – Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (DEPROS/MAPA). 
  • Thales de Almeida Fernandes Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de MG
  • Prof. Demétrius David da Silva – Reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Professor Titular do Departamento de Engenharia Agrícola.
  • Cláudio Augusto Bortolini – Diretor-Presidente da EMATER-MG. 
  • Laura Queiroz – Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais.

19h30 — Lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR

  • Gelson Soares Lemes – Diretor Técnico da EMATER-MG.
  • Prof. Demetrius David da Silva

20h — Confraternização

2° Dia – 27/05

8h — Credenciamento

9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER

  • Gelson Soares Lemes
  • Eduardo Brito Bastos – Presidente da Câmara do AgroCarbono no MAPA, CEO do Instituto Equilíbrio, e Presidente do Comitê de Inovação do CCarbon (USP). Também lidera o Comitê de Sustentabilidade na ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio).

10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo

Palestrantes:

  • Marília Ramos – Diretora Regional Centro Sul e gestora de projetos no IABS. No PRS-Cerrado, atua como Coordenadora das atividades de Campo e ATER.
  • Cristiane Côrrea – Coordenadora Técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará – EMATER-PARÁ, Extensionista Rural e Médica Veterinária.
  • Guilherme Ferraudo – Gerente Executivo da MyCarbon.

Mediador:

  • Hildebrando Marcelo Campos LopesGerente regional da EMATER-MG em Juíz de Fora.

12h — Almoço

14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+

Palestrantes:

  • José Mário Lobo Ferreira – Pesquisador em agroecologia na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Participa do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Montanhas Brasileiras e do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos). 
  • Rodrigo Dantas – Coordenador do Plano ABC+ e Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.
  • Renata Maria de Araújo – Superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas na SEMAD-MG.

Mediador:

  • Rogério Jacinto Gomes – Coordenador Técnico Regional da EMATER-MG em Viçosa. Conselheiro, por Minas Gerais, da Federação Brasileira de Plantio Direto – FEBRAPD.

15h30 — Coffee break

16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável

Palestrantes:

  • Miguel Marques Gontijo Neto – Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (CNPMS).
  • Alexandre Romeiro de Araújo – Pesquisador da Embrapa lotado no Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Corte. 
  • Felipe Morbi – Empresário, fundador da Soleum e executivo em bioeconomia, agronegócio e desenvolvimento de cadeias produtivas de base biotecnológica.

Mediador:

  • Luis Eduardo Rangel – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.

3° Dia – 28/05

9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas

Palestrantes:

  • Jonathas de Alencar Moreira – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA, onde atualmente ocupa o cargo de Coordenador-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento.
  • Elvânia Batista Guimarães Andrade – Coordenadora de Crédito Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA).
  • Bruno Machado Gonçalves – Gerente de Agronegócio do Banco do Brasil.

Mediador:

  • José Henrique Chiarini Pena Barbosa – Gerente da Divisão de Programas Especiais da EMATER-MG.

10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva

Palestrantes:

  • Luís Tadeu Assad – Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS).
  • Humberto Pereira – Coordenador Geral de Articulação Federativa para o Abastecimento Alimentar, do departamento de Aquisição de e Distribuição de Alimentos Saudáveis (DEPAD), da Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN), no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
  • Liana Jayme Borges – Docente de Nutrição e Coordenadora do Centro Colaborador em Nutrição e Alimentação Escolar da Universidade Federal de Goiás (Cecane/UFG).

Mediador:

  • Otávio Martins Maia – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.

12h — Almoço

14h — Mesa 6: Organização social e mercados

Palestrantes:

  • Alair Ferreira de Freitas – Professor do Departamento de Economia Rural da UFV. Bolsista de produtividade do CNPQ, atua em projetos nas áreas de cooperativismo, políticas públicas e desenvolvimento rural. 
  • Narayemir Suruí – Presidente da Cooperaiter – Cooperativa de Produção e Desenvolvimento do Povo Indígena Paiter Suruí.
  • Valdir Rodrigues – Presidente da Coopervap.

Mediadora:

  • Ana Laura Veloso – Coordenadora Técnica Regional da EMATER-MG.

16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)

Palestrantes:

  • Jane Terezinha da Costa Pereira Leal – Coordenadora Técnica Estadual em Saneamento Ambiental da EMATER-MG. Autora do Artigo 1: Fossa Ecológica Tevap.
  • Leonardo Climaco –  Extensionista agropecuário II da EMATER, Engenheiro agrônomo formado na UFSC e mestre em zootecnia pela UFMG. Autor do Artigo 2: Manejo Agroecológico de Pastagens.
  • Bruno Luís Rosa – Extensionista agropecuário II da EMATER-MG, e concluinte do mestrado em Tecnologias e Inovações Ambientais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Autor do Artigo 3: Extensão Rural Regenerativa e ODS
  • Rebeca Patrícia Omena Garcia – Extensionista agropecuário II da EMATER,  Graduada em Agronomia (2012) pela Universidade Federal do Amazonas, mestrado (2014) e doutorado (2017) pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal da UFV. Autora do Artigo 4: Plantas de cobertura em cafeicultura.

Mediador:

  • Nauto Martins – Coordenador Técnico Estadual de Bovinocultura da EMATER-MG.

18h — Encerramento

Esperamos você!


PRS-Cerrado realiza entrega da biofábrica da COOPERFAN em Paracatu-MG

Na última quinta-feira, dia 7, a Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares do Noroeste de Minas (COOPERFAN) recebeu sua fábrica de bioinsumos em Paracatu, Minas Gerais, um Benefício Coletivo entregue com recursos do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado). A estrutura chega com o objetivo de ampliar o acesso dos agricultores a tecnologias sustentáveis através da produção local, diminuindo a dependência a meios externos e, ao mesmo tempo, fortalecendo a agricultura familiar da região. 

A entrega aconteceu durante o Dia de Campo realizado no galpão do produtor que sedia a biofábrica da Organização Socioprodutiva (OSP). Representantes do PRS – Cerrado participaram da cerimônia, destacando a contribuição do Benefício Coletivo para o fortalecimento da agricultura familiar, a ampliação do acesso aos bioinsumos e o incentivo às práticas produtivas sustentáveis de baixa emissão de carbono.

Estiveram presentes, além da equipe de campo do projeto em Minas Gerais, a Coordenadora de Finanças Verdes, Vanessa Silva, e a Gerente de Benefícios Coletivos, Vânia Fernandes. Elas falaram sobre o papel do IABS na promoção do desenvolvimento sustentável para os produtores e produtoras rurais. 

“É por eles que a gente se move. Estar vendo aqui todo mundo reunido e com o mesmo objetivo é quando a gente enxerga que realmente alcançamos os objetivos do projeto”, disse Vanessa.

“A biofábrica estruturada vai começar a atender e vai fortalecer ainda mais a agricultura familiar, vai fortalecer as tecnologias apoiadas pelo projeto”, completou Vânia.

Dia de Campo reforçou o impacto dos bioinsumos para os produtores rurais

Ao longo da programação do dia, as extensionistas agropecuárias representantes da EMATER-MG, Ingrid Mara Bicalho, doutora em Microbiologia, e Jordany Gomes, doutora em Horticultura, falaram sobre conceitos e aplicações dos bioinsumos para os produtores e produtoras. Elas explicaram que materiais orgânicos do cotidiano podem ser aproveitados na formulação desses insumos, promovendo o reaproveitamento de resíduos. Ainda destacaram que alguns dos benefícios mais relevantes dos bioinsumos são a redução do contato dos produtores rurais com produtos tóxicos e o aumento da retenção de água no solo promovido pelos materiais.

Já o palestrante Fábio Barbosa, extensionista de bem-estar social da EMATER e sociólogo, explicou que houve um aumento recente de 16% para 27% na busca por bioinsumos nos últimos meses. Isso reflete diretamente a instabilidade no mercado internacional de insumos convencionais. Segundo ele, esse tem sido um importante fator de incentivo para os produtores e produtoras buscarem alternativas mais acessíveis e sustentáveis.

A programação também contou com uma palestra do Dr. Carlos Henrique da Silva, da OAB, sobre a legislação do mercado de crédito de carbono e sobre como as tecnologias sustentáveis podem contribuir para o sequestro de carbono e melhoria da produtividade no campo. Foram citadas práticas como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), o plantio direto e o uso de bioinsumos, consideradas estratégicas na geração de benefícios ambientais e agregação de valor à produção rural.

A entrega da biofábrica, viabilizada pelo PRS – Cerrado em conjunto com a COOPERFAN, reforça o papel do projeto na promoção de práticas de baixa emissão de carbono, apoiando a transição para modelos produtivos mais sustentáveis no Cerrado brasileiro.

Autoridades participaram da cerimônia de entrega da biofábrica

Autoridades como Caio Silva Quirino, Secretário Municipal de Agropecuária de Paracatu, e o vereador Kassius Kennedy estiveram presentes na solenidade de abertura da biofábrica. O vereador reforçou a importância de estruturas como essa dentro do cenário de avanço da agricultura familiar em Paracatu. 

Ele destacou a participação do setor no abastecimento da alimentação escolar local, onde 43 unidades já são atendidas, e a perspectiva de alcançar a demanda total do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

Além deles, participaram da entrega a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) de Paracatu e Unaí, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), o Instituto Estadual de Florestas (IEF), as Secretarias de Agricultura e Educação de Paracatu, a Rede Terra, empresa de ATER do PRS – Cerrado que conduziu a entrega, a OAB Paracatu, a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (COOPERVAP) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

O que são bioinsumos?

Os bioinsumos são utilizados na produção agropecuária com o objetivo de auxiliar em questões como o desenvolvimento das plantas, o controle de pragas e a melhora na qualidade do solo. Eles são produtos de origem biológica, a partir de, por exemplo, microrganismos, esterco e restos vegetais, como uma alternativa aos insumos químicos tradicionalmente usados no campo.

Por isso, a biofábrica da COOPERFAN surge como uma ferramenta na redução do uso de agrotóxicos e de fortalecimento da agricultura familiar, tornando os bioinsumos facilmente acessíveis e de mais baixo custo em razão da produção local. Eles ainda ajudam na retenção de água no solo, aumento da biodiversidade através da redução no uso de produtos tóxicos e da manutenção da vida e das cadeias locais e, consequentemente, ajudam a reduzir os impactos ambientais da produção agrícola.  

O que são os Benefícios Coletivos?

Os BCs entregues pelo PRS – Cerrado são bens e serviços de uso comum, que tragam ganhos para os grupos vinculados às associações, sindicatos e cooperativas rurais em questão. Eles devem fortalecer as organizações oferecendo suporte técnico, informacional e gerencial com potencial de renda.

Eles começaram a ser entregues em 2024, com o objetivo de fortalecer cadeias de valor da agropecuária de baixa emissão de carbono, assim como a produção e comercialização de responsabilidade das OSPs parceiras do projeto. Até fevereiro de 2026, 177 benefícios já haviam sido entregues para 40 organizações parceiras.


ATER do PRS - Cerrado já impactou mais de 2 mil produtores rurais

“Se não fosse os técnicos, a gente tava perdido aqui”, diz Ariston Vieira, produtor rural impactado pela atuação do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado) em Santa Rita do Pardo, no Mato Grosso do Sul. 

Há 25 anos no assentamento São Thomé, durante os quais passou períodos sem qualquer auxílio, ele conta que “o programa Cerrado chegou aqui e ajeitou tudo.” Assim como ele, mais de 2 mil produtores rurais foram impactados pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do PRS – Cerrado.

Na propriedade de Ariston, a ação do PRS – Cerrado ficou marcada pela entrega de insumos agrícolas, como adubo para plantações, através da obtenção de Benefícios Coletivos (BCs), e, em especial, pelas ações realizadas por serviços técnicos qualificados pelo projeto. Nesse caso, o destaque, segundo o próprio produtor, está no manejo eficaz e sustentável de gado e pastagens. “O atendimento técnico dos meninos ajuda a fazer a formação de pastagem, que se não fosse ele a gente tava perdido também”, conta.

A ATER impacta diretamente todas as áreas de atuação do PRS no cerrado, compreendendo os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, auxiliando os produtores(as) na aplicação prática das técnicas e ensinamentos promovidos pelo projeto através de cursos de capacitação e dos Dias de Campo (DCs). Durante o período de atuação do projeto, até fevereiro de 2026, foram realizados 176 DCs de ATER coletiva

No caso de Ariston, a ATER foi essencial, segundo seu relato, pelo momento atual de produtividade das terras. Ele mostra a área semeada, em processo de cultivo, graças aos insumos disponibilizados pelo projeto, e as áreas plantadas com o capim-açu usado para a criação de gado. Os técnicos prestam orientações sobre a recuperação e reforma de pastagem degradada. Ele agradece ao apoio do PRS-Cerrado pela saúde e sucesso de sua produção.

Produtores(as) são capacitados sobre diversos pontos do dia a dia rural

Ernando Aguilar, monitor de campo na área do Mato Grosso do Sul destaca que a ATER capacita os produtores sobre temáticas como a diversificação produtiva, bioinsumos, tecnologias de baixa emissão de carbono. Além disso, questões como o acesso ao crédito rural e regularização ambiental têm sido frequentes, acompanhando as jornadas de aprendizado oferecidas pelo PRS-Cerrado nos cursos com ATECs, cursos presenciais e Dias de Campo. 

E os resultados se comprovam no dia a dia. “Manejo de gado, análise de solo, manejo de pastagens, tudo isso tem nos ajudado”, contam Juvan e Valdirene, do Assentamento Esperança, em Anaurilândia, no Mato Grosso do Sul. 

Os DCs de ATER coletiva, momento que possibilita a troca entre esses beneficiários(as) e as instituições técnicas, continuam acontecendo ao longo dos próximos meses.

Sobre a ATER

A Assistência Técnica e Extensão Rural do PRS-Cerrado faz parte do escopo de atuação do projeto no caminho para implementar o desenvolvimento sustentável no Cerrado. Ao todo, cerca de 3 mil produtores(as) são atendidos pelo serviço.

O grande objetivo é oferecer qualificação produtiva e ambiental aos beneficiários(as) da região, alinhada às diretrizes do Plano ABC+. Com o apoio dos(as) técnicos(as), são promovidas práticas sustentáveis que contribuem para a redução da emissão de carbono, melhoria do uso do solo e aumento da produtividade e renda dos(as) produtores(as) atendidos(as).

Com essas ações, a produtividade local é fortalecida e ampliada, beneficiando os trabalhadores com mais ofertas de mercado e aumento na geração de renda, ao mesmo tempo em que a área de impacto das tecnologias de baixa emissão de carbono (como RPD, ILPF, SAF, entre outras) e produção sustentável se torna ainda mais abrangente na região. 

Além disso, as empresas parceiras de ATER atendem ao próprio interesse dos produtores(as) em agregar conhecimentos, aplicando na prática os ensinamentos das ações formativas oferecidas pelo PRS-Cerrado, como os cursos de EAD Introdutório e Avançado, Cursos Presenciais e Seminários.

As instituições responsáveis pelo atendimento prestado em campo também são capacitadas pelo projeto, a fim de garantir qualidade e padrão nos serviços prestados aos(às) beneficiários(as).


Cursos realizados pelo PRS - Cerrado capacitam ATECs em Crédito Rural e Regularização Ambiental

O Projeto Rural Sustentável - Cerrado (PRS - Cerrado) realizou mais uma edição dos cursos presenciais para Assistentes Técnicos (ATECs) no mês de fevereiro. As ações aconteceram nas cidades de Campo Grande (MS), entre os dias 03 e 05 de fevereiro, e Belo Horizonte (MG), dos dias 24 a 26 do mesmo mês. Os encontros abordaram tópicos como o Crédito Rural e a Regularização Ambiental.

Formação dinâmica sobre a rotina no meio rural

No total, a edição contou com 40 participantes (21 no Mato Grosso do Sul e 19 em Minas Gerais) que aprofundaram conhecimentos sobre a legislação ambiental, regularização ambiental e acesso ao crédito rural, em uma formação pensada para qualificar a assistência prestada aos produtores rurais, contribuindo com o desenvolvimento rural sustentável e o cumprimento de normas ambientais.

As aulas combinaram explicações teóricas, atividades práticas e dinâmicas coletivas para uma formação completa. Através de metodologias de facilitação grupal e da Aprendizagem Baseada em Problemas (PBL – Problem Based Learning), os ATECs foram treinados para identificar problemas, desenvolver pesquisas e análises, e elaborar planos de ações a partir de situações reais inspiradas em suas próprias rotinas no campo.

Os especialistas mediadores dos encontros em Campo Grande foram profissionais da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (AGRAER-MS) e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL). Já em Minas Gerais, as instituições parceiras foram a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-MG) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF). Eles responderam às dúvidas trazidas pelos próprios participantes a partir de suas experiências.

Os analistas ambientais do IMASUL, Francielly Gama Ortega e Michael Aguirre Pereira, ainda ofereceram uma aula prática sobre o acesso ao SIRIEMA (Sistema IMASUL de Registros e Informações Estratégicas do Meio Ambiente). A plataforma online permite o acompanhamento de processos, além do cadastro, acesso e monitoramento de políticas públicas para os ATECs no Mato Grosso do Sul.

A iniciativa reforça a ação do PRS - Cerrado na promoção de práticas produtivas alinhadas à sustentabilidade através da capacitação técnica.


PRS - Cerrado finaliza ciclo de cursos presenciais para ATECs em Goiás

O Projeto Rural Sustentável - Cerrado realizou, entre os dias 12 e 14 de agosto, o último curso presencial voltado a Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) que prestam assistência aos beneficiários(as) do Projeto. A capacitação aconteceu em Goiânia (GO) e reuniu 22 técnicos(as) das seguintes empresas: ZOOTEC, Tecnosol, AEPAGO e Rede Amazônia.

Com apoio da EMATER-GO e da SEMAD-GO, o curso teve como objetivo contribuir com a qualificação técnica dos agentes e alinhar seus conhecimentos aos temas relevantes do Projeto, como regularização ambiental de propriedades rurais e crédito rural. Ao capacitar os(as) agentes com esse conjunto de conhecimentos, busca-se qualificar ainda mais o atendimento nas propriedades, garantindo que os(as) produtores(as) recebam informações claras, atualizadas e úteis para tomar decisões conscientes e sustentáveis em suas atividades produtivas.

“Sabemos que existem diversas dificuldades para o produtor rural acessar o crédito rural, que vai desde a regularização da propriedade até a documentação necessária. Esse curso foi muito importante para preparar a nossa equipe para atender essas demandas dos produtores rurais no acesso ao crédito e terem sucesso nas suas atividades.”

Cássia Alexandrino, coordenadora da Rede Amazônia

“Foi um curso muito produtivo que trouxe soluções que podemos levar aos produtores na parte dos benefícios do crédito rural e como é fundamental para o negócio dele continuar caminhando de forma sustentável.”

Mateus Lobo, agente técnico da Tecnosol

“Esse curso veio no momento certo para o nivelamento dos ATECs que estão em campo, nos trazendo mais informação e, consequentemente, mais inovação para os produtores.”

Mariel Fernanda Camargo, agente técnica da ZOOTEC

Cursos Presenciais: do conhecimento à prática

Por meio de palestras expositivas, dinâmicas de integração, estudo de caso e oficinas práticas, os Cursos Presenciais criaram um espaço de troca de conhecimentos e tira-dúvidas sobre os temas abordados e as atividades de assistência técnica e extensão rural realizadas dentro do Projeto.

Essa foi a 2ª edição do curso – ao todo, mais de 100 profissionais dos quatro estados de atuação do PRS - Cerrado (Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais) receberam a capacitação ao longo dos meses de julho e agosto. As atividades fizeram parte da Jornada de Aprendizagem do Programa de Capacitação do PRS - Cerrado,  iniciada pela parte teórica, desenvolvida nos cursos de Ensino a Distância – EaD Introdutório e EaD Avançado, e finalizada na parte prática com os Cursos Presenciais.

Leia também:

PRS – Cerrado realiza curso presencial para ATECs em Minas Gerais

Mato Grosso do Sul recebe curso presencial para ATECs do estado

ATECs do Mato Grosso passam por curso presencial do PRS – Cerrado


ATECs do Mato Grosso passam por curso presencial do PRS - Cerrado

O município de Cuiabá, no Mato Grosso, recebeu uma nova atividade do Projeto Rural Sustentável - Cerrado entre os dias 5 a 7 de agosto: um Curso Presencial voltado a Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) que prestam assistência aos beneficiários(as) do Projeto. Ao todo, estiveram presentes 18 técnicos(as), sendo eles das empresas SIA, COORDENADA, Rede Amazônia, Cavalheiro e ZOOTEC.

O objetivo do curso foi contribuir com a qualificação técnica dos agentes e alinhar seus conhecimentos aos temas relevantes do Projeto, como regularização ambiental de propriedades rurais e crédito rural, que foram desenvolvidos pelas instituições  parceiras do PRS - Cerrado, EMPAER-MT e SEMA-MT.

A agente da COORDENADA, Débora Campos Marcilio, participou do curso e contou que a capacitação levantou pontos essenciais para a atuação do dia a dia. “Muitas dessas coisas nós não aprendemos em sala de aula, então foi muito interessante ter essa semana de capacitação”. Ela completou: “O Projeto Rural Sustentável vai muito além da prática de campo, trabalhamos com a mudança de pensamento em fortalecer a possibilidade do desenvolvimento sustentável – de que a sustentabilidade é viável economicamente e ambientalmente.

Cleiton Cavalheiro, agente técnico da empresa Cavalheiro, também estava presente e, segundo ele, “sem dúvidas, o curso teve uma contribuição muito rica para o desenvolvimento tanto profissional, quanto pessoal, da nossa equipe e de todos os participantes”.

Cursos Presenciais: do conhecimento à prática

Por meio de palestras expositivas, dinâmicas de integração, estudo de caso e oficinas práticas, os Cursos Presenciais têm o objetivo de criar um espaço de troca de conhecimentos e tira-dúvidas sobre os temas abordados e as atividades de assistência técnica e extensão rural realizadas dentro do Projeto. Ao capacitar os(as) agentes com esse conjunto de conhecimentos, busca-se qualificar ainda mais o atendimento nas propriedades, garantindo que os(as) produtores(as) recebam informações claras, atualizadas e úteis para tomar decisões conscientes e sustentáveis em suas atividades produtivas.

As atividades fazem parte da Jornada de Aprendizagem do Programa de Capacitação do PRS – Cerrado,  iniciada pela parte teórica, desenvolvida nos cursos de Ensino a Distância – EaD Introdutório e EaD Avançado, e finalizada na parte prática com os Cursos Presenciais.


Mato Grosso do Sul recebe curso presencial para ATECs do estado

Entre os dias 9 e 11 de julho, o Projeto Rural Sustentável - Cerrado promoveu, em Campo Grande (MS), um Curso Presencial voltado a Agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATECs) que prestam assistência aos beneficiários(as) do Projeto. O evento contou com uma parceria com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul – IMASUL e a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – AGRAER, visando contribuir com a qualificação técnica dos agentes e alinhar seus conhecimentos aos temas relevantes do Projeto, como regularização ambiental, crédito rural e tecnologias de baixa emissão de carbono.

Estiveram presentes 43 participantes, incluindo ATECs das seguintes empresas que atendem ao Projeto: ADEOP, Biolabore, Coopaer, Secaf e Simbiose. Entre os conceitos abordados durante a capacitação, estavam a regularização ambiental e crédito rural como caminhos para a implantação de tecnologias sustentáveis nas propriedades, além de orientações práticas sobre linhas de crédito rural, suas finalidades, condições e quem pode acessá-las.

Foram três dias muito proveitosos e vamos levar muitos conhecimentos para a propriedade e para os produtores que atendemos”, ressalta o agente da ADEOP, Marciano Hindersmann.

O agente da Biolabore, Juliano Casagrande, compartilha a sua experiência e a importância da capacitação para o trabalho sustentável no campo: “Esse treinamento que tivemos é o que vai levar informações necessárias e gerar qualificação para o agricultor, para que assim ele possa desenvolver a questão ambiental em sua propriedade.

Cursos Presenciais: do conhecimento à prática

Por meio de dinâmicas de integração, estudo de caso e oficinas práticas, os Cursos Presenciais têm o objetivo de criar um espaço de troca de conhecimentos e tira-dúvidas sobre as atividades de assistência técnica e extensão rural realizadas dentro do Projeto. Ao capacitar os(as) agentes com esse conjunto de conhecimentos, busca-se qualificar ainda mais o atendimento nas propriedades, garantindo que os(as) produtores(as) recebam informações claras, atualizadas e úteis para tomar decisões conscientes e sustentáveis em suas atividades produtivas.

As atividades fazem parte da Jornada de Aprendizagem do Programa de Capacitação do PRS – Cerrado,  iniciada pela parte teórica, desenvolvida nos cursos de Ensino a Distância – EaD Introdutório e EaD Avançado, e finalizada na parte prática com os Cursos Presenciais.


PRS - Cerrado lança o Programa Futuro Sustentável em parceria com o Canal Futura

Com o objetivo de levar cada vez mais conhecimento aos produtores e produtoras rurais, o PRS - Cerrado está lançando o “Programa Futuro Sustentável: o que dizem os especialistas”, em parceria com o Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho. Ao todo, são três episódios disponíveis on-line e que trazem temas variados dentro da realidade rural, sendo eles: Regularização Ambiental (CAR), Crédito Rural e Incentivos, e Certificações.

Na presença de especialistas, as temáticas são abordadas de forma acessível em rodas de conversas, visando se comunicar diretamente com o público rural em busca de uma produção mais sustentável, inclusiva e eficiente. A mediação dos episódios foi feita pela apresentadora Karen Souza.

Regularização Ambiental, o CAR

O primeiro passo para a regularização ambiental de uma propriedade é o Cadastro Ambiental Rural, o CAR, que permite o(a) produtor(a) rural padronizar dados ambientais de seu imóvel rural, facilitando o planejamento ambiental e econômico, podendo se beneficiar de políticas públicas. E é exatamente esse o primeiro assunto que dá início à roda de conversas do Programa Futuro Sustentável.

Participaram do momento o Diretor de Regularização Ambiental Rural do Serviço Florestal Brasilero, Marcus Vinícius Alves, a Analista Ambiental do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais, Janaína Mendonça Pereira, e a Coordenadora Operacional do Projeto Rural Sustentável - Cerrado, Kamila Rocha.

O CAR é um cadastro que busca apresentar a expressão da propriedade ou da posse rural nos termos do código florestal e esse cadastro vai servir como insumo para uma análise de conformidade ambiental. Ou seja, essas informações vão permitir o Estado brasileiro analisar se a propriedade está em conformidade com as áreas protegidas pelo código florestal e, se não for o caso, quais são as medidas que precisarão ser adotadas pelo proprietário para que o código florestal venha a ser atendido”, explica o Diretor de Regularização Ambiental Rural do Serviço Florestal Brasileiro, Marcus Vinícius Alves.

Em seguida, a Analista Ambiental Janaína Mendonça, completa: “A regularização, portanto, é a finalidade do processo, que seria justamente ter a vegetação nativa na propriedade.

Assista a conversa completa no vídeo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=SR7iVpbv_9E&list=PLb97GwY49gU_PpmJuqJvJre-Qvsr22VwT&index=2

Crédito Rural e Incentivos

Após estarem com a regularização em dia, produtores e produtoras podem aplicar para linhas de créditos e incentivos que estimulam a atividade agropecuária e oferecem a possibilidade de se tornarem mais competitivos no mercado. Essas fontes de recursos financeiros são ferramentas que estão sendo colocadas em prática para desenvolver e incentivar práticas mais sustentáveis no campo, sem deixar de lado o aumento da produtividade e do lucro.

A conversa envolveu o Auditor Fiscal Federal e Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rangel, o Secretário-Executivo de Agricultura Familiar de Povos Originários e Comunidades Tradicionais da SEAF/Semadesc-MS, Humberto de Mello, e o Gerente de Ciência do Clima do Imaflora, Paulo Camuri.

O agricultor faz um esforço muito grande para tentar produzir e tirar o seu sustento de uma atividade naturalmente difícil como a agropecuária, então o instrumento sustentável que nós oferecemos também precisa ser lucrativo. Primeiro, a sustentabilidade vem como um cobenefício e, logo em seguida, vem a consciência – o produtor se educa e percebe as inúmeras vantagens de se adotar práticas sustentáveis. Assim, elas se disseminam de maneira muito mais eficiente”, destaca o Auditor Fiscal Federal e Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária, Luís Rangel.

Aprenda mais sobre o assunto no episódio completo:

https://www.youtube.com/watch?v=JOY4I1cj18Q&list=PLb97GwY49gU_PpmJuqJvJre-Qvsr22VwT&index=3

Certificações

No terceiro e último episódio do “Programa Futuro Sustentável: o que dizem os especialistas”, o debate se forma em torno das certificações e como elas impactam na vida dos(as) produtores(as), do mercado e dos consumidores. Com o objetivo de garantir a qualidade do alimento, dar segurança a quem consome e promover a sustentabilidade dos produtos, as certificações agregam valor para a produção e permitem que o(a) produtor(a) acesse um mercado cada vez mais ampliado.

Para explicar melhor o assunto, o programa trouxe os especialistas Lara Souza, Coordenadora-Geral de Produção Vegetal do Ministério da Agricultura e Pecuária, Rogério Dias, Conselheiro do Instituto Brasil Orgânico, e Matheus Monteiro, Gerente de Certificações e Incentivos do Projeto Rural Sustentável - Cerrado.

Durante a conversa, o Conselheiro do Instituto Brasil Orgânico, Rogério Dias, ressalta que “quanto mais global é o mercado, mais importante é a certificação. Quando você tem uma produção local para um mercado local, você tem o contato direto com quem produz e quem consome. Mas na hora que os produtos começam a sair do seu lugar de produção, a certificação passa a ser uma forma de dar credibilidade àquilo que você está comprando.

Confira o episódio completo abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=N3DBLvJlIrw&list=PLb97GwY49gU_PpmJuqJvJre-Qvsr22VwT&index=4