Evento de Encerramento do PRS-Cerrado marca o conhecimento como legado permanente do projeto

Após sete anos promovendo a implantação de práticas agropecuárias sustentáveis no Cerrado, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) encerrou suas atividades. O momento foi marcado por um Seminário de Finalização, realizado entre 5 e 6 de agosto, na sede do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), em Brasília. Durante os dois dias, parceiros, beneficiários e a equipe executora se reuniram para relembrar experiências e aprendizados, compartilhar os resultados alcançados ao longo dos anos, e discutir o legado de conhecimento e cooperação deixados pelo projeto.

Abrindo o seminário, o Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado, Luís Tadeu Assad, relembrou a trajetória construída desde o início da iniciativa e prestou reconhecimento às equipes e instituições que participaram dessa trajetória.

“Não é fácil trabalhar no terceiro setor. Muitas vezes você tem a máquina de execução, mas não tem o poder de decisão”, afirmou. Ao destacar o encerramento do projeto, Tadeu ressaltou a importância de “passar uma resposta pública de tudo que foi feito”, celebrando os resultados alcançados sem deixar de olhar para os desafios futuros. Ele ainda prestou um agradecimento às equipes, parceiros e beneficiários que contribuíram para a execução das ações.

Representando o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Hernando Hintze destacou que a experiência construída pelo PRS-Cerrado demonstra como desafios locais podem gerar impactos positivos em escala global. Segundo ele, o compromisso assumido pelos parceiros fortalece o papel do Brasil como referência na promoção de uma agricultura sustentável, ao mesmo tempo em que evidencia a importância do trabalho desenvolvido diretamente nos territórios.

Ao agradecer às equipes que atuaram nos quatro estados atendidos pelo projeto, Hernando ressaltou que a mobilização junto aos produtores rurais foi essencial para os resultados alcançados. Também enfatizou que o conhecimento construído durante a execução permanecerá nas instituições e organizações parceiras que seguem atuando diariamente com os agricultores.

A importância da construção coletiva também foi destacada por Ladislau Araújo Skorupa, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que ressaltou o trabalho conjunto realizado ao longo da execução do projeto e o papel dos multiplicadores na continuidade das ações. “Os multiplicadores são essenciais num projeto dessa grandeza e vão garantir a continuidade dessas ações”, afirmou.

Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que um dos principais resultados do PRS-Cerrado foi a comunidade construída em torno do enfrentamento das mudanças climáticas e da segurança alimentar. Segundo ele, o projeto foi capaz de aproximar diferentes atores, valorizar os conhecimentos das comunidades e promover uma troca permanente de experiências entre pesquisadores, técnicos e produtores rurais.

“Não precisa ser um encerramento. O fechamento de um ciclo nesse formato, mas as conexões formadas pelo projeto vão continuar e têm um efeito multiplicador”, afirmou. Para ele, o legado do PRS-Cerrado está justamente na continuidade dessas relações e no conhecimento compartilhado ao longo dos últimos anos.

Na mesma direção, a diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Mônica Cavalcanti, destacou que um dos maiores resultados do projeto foi a presença constante das equipes junto aos produtores rurais. Ao comentar a realização de centenas de dias de campo e das ações desenvolvidas nos municípios participantes, afirmou que esse trabalho “olho no olho do produtor”, baseado na presença e na construção de conexões nos territórios, representa uma das entregas mais significativas do PRS-Cerrado. Também ressaltou o alinhamento das metodologias aos princípios do Plano ABC+, especialmente pela valorização da governança regional e local e pelo protagonismo das equipes que conhecem as necessidades de cada território.

Já a Coordenadora Operacional do PRS-Cerrado, Kamila Rocha, apresentou um panorama da trajetória do projeto, destacando sua estrutura, as principais frentes de trabalho e os legados construídos ao longo dos sete anos de execução. As informações foram o ponto de partida para painéis temáticos realizados durante o seminário, que aprofundaram as experiências vividas em cada âmbito de atuação.

Vozes do Cerrado mostram como o projeto transformou realidades nos territórios

Olhando para os resultados concretos na vida de quem foi impactado pelo PRS-Cerrado, o seminário colocou em destaque as histórias dos produtores rurais beneficiários.

Thiago Ferreira Costa, representante da Cooperativa da Agricultura Familiar de Unaí (COOPERAGRO), de Minas Gerais, relembrou os desafios enfrentados para mobilizar os produtores rurais e consolidar o trabalho da cooperativa. Segundo ele, o PRS-Cerrado foi o primeiro projeto a investir na organização, fortalecendo sua atuação junto às famílias agricultoras. “A credibilidade foi sendo conquistada conforme as coisas aconteciam e as pessoas conheciam o projeto”, destacou, ao afirmar que a expectativa é dar continuidade ao trabalho e ampliar o atendimento a outras famílias da região.

Experiência semelhante foi compartilhada por Miguel Henrique da Silva, da Associação dos Pequenos Agricultores do Município de Sapezal (MT). Ele relembrou a trajetória da organização no apoio aos pequenos produtores e destacou que o PRS-Cerrado representou o primeiro incentivo externo recebido pela associação, por meio da assistência técnica e das capacitações. Ele ainda destacou a diferença que os benefícios coletivos fazem na vida dos pequenos produtores.

A valorização da agricultura familiar e da atuação das mulheres também esteve presente. Representando a AESAGO, a Irmã Maria Inês de Oliveira destacou que o apoio do projeto fortaleceu a entidade e ampliou as condições de trabalho dos pequenos produtores. Ela falou sobre como é possível conciliar produção de alimentos e conservação ambiental. “Não temos o direito de devastar o Cerrado para produzir alimento. Dá para fazer tudo junto, protegendo o Cerrado e produzindo alimento de maneira muito limpa”, afirmou.

Maria José Vieira, da Associação de Santa Luzia (MS), também relembrou as dificuldades enfrentadas pela comunidade antes da chegada do projeto, quando faltavam recursos e equipamentos para a produção. Segundo ela, o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de produzir e fortaleceu a participação das mulheres na busca por novas oportunidades para a comunidade. “O PRS, em toda a minha vida, foi o único projeto que veio de encontro com os pequenos produtores, que chegou diretamente nos pequenos e médios produtores”, destacou.

O protagonismo feminino também marcou a trajetória da AGROBIO, em Goiás. Marivalda Aparecida dos Santos relatou os desafios enfrentados por um grupo inicialmente formado por nove mulheres para acessar recursos e consolidar a organização. Ela destacou que o apoio das políticas públicas e os investimentos realizados pelo PRS-Cerrado foram fundamentais para fortalecer a associação e incentivar a participação feminina.

Representando a Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara do Buriti (MS), Lucinéia de Jesus Domingos ressaltou que o projeto promoveu impactos positivos em todas as comunidades atendidas e fortaleceu iniciativas como a padaria das mulheres, a agroindústria da mandioca e a produção de mel. Segundo ela, além das melhorias na estrutura produtiva, o projeto impulsionou o desenvolvimento pessoal dos participantes e fortaleceu a organização comunitária, estimulando os jovens a permanecerem no território.

O representante da comunidade Haliti Paresi, Kevelen, também falou sobre a experiência de seu povo. Ele destacou que a parceria com o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de desenvolver a agricultura familiar dentro da Terra Indígena, respeitando as características e os desafios locais. Ela agradeceu o apoio técnico recebido durante a execução do projeto e ressaltou que os conhecimentos compartilhados fortaleceram a cooperativa e a produção voltada ao abastecimento das próprias comunidades.

Assistência técnica, capacitação e pesquisa: o conhecimento como legado do PRS-Cerrado

Além das histórias de impacto, as discussões realizadas ao longo do seminário evidenciaram que um dos principais legados deixados pelo PRS-Cerrado está na construção e disseminação do conhecimento. Diferentes painéis destacaram como os eixos de assistência técnica, capacitação e a pesquisa contribuíram para fortalecer produtores rurais, organizações locais e profissionais que seguem atuando nos territórios.

A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) foi apresentada como um dos pilares da metodologia adotada pelo projeto. Ao apresentar a trajetória do PRS-Cerrado com a ação, a coordenadora Marília Ramos destacou que a estratégia foi construída para combinar tecnologia, sustentabilidade e melhoria das condições de vida dos pequenos e médios produtores rurais.

Ela lembrou que o projeto estruturou uma trilha metodológica própria, iniciada ainda durante a pandemia, que envolveu a seleção das empresas executoras, a criação de um sistema de acompanhamento das atividades e a definição das Unidades Demonstrativas (UDs), Unidades Multiplicadoras (UMs) e Organizações Socioprodutivas (OSPs) participantes. Também apresentou a Carta de Recomendações elaborada durante o Seminário de ATER, que reúne propostas para fortalecer institucionalmente a assistência técnica e ampliar a integração entre entidades públicas e privadas.

Os participantes ressaltaram que o diferencial da metodologia esteve na proximidade com os produtores e na adaptação das soluções às realidades de cada propriedade. Para Nauto Martins, coordenador técnico estadual de Bovinocultura da EMATER-MG, “os técnicos são agentes de desenvolvimento” e o trabalho deve manter o foco nas pessoas e em suas necessidades. “Não tem como encerrar algo que se torna perene quando você traz conhecimento”, afirmou ao destacar que a parceria ampliou o acesso dos produtores a uma assistência técnica “de mais qualidade, de mais consistência”.

A permanência desse legado também foi destacada por Adriano de Arruda, da SIMBIOSE, ao afirmar que o projeto contribuiu para a formação de capital social e capital técnico nos territórios, fortalecendo as conexões entre organizações locais e outras instituições parceiras. Já Marcos Mariani, da SECAF, lembrou que projetos dessa natureza “são movidos por pessoas” e ressaltou o papel dos monitores de campo na articulação entre produtores, organizações e equipes técnicas, além da necessidade de ampliar o acesso das comunidades rurais a direitos e serviços básicos.

Na perspectiva dos beneficiários, o produtor rural Otacílio Cândido destacou que um dos diferenciais do PRS-Cerrado foi a metodologia utilizada para construir diagnósticos e planos de negócio junto aos produtores. Segundo ele, conquistar a confiança das comunidades exige diálogo e participação. “Nem toda ideia vai conseguir a confiança do produtor”, observou, ressaltando que esse processo foi fundamental para estimular o trabalho coletivo e fortalecer as parcerias construídas pelo projeto.

A educação também ocupou espaço central na programação. Os participantes reforçaram que a formação de produtores, técnicos, estudantes e lideranças foi uma estratégia para garantir que os conhecimentos desenvolvidos durante o projeto continuem sendo multiplicados após o encerramento das atividades.

A coordenadora de Capacitação do PRS-Cerrado, Deimiluce Lopes, explicou que as ações educativas foram estruturadas para diferentes públicos, respeitando as especificidades de cada grupo e construindo trilhas formativas voltadas à aplicação prática dos conteúdos.

Entre as iniciativas apresentadas estiveram os cursos presenciais, formações a distância, polos de apoio presencial, ações de popularização da agricultura sustentável nas escolas e o programa de mestrado profissional desenvolvido em parceria com universidades. Também ressaltou que a capacitação dos profissionais de assistência técnica foi parte essencial da estratégia para garantir uma atuação alinhada em todos os territórios atendidos.

As experiências apresentadas mostraram que os impactos dessas ações ultrapassaram o ambiente acadêmico. A professora Mariza Fernandes relatou como o projeto mobilizou estudantes, famílias e a comunidade escolar em torno das iniciativas, a partir das ações de popularização. “Eles tinham que ver acontecendo para acreditar”, lembrou ao relembrar os primeiros contatos da comunidade com o projeto. Segundo ela, o envolvimento coletivo fez com que os estudantes passassem a valorizar o próprio território e reconhecessem o conhecimento como parte do legado deixado pelo PRS-Cerrado.

A geração de conhecimento também foi apresentada como uma base para a inovação no campo. Ao abordar a frente de pesquisa do projeto, a coordenadora Marcela Vidal destacou que os estudos desenvolvidos buscaram responder a desafios específicos do bioma Cerrado, aproximando a produção científica das demandas observadas nos territórios. Segundo ela, os projetos apoiados permitiram construir soluções mais próximas da realidade dos produtores e fortalecer a adoção de tecnologias sustentáveis.

Essa conexão entre pesquisa, assistência técnica e capacitação foi retomada por Luís Tadeu Assad durante o painel, ao defender que o conhecimento precisa estar acessível para produzir transformações concretas. “A ação precisa vir do conhecimento, precisa vir com capacitação”, afirmou. Para ele, “a pesquisa é uma semente que transborda, que cresce ao longo do tempo”, reforçando a importância de fazer com que esse conhecimento alcance quem está no campo.

O debate foi complementado por discussões sobre finanças verdes, regularização ambiental e sustentabilidade produtiva. Os participantes destacaram iniciativas voltadas à certificação de propriedades, acesso ao crédito rural, regularização ambiental e implantação dos Benefícios Coletivos, estratégias que buscaram criar condições para que produtores e organizações pudessem dar continuidade às práticas sustentáveis e ampliar seu acesso a mercados e oportunidades de investimento.

Um legado que permanece

Na solenidade de encerramento oficial, representantes das instituições parceiras refletiram sobre os próximos passos para o desenvolvimento rural sustentável e reforçaram que os resultados do PRS-Cerrado ultrapassam o período de execução da iniciativa. Entre os temas debatidos estiveram a inclusão de mulheres e jovens, o fortalecimento das políticas públicas, a ampliação das parcerias e a continuidade das redes construídas ao longo do projeto.

Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que os desafios relacionados às mudanças climáticas e à segurança alimentar são comuns a diferentes países e afirmou que a rede formada pelo PRS-Cerrado representa “uma semente que foi plantada e tem muitas possibilidades de multiplicação de resultados”. Já Rodrigo Dantas, coordenador do Plano ABC+ no MAPA, ressaltou que a experiência demonstrou a importância de integrar as políticas públicas estaduais para promover mudanças duradouras no meio rural.

Os parceiros reforçaram que o maior legado do PRS-Cerrado está no conhecimento compartilhado, nas capacidades fortalecidas e nas relações construídas entre produtores, técnicos e organizações ao longo dos sete anos de execução. Ao agradecer às equipes e parceiros envolvidos, Luís Tadeu Assad destacou que esse patrimônio coletivo representa o ponto de partida para que as ações desenvolvidas pelo projeto continuem gerando impactos positivos no Cerrado.

A finalização contou, ainda, com a Premiação de Boas Práticas. rodutores rurais, profissionais de assistência técnica, organizações socioprodutivas, monitores de campo e instituições parceiras receberam homenagens pelas contribuições ao fortalecimento da agricultura sustentável nos territórios atendidos. Confira os premiados:

  • Categoria 1 – Produtores (as) Rurais

    • Pollyana de Pádua Neves de Oliveira (FAZENDA SÃO JORGE – GO) 
    • Lourenço Serraglio (MS)
    • Ana Paula Grill Seemann (Flor do Cerrado – MS)
    • Emerson Trogello (GO)
  • Categoria 2 – ATER

    • Vanessa Oliveira Franzin (GO – Fazenda São Jorge – ZOOTEC) e Suellen de Paula Fernandes (SIMBIOSE – MS – Lourenço Serraglio)
    • Ana Carolina dos Santos (MS) e Everton Mendonça Quintino (MS)
    • SIMBIOSE (MS)
  • Categoria 3 – OSPs

    • AMTR (MS) 
    • Associação dos Produtores do Assentamento Aldeia (MS)
    • Sindicato Rural de Lagoa Grande (MG)
    • Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento São Thomé – APPRAST (MS)
  • Categoria 4 – Monitores de Campo

    • Lucas Godinho (MG)
    • Ernando Aguilar (MS)
  • Categoria 5 – Menção Honrosa

    • SEMADESC (MS)
    • EMATER (MG)
    • BRACELL (MS)


Dias de Campo de Março: “Como é bom ver de perto a implantação de tecnologia feita pelo produtor”

O mês de março do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado) foi marcado pela realização de 44 Dias de Campo (DCs) nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Desses, 38 foram DCs de ATER coletiva, com o objetivo de promover a troca de experiências, práticas e aprendizados entre os assistentes técnicos ligados ao

programa e os produtores rurais das Organizações Socioprodutivas (OSPs) parceiras. Outros quatro foram os DCs especiais organizados em comemoração ao mês das mulheres

A estimativa é que, ao longo do mês, o projeto tenha envolvido 1847 pessoas nas atividades. Elas puderam participar de palestras, rodas de conversa e oficinas práticas ligadas a temas como o acesso ao crédito rural, Sistemas Agroflorestais (SAFs), integração Lavoura-Pecuária-Floresta (LPF), e técnicas de manejo para comercialização e rentabilidade de produtos. 

Minas Gerais

A rodada dos DCs abriu em Minas Gerais, no município de Lagoa Grande. O encontro aconteceu na Unidade Demonstrativa (UD) dos produtores Sebastião Ribeiro Lima e Maria Aparecida de Lima. Ela, inclusive, teve espaço para realizar uma apresentação sobre a mini agroindústria que administra. Os participantes ainda participaram de palestras e oficinas sobre o acesso à linha de crédito rural PRONAF A, além de uma roda de conversa com empresas como a Frutpres e a Central Coop Alfa, que compram e distribuem seus produtos.

Contando com ele, foram realizados 8 DCs no estado mineiro durante o mês. Os temas abordados mantiveram o padrão, levando o conteúdo a todos os produtores participantes, e incluíram, até mesmo, o uso de bioinsumos em SAFs e pastagem. Em Pompéu, no dia 24, ainda foram trabalhados o redesenho da paisagem e o uso da Cratylia. Algumas ações, como a realizada em Paracatu, contaram com apoio e fortalecimento da prefeitura.

Veja todas as datas e temas:

03/03 – Lagoa Grande – Organização da propriedade, crédito rural e tecnologias sustentáveis para aumentar a renda no campo;

07/03 – Uberlândia – Bioinsumos para hortifruti, pasto e silagem;

07/03 – Paracatu – Integração LPF, Apicultura e Avicultura;

24/03 – Pompéu– Agroecologia e redesenho da paisagem;

24/03 – Pato de Minas – Silagem de qualidade: planejamento e crédito rural para produzir mais;

25/03 – Abaeté – Agroecologia e redesenho da paisagem;

26/03 – Paracatu – Arroz na Integração lavoura e pecuária como estratégia para aumentar a produção e melhorar o solo;

31/03 – Paracatu – Manejo de pastagens, qualidade do leite e bioinsumos para aumentar a produtividade e a rentabilidade da propriedade.

Goiás

Já o Goiás recebeu 9 DCs de ATER coletiva com temas bastante variados. No distrito de Buritizinho, em Orizona, por exemplo, mais de 50 pessoas participaram de palestras sobre a Pecuária Sustentável no Cerrado. Foram abordadas questões como como as tecnologias, acesso a crédito e técnicas de manejo para aumentar a rentabilidade no setor. Lá, os produtores ainda puderam visitar estandes sobre bioinsumos, energia solar, e nutrição animal com foco na produção de silagem.

Já em Morrinhos, no último DC do mês, apesar de a temática principal ser relacionada a bioinsumos, a experiência foi prática. Os produtores aprenderam técnicas de coleta e multiplicação de microorganismos em meios de cultura caseiros. O objetivo é a produção para uso próprio desses insumos como condicionadores de solo, auxiliares no enraizamento de plantas, e no controle biológico de pragas e doenças.

O estado ainda contou com a doação de mais de 250  mudas frutíferas, ornamentais e madeireiras do cerrado para os produtores.

Veja todas as datas e temas: 

05/03 – Morrinhos – Quintais Produtivos;

10/03 – Catalão – Crédito Rural;

13/03 – Morrinhos – Aproveitamento da palhada para pastejo e formas de silagem para alimentação animal;

17/03 – Distrito de Buritizinho, em Orizona – Pecuária Sustentável no Cerrado: tecnologia, crédito e manejo para aumentar a rentabilidade;

19/03 – Quirinópolis – Quintais Produtivos;

24/03 – Orizona – Crédito Rural;

26/03 – Caiapônia – Quintais Produtivos;

27/03 – Perolândia – Produção sustentável na pequena propriedade: como reduzir custos e emissões de carbono  no Cerrado;

31/03 – Morrinhos – Bioinsumos.

Mato Grosso do Sul

“Como é bom ver de perto a implantação de tecnologia de feita pelo produtor e mais do que isso, agradecendo a assistência técnica e o PRS – Cerrado”, afirma Ariston Vieira, produtor participante do DC realizado em Santa Rita do Pardo, no Mato Grosso do Sul. O dia foi organizado em parceria com a ATER Simbiose. Ao longo de março, os 9 DCs realizados tiveram como foco a implantação de técnicas e tecnologias aprendidas pelos produtores rurais na prática. 

Os temas variaram da implantação de SAFS, acesso ao crédito rural e técnicas de pastagem até questões como o melhoramento genético e transferência de embrião, na OSP APLB, em Brasilândia.

As ações no estado ainda tiveram seguimento com a energia de uma luz positiva obtida no mês anterior: no dia 28 de fevereiro, o DC realizado na OSP do Sindicato Rural de Paranaíba teve tradução em Libras. A intérprete Fernanda Leal garantiu a participação acessível dos produtores rurais PCD das três famílias presentes. 

Veja todas as datas e temas:

06/03 – Chácara Buriti, Campo Grande – Silagem de milho para alimentação de gado leiteiro no inverno;

14/03 – Selvíria – Sistemas Agroflorestais, Implantação de SAFs;

14/03 – Sidrolândia – Tratos culturais em frutíferas;

19/03 – Anaurilândia – Manejo adequado para melhoria e conservação de solos e Recuperação de pastagens em degradação;

19/03 – Rio Brilhante – Sistemas de integração ILP e IFP;

21/03 – Santa Rita do Pardo – Manejo adequado para melhoria e conservação de solos e Recuperação de pastagens em degradação;

27/03 – Brasilândia – Melhoramento genético (transferência de embrião) 

Palestrante: Fernando Morelli;

28/03 – Três Lagoas – Manejo de bovinos de corte e leite e reserva alimentar;

28/03 – Sonora – Horticultura na agricultura familiar. Manejo de adubação, pragas, doenças e plantas daninhas.

Mato Grosso

Com uma programação diferente, o Mato Grosso recebeu, no dia 7, um DC voltado para estudantes universitários, com o objetivo de atuar como complemento para sua formação. A ação aconteceu em Santo Antônio de Leverger, na Fazenda Experimental da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Durante o dia, os alunos participaram de atividades sobre animais ruminantes e não ruminantes.

Ele fez parte dos 14 dias de programação no estado, que focaram em temas como o uso de bioinsumos, técnicas de correção do solo e manutenção de sistemas produtivos, além da implantação e manejo de novas tecnologias. Os produtores também participaram de atividades sobre a produção sustentável no campo com foco no aumento da rentabilidade e diminuição de prejuízos. 

Veja todas as datas e temas:

07/03 – Santo Antônio de LevergerAnimais ruminantes e não ruminantes;

09/03 – Tangará  da Serra – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

10/03 – Tangará da Serra – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

11/03 – Canarana – A importância e os efeitos da correção de solo, adubação e controle de plantas invasoras na manutenção de sistemas produtivos;

12/03 – Rondonópolis – Implantação e Manejo de Pastagens Uso de Volumosos;

12/03 – Nova Xavantina – A importância e os efeitos da correção de solo, adubação e controle de plantas invasoras na manutenção de sistemas produtivos;

13/03 – Tangará da Serra – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

14/03 – Pontal do Araguaia – Implantação e Manejo da tecnologia RPD;

15/03 – Sapezal – Manejo e controle de pragas e doenças na fruticultura;

17/03 – Tangará da Serra – Implantação e manejo técnico da fruticultura em propriedades familiares;

18/03 – Campo Verde – Fertilidade do Solo;

19/03 – Diamantino – Utilização de Bioinsumos na produção agroecológica;

20/03 – Itiquira – Preparo da área e implantação de SAFs;

20/03 – Tangará da Serra – Produzir com Sustentabilidade: mais renda, menos custo.

A previsão para o mês de abril é seguir com a programação de DCs nos quatro estados, oferecendo técnica, envolvimento e prática para os produtores rurais. Até o momento, 12 dias estão programados. Clique aqui para conhecer e entrar em contato com o monitor de campo da sua região.