Seminário de ATER deixa legado para o agro sustentável no país
Durante a última semana, mais de 600 profissionais ligados à assistência técnica e extensão rural se reuniram em Caeté, Minas Gerais, para debater o futuro da agropecuária sustentável no Cerrado com a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) como facilitadora.
O Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente – conectando saberes, inovações, realizado pelo Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS- Cerrado) em parceria com a EMATER-MG, reafirma o compromisso do Brasil e do IABS com a Agenda Climática, especialmente após a COP 30, sendo um importante espaço de diálogo sobre os desafios climáticos, produtivos e sociais que impactam o futuro do campo. Especialistas debateram temas como mudanças climáticas, políticas públicas, assistência técnica, mercados institucionais e tecnologias de baixa emissão de carbono.
Além disso, o evento contou com o lançamento da Revista ELO, publicação realizada com apoio do PRS – Cerrado que reúne estudos e artigos sobre práticas extensionistas no campo, e o Guia Metodológico MEXPAR, que sistematiza a disseminação de conhecimento técnico produzido no campo. Os autores da Revista ELO estiveram presentes e participaram de uma mesa para apresentar os resultados de seus estudos.
A gravação completa dos três dias de evento está disponível no canal do IABS no Youtube.
Rede de disseminação de conhecimento e valorização da sustentabilidade no campo
Reafirmando a presença do seminário como um espaço para aqueles que levam técnica, conhecimento e sustentabilidade para o campo, o Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Diretor-Geral do PRS – Cerrado, Luís Tadeu Assad, destacou, logo na abertura, que
“a sustentabilidade tem que ser vista, mas é fundamental um olhar para as pessoas que estão na ponta, no trabalho, […] todos aqueles que estão no campo ajudando os produtores para que eles possam produzir da melhor forma possível.”
Para os profissionais que trabalham todos os dias com produtores rurais, esse foi o grande destaque do evento. Mariel Camargo, coordenadora da ISOTEC, empresa parceira do PRS-Cerrado no estado de Goiás, destaca a importância dessas trocas de conhecimento para o fortalecimento das informações levadas aos produtores rurais e, consequentemente, seu desenvolvimento. “O produtor rural é a base da mudança, mas muitas vezes a informação não chega ao campo de uma forma consciente e reflexiva. Nós temos um poder de disseminação muito grande”, refletiu.
“Essas informações serão disseminadas nos programas de atuação que nós estamos e consequentemente o impacto vem no campo.”
O extensionista Luís Carlos também reforçou a importância dos temas abordados e seu alcance até o campo. “A extensão leva ao produtor mais conhecimento e mais abrangência dos assuntos. Isso fortalece os elos e inclui o produtor também junto com a produção e a venda”, afirmou, acrescentando, a “ampla importância da questão das políticas públicas, do meio ambiente e do pequeno e médio produtor.”
“Aqui a gente tá fazendo um diferencial, porque a gente tá falando dos atores principais do campo. A nossa razão de existir, de estar aqui discutindo algo é porque eles existem”, reforçou a palestrante Cristiane Correa, da EMATER-Pará. “Os técnicos de ATER que estão ali diretamente no dia a dia dessas famílias e gera uma unidade, um pertencimento e também uma aproximação do público, da realidade do público”, concluiu.
Mudanças climáticas e o Plano ABC+
Rodrigo Dantas, coordenador do Plano ABC+ no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), também participou como palestrante. Ele falou sobre a adaptação de sistemas produtivos e a adoção de tecnologias promovidas pela política nacional de agricultura de baixa emissão de carbono. Ele destacou essas práticas como, além de meios de enfrentamento às mudanças climáticas, estratégias de sobrevivência e resiliência do trabalho no campo.
“Quando você fala de adaptação e resiliência, nós não estamos falando apenas dos aspectos ambientais. Estamos falando também da resiliência econômica do próprio produtor. Em tempos de crise, com um sistema produtivo mais eficiente, ele vai ter condições de atravessar aqueles momentos difíceis de melhor maneira.”
Dantas falou, ainda, sobre o papel da assistência técnica como ponte entre o conhecimento, as políticas públicas, e os produtores rurais, visto que “não existe uma forma melhor de você capacitar um produtor do que por meio de uma assistência técnica.” “O objetivo final é fazer esse produtor desenvolver, prosperar e atingir os seus objetivos de vida”, acrescentou, frisando que o trabalho dos assistentes técnicos ultrapassa a orientação produtiva, trazendo contribuições para a geração de renda, a qualidade de vida e o desenvolvimento das famílias rurais.
O PRS – Cerrado trabalha diretamente com a implementação de tecnologias do Plano ABC+ no Cerrado, a exemplo da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a recuperação de pastagens degradadas. Sobre isso, Dantas afirmou que enxerga “a política pública sendo feita desse tipo de parceria, desse tipo de conexão.”
A Diretora do Departamento de Produção Sustentável do MAPA, Mônica Holanda, destacou, ainda, a participação dos extensionistas na construção dessas políticas a partir da participação em Grupos de Trabalho (GTs) na construção de planos regionais. “Lá a gente tá desenhando o macro, vocês, da ponta, conhecem as especificidades”, disse.
Ela ainda destacou a importância das parcerias e do trabalho colaborativo para o avanço da agropecuária sustentável e implementação das tecnologias de baixo carbono nas cadeias produtivas. “A parceria do Programa Rural Sustentável é fundamentada em várias instituições”, afirmou, concluindo que “esse arranjo institucional, na verdade, é o que eu creio que pode fazer a coisa acontecer na ponta.”
Parceria PRS – Cerrado e EMATER-MG
Ainda falando sobre parcerias, o seminário marcou o trabalho cooperativo entre o Programa Rural Sustentável e a EMATER, iniciada ainda com a atuação na Mata Atlântica e ampliada com o PRS – Cerrado. “Isso tem colaborado muito tanto para o melhoramento da assistência técnica quanto para o aumento de renda e melhoria da qualidade de vida das famílias rurais”, afirmou Gelson Lemes, Diretor Técnico da EMATER-MG. “O seminário veio coroar isso, além de discutir a questão das práticas sustentáveis de produção”, concluiu.
Para Luís Tadeu Assad, o seminário é um espaço que permite aproximar o conhecimento técnico e as políticas públicas de experiências práticas, permitindo atualização profissional e a construção coletiva de soluções para a agropecuária sustentável.
“São momentos como esse que a gente consegue trazer informação, debater, atualizar os extensionistas e discutir as inovações que a gente propõe.”
Segundo ele, a capacitação permanente dos profissionais que atuam com os produtores é indispensável na promoção de inovação e sustentabilidade no campo. Ele deixa, como reflexão, o questionamento:“Como você propõe fazer ações inovadoras sem ter uma capacitação, uma troca e uma discussão com quem faz a assistência técnica?”
Carta Aberta
O encerramento do Seminário de ATER foi marcado pela construção coletiva de uma Carta Aberta em defesa da assistência técnica e da sustentabilidade no campo.
O documento reuniu reflexões debatidas ao longo do seminário,sintetizando as principais conclusões, propostas e encaminhamentos para o fortalecimento da ATER a partir de agendas de cooperação interinstitucional, investimentos na agropecuária sustentável e a formulação de políticas públicas. “Reafirmamos o compromisso coletivo por uma Assistência Técnica e Extensão Rural que se transforma para continuar transformando vidas, territórios e o desenvolvimento rural brasileiro”, a carta conclui.
Sobre o PRS – Cerrado
O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis.
O projeto atua em 101 municípios dos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com mais de R$ 150 milhões investidos em ações e benefícios coletivos. No total, a iniciativa já capacitou mais de 8 mil produtores rurais e 1.200 técnicos de ATER, e impactou diretamente mais de 4000 Unidades Multiplicadoras (UMs), 200 Unidades Demonstrativas (UDs), e 45 Organizações Socioprodutivas (OSPs).
Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.
Profissionais de Ater de todo país se reúnem em Minas para debater uma agropecuária sustentável
O Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções teve início nesta terça-feira, dia 26, no Tauá Hotel & Resort, em Caeté, Minas Gerais, com a presença de mais de 600 profissionais de todo o país ligados à área de assistência técnica e extensão rural. Abrindo a cerimônia de abertura, o Diretor-Presidente da EMATER-MG, Cláudio Bortolini afirmou que “a sustentabilidade é o nosso propósito. Queremos produzir com qualidade, dignidade e respeito ambiental.” Ele ainda completou: “O Brasil é o celeiro do mundo e esse evento é a oportunidade de valorizar o trabalho de assistência técnica e extensão rural que é tão importante para o fortalecimento do setor agro do país.”
Também compondo a solenidade, o Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Diretor-Geral do do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado), Luís Tadeu Assad, destacou que
“a sustentabilidade tem que ser vista, mas é fundamental um olhar para as pessoas que estão para as pessoas que estão na ponta, no trabalho, tanto os técnicos, o pessoal do IABS, das Ematers e todos aqueles que estão no campo ajudando os produtores para que eles possam produzir da melhor forma possível.”

A mesa de abertura foi formada, ainda, pelo Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales de Almeida Fernandes, a Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura, Mônica Holanda, a Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais, Laura Queiroz, e o presidente da Asbraer, Rafael Magalhães de Gouveia.
“Esse encontro de Ater é importantíssimo, pois o centro das discussões são a produção com sustentabilidade”, disse o secretário Thales Fernandes.
“Alinhar essa pauta entre os profissionais do setor é de grande relevância, pois o agro brasileiro alimenta não só o país e o mundo”, concluiu.
Além da cerimônia, o primeiro dia foi marcado pelo lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR, guiados pelo Diretor Técnico da Emater-MG, Gelson Lemes, e do Reitor da UFV, Prof. Demetrius Silva.
Valorização da ATER ao longo da programação
O seminário vai até quinta-feira (dia 28) e é uma iniciativa do PRS-Cerrado em parceria com a Emater-MG. As palestras buscam a capacitação de agentes de Ater (assistência técnica e extensão rural) para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. O foco é a adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.
Durante a programação, serão colocados em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.
O Seminário de ATER está sendo transmitido ao vivo pelo canal do IABS no YouTube.
Sobre o PRS – Cerrado
O Projeto Rural Sustentável – Cerrado é fruto da parceria entre o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Governo do Reino Unido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), a Embrapa e a Associação Rede ILPF.
Confira quem vai nos acompanhar no Seminário de ATER, do PRS - Cerrado em parceria com a EMATER-MG
Entre os dias 26 e 28 de maio, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS -Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (EMATER-MG), realiza o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções.
A programação do evento, que acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention com mais de 600 participantes, será dividida em três dias, com sete mesas de debate. A transmissão ao vivo aberta ao público acontece no canal do IABS no YouTube.
As palestras foram definidas pensando na capacitação de agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.
Por isso, estão em pauta temas atuais e estratégicos para os produtores, pensando na realidade do trabalho no campo, como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.
A programação completa está disponível aqui.
Confira os detalhes:
1° Dia – 26/05
18h30 — Cerimônia de abertura
- Mônica Holanda – Diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (DEPROS/MAPA).
- Thales de Almeida Fernandes – Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de MG
- Prof. Demétrius David da Silva – Reitor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Professor Titular do Departamento de Engenharia Agrícola.
- Cláudio Augusto Bortolini – Diretor-Presidente da EMATER-MG.
- Laura Queiroz – Diretora de Relações Governamentais e Comércio do Consulado Britânico em Minas Gerais.
19h30 — Lançamento da Revista ELO e do Guia Metodológico MEXPAR
- Gelson Soares Lemes – Diretor Técnico da EMATER-MG.
- Prof. Demetrius David da Silva
20h — Confraternização
2° Dia – 27/05
8h — Credenciamento
9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER
- Gelson Soares Lemes
- Eduardo Brito Bastos – Presidente da Câmara do AgroCarbono no MAPA, CEO do Instituto Equilíbrio, e Presidente do Comitê de Inovação do CCarbon (USP). Também lidera o Comitê de Sustentabilidade na ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio).
10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo
Palestrantes:
- Marília Ramos – Diretora Regional Centro Sul e gestora de projetos no IABS. No PRS-Cerrado, atua como Coordenadora das atividades de Campo e ATER.
- Cristiane Côrrea – Coordenadora Técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará – EMATER-PARÁ, Extensionista Rural e Médica Veterinária.
- Guilherme Ferraudo – Gerente Executivo da MyCarbon.
Mediador:
- Hildebrando Marcelo Campos Lopes – Gerente regional da EMATER-MG em Juíz de Fora.
12h — Almoço
14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+
Palestrantes:
- José Mário Lobo Ferreira – Pesquisador em agroecologia na Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Participa do projeto do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Montanhas Brasileiras e do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos).
- Rodrigo Dantas – Coordenador do Plano ABC+ e Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.
- Renata Maria de Araújo – Superintendente de Qualidade Ambiental e Mudanças Climáticas na SEMAD-MG.
Mediador:
- Rogério Jacinto Gomes – Coordenador Técnico Regional da EMATER-MG em Viçosa. Conselheiro, por Minas Gerais, da Federação Brasileira de Plantio Direto – FEBRAPD.
15h30 — Coffee break
16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável
Palestrantes:
- Miguel Marques Gontijo Neto – Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), lotado no Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (CNPMS).
- Alexandre Romeiro de Araújo – Pesquisador da Embrapa lotado no Centro Nacional de Pesquisa em Gado de Corte.
- Felipe Morbi – Empresário, fundador da Soleum e executivo em bioeconomia, agronegócio e desenvolvimento de cadeias produtivas de base biotecnológica.
Mediador:
- Luis Eduardo Rangel – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA.
3° Dia – 28/05
9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas
Palestrantes:
- Jonathas de Alencar Moreira – Auditor Fiscal Federal Agropecuário do MAPA, onde atualmente ocupa o cargo de Coordenador-Geral de Instrumentos de Mercado e Financiamento.
- Elvânia Batista Guimarães Andrade – Coordenadora de Crédito Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA).
- Bruno Machado Gonçalves – Gerente de Agronegócio do Banco do Brasil.
Mediador:
- José Henrique Chiarini Pena Barbosa – Gerente da Divisão de Programas Especiais da EMATER-MG.
10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva
Palestrantes:
- Luís Tadeu Assad – Diretor-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS).
- Humberto Pereira – Coordenador Geral de Articulação Federativa para o Abastecimento Alimentar, do departamento de Aquisição de e Distribuição de Alimentos Saudáveis (DEPAD), da Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SESAN), no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
- Liana Jayme Borges – Docente de Nutrição e Coordenadora do Centro Colaborador em Nutrição e Alimentação Escolar da Universidade Federal de Goiás (Cecane/UFG).
Mediador:
- Otávio Martins Maia – Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.
12h — Almoço
14h — Mesa 6: Organização social e mercados
Palestrantes:
- Alair Ferreira de Freitas – Professor do Departamento de Economia Rural da UFV. Bolsista de produtividade do CNPQ, atua em projetos nas áreas de cooperativismo, políticas públicas e desenvolvimento rural.
- Narayemir Suruí – Presidente da Cooperaiter – Cooperativa de Produção e Desenvolvimento do Povo Indígena Paiter Suruí.
- Valdir Rodrigues – Presidente da Coopervap.
Mediadora:
- Ana Laura Veloso – Coordenadora Técnica Regional da EMATER-MG.
16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)
Palestrantes:
- Jane Terezinha da Costa Pereira Leal – Coordenadora Técnica Estadual em Saneamento Ambiental da EMATER-MG. Autora do Artigo 1: Fossa Ecológica Tevap.
- Leonardo Climaco – Extensionista agropecuário II da EMATER, Engenheiro agrônomo formado na UFSC e mestre em zootecnia pela UFMG. Autor do Artigo 2: Manejo Agroecológico de Pastagens.
- Bruno Luís Rosa – Extensionista agropecuário II da EMATER-MG, e concluinte do mestrado em Tecnologias e Inovações Ambientais pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Autor do Artigo 3: Extensão Rural Regenerativa e ODS.
- Rebeca Patrícia Omena Garcia – Extensionista agropecuário II da EMATER, Graduada em Agronomia (2012) pela Universidade Federal do Amazonas, mestrado (2014) e doutorado (2017) pelo Programa de Pós-Graduação em Fisiologia Vegetal da UFV. Autora do Artigo 4: Plantas de cobertura em cafeicultura.
Mediador:
- Nauto Martins – Coordenador Técnico Estadual de Bovinocultura da EMATER-MG.
18h — Encerramento
Esperamos você!
Seminário de ATER do PRS - Cerrado, em parceria com a EMATER-MG, reúne 600 participantes em Caeté
O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), realiza, entre os dias 26 e 28 de maio, o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções. A transmissão online aberta ao público acontece através do canal do IABS no YouTube.
O evento acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention, e deve reunir mais de 600 participantes, entre técnicos de assistência técnica e extensão rural (ATER), produtores(as) rurais, representantes de instituições financeiras, pesquisadores(as) e gestores públicos.
Seminário discute crédito rural, mudanças climáticas e inovação no campo
O seminário tem como foco o fortalecimento da assistência técnica rural, considerada estratégica para o avanço da agropecuária sustentável, através de uma programação que promove produtividade, inovação e adaptação às mudanças climáticas no campo. Nas mesas de debate, serão colocados em pauta temas de alta relevância para os produtores(as). Entre os principais, estão questões como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.
A partir disso, o objetivo é sensibilizar e capacitar agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. A proposta ainda inclui a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no campo, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.
Para além do conteúdo técnico, o evento se coloca como um espaço de articulação entre atores do setor, promovendo a troca de experiências e conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável de forma alinhada à realidade e aos desafios dos produtores(as). Também é um importante local de fortalecimento de parcerias e redes de práticas sustentáveis, impulsionando o desenvolvimento rural no Cerrado.
Programação
A programação está organizada em três dias de atividades, com mais informações sendo divulgadas nos próximos dias:
Dia 26 – Abertura
- 18h30 — Cerimônia de abertura
- 20h — Confraternização
Dia 27 – 1º Dia
- 8h — Credenciamento
- 9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER
- 10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo
- 12h — Almoço
- 14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+
- 15h30 — Coffee break
- 16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável
Dia 28 – 2º Dia
- 9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas
- 10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva
- 12h — Almoço
- 14h — Mesa 6: Organização social e mercados
- 16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)
- 18h — Encerramento
Sobre a ATER
A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) engloba um conjunto de serviços voltados para o desenvolvimento sustentável no campo, em especial no âmbito da agricultura familiar, pequenos e médios produtores(as). Elas incluem ações alinhadas ao Plano ABC+, direcionadas para a educação e capacitação de produtores(as) rurais, orientação técnica e acompanhamento contínuo, com o objetivo de incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e ambientalmente conscientes. Os serviços promovem o uso eficiente de recursos, novas formas de aproveitamento dos produtos, diversificando a oferta, e a melhoria da qualidade oferecida através da aplicação de novas tecnologias, contribuindo para o fortalecimento econômico e social das comunidades rurais.
Pelo PRS – Cerrado, as atividades são aplicadas com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento rural sustentável na região do Cerrado, aumentando a eficiência do uso da terra, a produtividade e o incremento na geração de renda entre os(as) produtores(as). Elas focam, entre outras, na implementação de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e na recuperação de pastagens degradadas (RPD), além de contribuírem para o acesso ao crédito rural e políticas pública, bem como a introdução de tecnologias adaptadas às realidades locais, respeitando aspectos culturais e ambientais.
Sobre o PRS – Cerrado
O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis.
Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.
Sobre a EMATER
Com 77 anos de existência, a Emater-MG foi a primeira empresa pública de assistência técnica e extensão rural a ser criada no país. A empresa está presente em 819 municípios mineiros (96% do total) e atende cerca de 350 mil produtores(as) por ano, desenvolvendo diversas ações, voltadas tanto para a promoção de práticas produtivas sustentáveis como para a implementação de ações de conservação e recuperação ambiental.
Uma pesquisa de satisfação encomendada pela Emater-MG revelou um alto índice de aprovação do trabalho da empresa entre produtores(as) rurais de Minas Gerais. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Leal-M e divulgado este ano, 92% dos clientes da Emater-MG disseram que o atendimento da empresa contribuiu para a melhoria de vida das famílias mineiras.
ATER do PRS - Cerrado já impactou mais de 2 mil produtores rurais
“Se não fosse os técnicos, a gente tava perdido aqui”, diz Ariston Vieira, produtor rural impactado pela atuação do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado) em Santa Rita do Pardo, no Mato Grosso do Sul.
Há 25 anos no assentamento São Thomé, durante os quais passou períodos sem qualquer auxílio, ele conta que “o programa Cerrado chegou aqui e ajeitou tudo.” Assim como ele, mais de 2 mil produtores rurais foram impactados pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do PRS – Cerrado.
Na propriedade de Ariston, a ação do PRS – Cerrado ficou marcada pela entrega de insumos agrícolas, como adubo para plantações, através da obtenção de Benefícios Coletivos (BCs), e, em especial, pelas ações realizadas por serviços técnicos qualificados pelo projeto. Nesse caso, o destaque, segundo o próprio produtor, está no manejo eficaz e sustentável de gado e pastagens. “O atendimento técnico dos meninos ajuda a fazer a formação de pastagem, que se não fosse ele a gente tava perdido também”, conta.
A ATER impacta diretamente todas as áreas de atuação do PRS no cerrado, compreendendo os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, auxiliando os produtores(as) na aplicação prática das técnicas e ensinamentos promovidos pelo projeto através de cursos de capacitação e dos Dias de Campo (DCs). Durante o período de atuação do projeto, até fevereiro de 2026, foram realizados 176 DCs de ATER coletiva.
No caso de Ariston, a ATER foi essencial, segundo seu relato, pelo momento atual de produtividade das terras. Ele mostra a área semeada, em processo de cultivo, graças aos insumos disponibilizados pelo projeto, e as áreas plantadas com o capim-açu usado para a criação de gado. Os técnicos prestam orientações sobre a recuperação e reforma de pastagem degradada. Ele agradece ao apoio do PRS-Cerrado pela saúde e sucesso de sua produção.
Produtores(as) são capacitados sobre diversos pontos do dia a dia rural
Ernando Aguilar, monitor de campo na área do Mato Grosso do Sul destaca que a ATER capacita os produtores sobre temáticas como a diversificação produtiva, bioinsumos, tecnologias de baixa emissão de carbono. Além disso, questões como o acesso ao crédito rural e regularização ambiental têm sido frequentes, acompanhando as jornadas de aprendizado oferecidas pelo PRS-Cerrado nos cursos com ATECs, cursos presenciais e Dias de Campo.
E os resultados se comprovam no dia a dia. “Manejo de gado, análise de solo, manejo de pastagens, tudo isso tem nos ajudado”, contam Juvan e Valdirene, do Assentamento Esperança, em Anaurilândia, no Mato Grosso do Sul.
Os DCs de ATER coletiva, momento que possibilita a troca entre esses beneficiários(as) e as instituições técnicas, continuam acontecendo ao longo dos próximos meses.
Sobre a ATER
A Assistência Técnica e Extensão Rural do PRS-Cerrado faz parte do escopo de atuação do projeto no caminho para implementar o desenvolvimento sustentável no Cerrado. Ao todo, cerca de 3 mil produtores(as) são atendidos pelo serviço.
O grande objetivo é oferecer qualificação produtiva e ambiental aos beneficiários(as) da região, alinhada às diretrizes do Plano ABC+. Com o apoio dos(as) técnicos(as), são promovidas práticas sustentáveis que contribuem para a redução da emissão de carbono, melhoria do uso do solo e aumento da produtividade e renda dos(as) produtores(as) atendidos(as).
Com essas ações, a produtividade local é fortalecida e ampliada, beneficiando os trabalhadores com mais ofertas de mercado e aumento na geração de renda, ao mesmo tempo em que a área de impacto das tecnologias de baixa emissão de carbono (como RPD, ILPF, SAF, entre outras) e produção sustentável se torna ainda mais abrangente na região.
Além disso, as empresas parceiras de ATER atendem ao próprio interesse dos produtores(as) em agregar conhecimentos, aplicando na prática os ensinamentos das ações formativas oferecidas pelo PRS-Cerrado, como os cursos de EAD Introdutório e Avançado, Cursos Presenciais e Seminários.
As instituições responsáveis pelo atendimento prestado em campo também são capacitadas pelo projeto, a fim de garantir qualidade e padrão nos serviços prestados aos(às) beneficiários(as).




























