Evento de Encerramento do PRS-Cerrado marca o conhecimento como legado permanente do projeto
Após sete anos promovendo a implantação de práticas agropecuárias sustentáveis no Cerrado, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) encerrou suas atividades. O momento foi marcado por um Seminário de Finalização, realizado entre 5 e 6 de agosto, na sede do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS), em Brasília. Durante os dois dias, parceiros, beneficiários e a equipe executora se reuniram para relembrar experiências e aprendizados, compartilhar os resultados alcançados ao longo dos anos, e discutir o legado de conhecimento e cooperação deixados pelo projeto.
Abrindo o seminário, o Presidente do IABS e Coordenador Geral do PRS-Cerrado, Luís Tadeu Assad, relembrou a trajetória construída desde o início da iniciativa e prestou reconhecimento às equipes e instituições que participaram dessa trajetória.
“Não é fácil trabalhar no terceiro setor. Muitas vezes você tem a máquina de execução, mas não tem o poder de decisão”, afirmou. Ao destacar o encerramento do projeto, Tadeu ressaltou a importância de “passar uma resposta pública de tudo que foi feito”, celebrando os resultados alcançados sem deixar de olhar para os desafios futuros. Ele ainda prestou um agradecimento às equipes, parceiros e beneficiários que contribuíram para a execução das ações.
Representando o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Hernando Hintze destacou que a experiência construída pelo PRS-Cerrado demonstra como desafios locais podem gerar impactos positivos em escala global. Segundo ele, o compromisso assumido pelos parceiros fortalece o papel do Brasil como referência na promoção de uma agricultura sustentável, ao mesmo tempo em que evidencia a importância do trabalho desenvolvido diretamente nos territórios.
Ao agradecer às equipes que atuaram nos quatro estados atendidos pelo projeto, Hernando ressaltou que a mobilização junto aos produtores rurais foi essencial para os resultados alcançados. Também enfatizou que o conhecimento construído durante a execução permanecerá nas instituições e organizações parceiras que seguem atuando diariamente com os agricultores.
A importância da construção coletiva também foi destacada por Ladislau Araújo Skorupa, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que ressaltou o trabalho conjunto realizado ao longo da execução do projeto e o papel dos multiplicadores na continuidade das ações. “Os multiplicadores são essenciais num projeto dessa grandeza e vão garantir a continuidade dessas ações”, afirmou.
Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que um dos principais resultados do PRS-Cerrado foi a comunidade construída em torno do enfrentamento das mudanças climáticas e da segurança alimentar. Segundo ele, o projeto foi capaz de aproximar diferentes atores, valorizar os conhecimentos das comunidades e promover uma troca permanente de experiências entre pesquisadores, técnicos e produtores rurais.
“Não precisa ser um encerramento. O fechamento de um ciclo nesse formato, mas as conexões formadas pelo projeto vão continuar e têm um efeito multiplicador”, afirmou. Para ele, o legado do PRS-Cerrado está justamente na continuidade dessas relações e no conhecimento compartilhado ao longo dos últimos anos.
Na mesma direção, a diretora do Departamento de Produção Sustentável do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Mônica Cavalcanti, destacou que um dos maiores resultados do projeto foi a presença constante das equipes junto aos produtores rurais. Ao comentar a realização de centenas de dias de campo e das ações desenvolvidas nos municípios participantes, afirmou que esse trabalho “olho no olho do produtor”, baseado na presença e na construção de conexões nos territórios, representa uma das entregas mais significativas do PRS-Cerrado. Também ressaltou o alinhamento das metodologias aos princípios do Plano ABC+, especialmente pela valorização da governança regional e local e pelo protagonismo das equipes que conhecem as necessidades de cada território.
Já a Coordenadora Operacional do PRS-Cerrado, Kamila Rocha, apresentou um panorama da trajetória do projeto, destacando sua estrutura, as principais frentes de trabalho e os legados construídos ao longo dos sete anos de execução. As informações foram o ponto de partida para painéis temáticos realizados durante o seminário, que aprofundaram as experiências vividas em cada âmbito de atuação.
Vozes do Cerrado mostram como o projeto transformou realidades nos territórios
Olhando para os resultados concretos na vida de quem foi impactado pelo PRS-Cerrado, o seminário colocou em destaque as histórias dos produtores rurais beneficiários.
Thiago Ferreira Costa, representante da Cooperativa da Agricultura Familiar de Unaí (COOPERAGRO), de Minas Gerais, relembrou os desafios enfrentados para mobilizar os produtores rurais e consolidar o trabalho da cooperativa. Segundo ele, o PRS-Cerrado foi o primeiro projeto a investir na organização, fortalecendo sua atuação junto às famílias agricultoras. “A credibilidade foi sendo conquistada conforme as coisas aconteciam e as pessoas conheciam o projeto”, destacou, ao afirmar que a expectativa é dar continuidade ao trabalho e ampliar o atendimento a outras famílias da região.
Experiência semelhante foi compartilhada por Miguel Henrique da Silva, da Associação dos Pequenos Agricultores do Município de Sapezal (MT). Ele relembrou a trajetória da organização no apoio aos pequenos produtores e destacou que o PRS-Cerrado representou o primeiro incentivo externo recebido pela associação, por meio da assistência técnica e das capacitações. Ele ainda destacou a diferença que os benefícios coletivos fazem na vida dos pequenos produtores.
A valorização da agricultura familiar e da atuação das mulheres também esteve presente. Representando a AESAGO, a Irmã Maria Inês de Oliveira destacou que o apoio do projeto fortaleceu a entidade e ampliou as condições de trabalho dos pequenos produtores. Ela falou sobre como é possível conciliar produção de alimentos e conservação ambiental. “Não temos o direito de devastar o Cerrado para produzir alimento. Dá para fazer tudo junto, protegendo o Cerrado e produzindo alimento de maneira muito limpa”, afirmou.
Maria José Vieira, da Associação de Santa Luzia (MS), também relembrou as dificuldades enfrentadas pela comunidade antes da chegada do projeto, quando faltavam recursos e equipamentos para a produção. Segundo ela, o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de produzir e fortaleceu a participação das mulheres na busca por novas oportunidades para a comunidade. “O PRS, em toda a minha vida, foi o único projeto que veio de encontro com os pequenos produtores, que chegou diretamente nos pequenos e médios produtores”, destacou.
O protagonismo feminino também marcou a trajetória da AGROBIO, em Goiás. Marivalda Aparecida dos Santos relatou os desafios enfrentados por um grupo inicialmente formado por nove mulheres para acessar recursos e consolidar a organização. Ela destacou que o apoio das políticas públicas e os investimentos realizados pelo PRS-Cerrado foram fundamentais para fortalecer a associação e incentivar a participação feminina.
Representando a Associação da Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara do Buriti (MS), Lucinéia de Jesus Domingos ressaltou que o projeto promoveu impactos positivos em todas as comunidades atendidas e fortaleceu iniciativas como a padaria das mulheres, a agroindústria da mandioca e a produção de mel. Segundo ela, além das melhorias na estrutura produtiva, o projeto impulsionou o desenvolvimento pessoal dos participantes e fortaleceu a organização comunitária, estimulando os jovens a permanecerem no território.
O representante da comunidade Haliti Paresi, Kevelen, também falou sobre a experiência de seu povo. Ele destacou que a parceria com o PRS-Cerrado contribuiu para transformar a forma de desenvolver a agricultura familiar dentro da Terra Indígena, respeitando as características e os desafios locais. Ela agradeceu o apoio técnico recebido durante a execução do projeto e ressaltou que os conhecimentos compartilhados fortaleceram a cooperativa e a produção voltada ao abastecimento das próprias comunidades.
Assistência técnica, capacitação e pesquisa: o conhecimento como legado do PRS-Cerrado
Além das histórias de impacto, as discussões realizadas ao longo do seminário evidenciaram que um dos principais legados deixados pelo PRS-Cerrado está na construção e disseminação do conhecimento. Diferentes painéis destacaram como os eixos de assistência técnica, capacitação e a pesquisa contribuíram para fortalecer produtores rurais, organizações locais e profissionais que seguem atuando nos territórios.
A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) foi apresentada como um dos pilares da metodologia adotada pelo projeto. Ao apresentar a trajetória do PRS-Cerrado com a ação, a coordenadora Marília Ramos destacou que a estratégia foi construída para combinar tecnologia, sustentabilidade e melhoria das condições de vida dos pequenos e médios produtores rurais.
Ela lembrou que o projeto estruturou uma trilha metodológica própria, iniciada ainda durante a pandemia, que envolveu a seleção das empresas executoras, a criação de um sistema de acompanhamento das atividades e a definição das Unidades Demonstrativas (UDs), Unidades Multiplicadoras (UMs) e Organizações Socioprodutivas (OSPs) participantes. Também apresentou a Carta de Recomendações elaborada durante o Seminário de ATER, que reúne propostas para fortalecer institucionalmente a assistência técnica e ampliar a integração entre entidades públicas e privadas.
Os participantes ressaltaram que o diferencial da metodologia esteve na proximidade com os produtores e na adaptação das soluções às realidades de cada propriedade. Para Nauto Martins, coordenador técnico estadual de Bovinocultura da EMATER-MG, “os técnicos são agentes de desenvolvimento” e o trabalho deve manter o foco nas pessoas e em suas necessidades. “Não tem como encerrar algo que se torna perene quando você traz conhecimento”, afirmou ao destacar que a parceria ampliou o acesso dos produtores a uma assistência técnica “de mais qualidade, de mais consistência”.
A permanência desse legado também foi destacada por Adriano de Arruda, da SIMBIOSE, ao afirmar que o projeto contribuiu para a formação de capital social e capital técnico nos territórios, fortalecendo as conexões entre organizações locais e outras instituições parceiras. Já Marcos Mariani, da SECAF, lembrou que projetos dessa natureza “são movidos por pessoas” e ressaltou o papel dos monitores de campo na articulação entre produtores, organizações e equipes técnicas, além da necessidade de ampliar o acesso das comunidades rurais a direitos e serviços básicos.
Na perspectiva dos beneficiários, o produtor rural Otacílio Cândido destacou que um dos diferenciais do PRS-Cerrado foi a metodologia utilizada para construir diagnósticos e planos de negócio junto aos produtores. Segundo ele, conquistar a confiança das comunidades exige diálogo e participação. “Nem toda ideia vai conseguir a confiança do produtor”, observou, ressaltando que esse processo foi fundamental para estimular o trabalho coletivo e fortalecer as parcerias construídas pelo projeto.
A educação também ocupou espaço central na programação. Os participantes reforçaram que a formação de produtores, técnicos, estudantes e lideranças foi uma estratégia para garantir que os conhecimentos desenvolvidos durante o projeto continuem sendo multiplicados após o encerramento das atividades.
A coordenadora de Capacitação do PRS-Cerrado, Deimiluce Lopes, explicou que as ações educativas foram estruturadas para diferentes públicos, respeitando as especificidades de cada grupo e construindo trilhas formativas voltadas à aplicação prática dos conteúdos.
Entre as iniciativas apresentadas estiveram os cursos presenciais, formações a distância, polos de apoio presencial, ações de popularização da agricultura sustentável nas escolas e o programa de mestrado profissional desenvolvido em parceria com universidades. Também ressaltou que a capacitação dos profissionais de assistência técnica foi parte essencial da estratégia para garantir uma atuação alinhada em todos os territórios atendidos.
As experiências apresentadas mostraram que os impactos dessas ações ultrapassaram o ambiente acadêmico. A professora Mariza Fernandes relatou como o projeto mobilizou estudantes, famílias e a comunidade escolar em torno das iniciativas, a partir das ações de popularização. “Eles tinham que ver acontecendo para acreditar”, lembrou ao relembrar os primeiros contatos da comunidade com o projeto. Segundo ela, o envolvimento coletivo fez com que os estudantes passassem a valorizar o próprio território e reconhecessem o conhecimento como parte do legado deixado pelo PRS-Cerrado.
A geração de conhecimento também foi apresentada como uma base para a inovação no campo. Ao abordar a frente de pesquisa do projeto, a coordenadora Marcela Vidal destacou que os estudos desenvolvidos buscaram responder a desafios específicos do bioma Cerrado, aproximando a produção científica das demandas observadas nos territórios. Segundo ela, os projetos apoiados permitiram construir soluções mais próximas da realidade dos produtores e fortalecer a adoção de tecnologias sustentáveis.
Essa conexão entre pesquisa, assistência técnica e capacitação foi retomada por Luís Tadeu Assad durante o painel, ao defender que o conhecimento precisa estar acessível para produzir transformações concretas. “A ação precisa vir do conhecimento, precisa vir com capacitação”, afirmou. Para ele, “a pesquisa é uma semente que transborda, que cresce ao longo do tempo”, reforçando a importância de fazer com que esse conhecimento alcance quem está no campo.
O debate foi complementado por discussões sobre finanças verdes, regularização ambiental e sustentabilidade produtiva. Os participantes destacaram iniciativas voltadas à certificação de propriedades, acesso ao crédito rural, regularização ambiental e implantação dos Benefícios Coletivos, estratégias que buscaram criar condições para que produtores e organizações pudessem dar continuidade às práticas sustentáveis e ampliar seu acesso a mercados e oportunidades de investimento.
Um legado que permanece
Na solenidade de encerramento oficial, representantes das instituições parceiras refletiram sobre os próximos passos para o desenvolvimento rural sustentável e reforçaram que os resultados do PRS-Cerrado ultrapassam o período de execução da iniciativa. Entre os temas debatidos estiveram a inclusão de mulheres e jovens, o fortalecimento das políticas públicas, a ampliação das parcerias e a continuidade das redes construídas ao longo do projeto.
Representando a Embaixada do Reino Unido, João Oliveira destacou que os desafios relacionados às mudanças climáticas e à segurança alimentar são comuns a diferentes países e afirmou que a rede formada pelo PRS-Cerrado representa “uma semente que foi plantada e tem muitas possibilidades de multiplicação de resultados”. Já Rodrigo Dantas, coordenador do Plano ABC+ no MAPA, ressaltou que a experiência demonstrou a importância de integrar as políticas públicas estaduais para promover mudanças duradouras no meio rural.
Os parceiros reforçaram que o maior legado do PRS-Cerrado está no conhecimento compartilhado, nas capacidades fortalecidas e nas relações construídas entre produtores, técnicos e organizações ao longo dos sete anos de execução. Ao agradecer às equipes e parceiros envolvidos, Luís Tadeu Assad destacou que esse patrimônio coletivo representa o ponto de partida para que as ações desenvolvidas pelo projeto continuem gerando impactos positivos no Cerrado.
A finalização contou, ainda, com a Premiação de Boas Práticas. rodutores rurais, profissionais de assistência técnica, organizações socioprodutivas, monitores de campo e instituições parceiras receberam homenagens pelas contribuições ao fortalecimento da agricultura sustentável nos territórios atendidos. Confira os premiados:
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Categoria 1 – Produtores (as) Rurais
- Pollyana de Pádua Neves de Oliveira (FAZENDA SÃO JORGE – GO)
- Lourenço Serraglio (MS)
- Ana Paula Grill Seemann (Flor do Cerrado – MS)
- Emerson Trogello (GO)
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Categoria 2 – ATER
- Vanessa Oliveira Franzin (GO – Fazenda São Jorge – ZOOTEC) e Suellen de Paula Fernandes (SIMBIOSE – MS – Lourenço Serraglio)
- Ana Carolina dos Santos (MS) e Everton Mendonça Quintino (MS)
- SIMBIOSE (MS)
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Categoria 3 – OSPs
- AMTR (MS)
- Associação dos Produtores do Assentamento Aldeia (MS)
- Sindicato Rural de Lagoa Grande (MG)
- Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Assentamento São Thomé – APPRAST (MS)
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Categoria 4 – Monitores de Campo
- Lucas Godinho (MG)
- Ernando Aguilar (MS)
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Categoria 5 – Menção Honrosa
- SEMADESC (MS)
- EMATER (MG)
- BRACELL (MS)
Seminário de ATER do PRS - Cerrado, em parceria com a EMATER-MG, reúne 600 participantes em Caeté
O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado), em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), realiza, entre os dias 26 e 28 de maio, o Seminário de ATER: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções. A transmissão online aberta ao público acontece através do canal do IABS no YouTube.
O evento acontece em Caeté (MG), no Tauá Hotel & Convention, e deve reunir mais de 600 participantes, entre técnicos de assistência técnica e extensão rural (ATER), produtores(as) rurais, representantes de instituições financeiras, pesquisadores(as) e gestores públicos.
Seminário discute crédito rural, mudanças climáticas e inovação no campo
O seminário tem como foco o fortalecimento da assistência técnica rural, considerada estratégica para o avanço da agropecuária sustentável, através de uma programação que promove produtividade, inovação e adaptação às mudanças climáticas no campo. Nas mesas de debate, serão colocados em pauta temas de alta relevância para os produtores(as). Entre os principais, estão questões como as mudanças climáticas, acesso ao crédito, políticas públicas, inovação tecnológica e sustentabilidade produtiva.
A partir disso, o objetivo é sensibilizar e capacitar agentes de ATER para o uso de instrumentos voltados à preservação ambiental, inclusão social e fortalecimento econômico das propriedades rurais. A proposta ainda inclui a construção coletiva de soluções para os desafios enfrentados no campo, com foco na adoção de práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.
Para além do conteúdo técnico, o evento se coloca como um espaço de articulação entre atores do setor, promovendo a troca de experiências e conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável de forma alinhada à realidade e aos desafios dos produtores(as). Também é um importante local de fortalecimento de parcerias e redes de práticas sustentáveis, impulsionando o desenvolvimento rural no Cerrado.
Programação
A programação está organizada em três dias de atividades, com mais informações sendo divulgadas nos próximos dias:
Dia 26 – Abertura
- 18h30 — Cerimônia de abertura
- 20h — Confraternização
Dia 27 – 1º Dia
- 8h — Credenciamento
- 9h — Palestra Magna: Mudanças climáticas e o papel estratégico da ATER
- 10h30 — Mesa 1: Políticas Públicas de ATER como indutor de desenvolvimento no campo
- 12h — Almoço
- 14h — Mesa 2: Mudanças climáticas: adaptação e resiliência — Plano ABC+
- 15h30 — Coffee break
- 16h — Mesa 3: Modelos integrados de produção sustentável
Dia 28 – 2º Dia
- 9h — Mesa 4: Crédito Rural: avanços, limites e perspectivas
- 10h30 — Mesa 5: Oportunidades do Mercado Institucional para geração de demanda produtiva
- 12h — Almoço
- 14h — Mesa 6: Organização social e mercados
- 16h — Mesa 7: Práticas extensionistas — Revista ELO (Emater/UFV)
- 18h — Encerramento
Sobre a ATER
A Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) engloba um conjunto de serviços voltados para o desenvolvimento sustentável no campo, em especial no âmbito da agricultura familiar, pequenos e médios produtores(as). Elas incluem ações alinhadas ao Plano ABC+, direcionadas para a educação e capacitação de produtores(as) rurais, orientação técnica e acompanhamento contínuo, com o objetivo de incentivar a adoção de práticas agrícolas inovadoras e ambientalmente conscientes. Os serviços promovem o uso eficiente de recursos, novas formas de aproveitamento dos produtos, diversificando a oferta, e a melhoria da qualidade oferecida através da aplicação de novas tecnologias, contribuindo para o fortalecimento econômico e social das comunidades rurais.
Pelo PRS – Cerrado, as atividades são aplicadas com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento rural sustentável na região do Cerrado, aumentando a eficiência do uso da terra, a produtividade e o incremento na geração de renda entre os(as) produtores(as). Elas focam, entre outras, na implementação de sistemas integrados de lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e na recuperação de pastagens degradadas (RPD), além de contribuírem para o acesso ao crédito rural e políticas pública, bem como a introdução de tecnologias adaptadas às realidades locais, respeitando aspectos culturais e ambientais.
Sobre o PRS – Cerrado
O Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS-Cerrado) tem como missão mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e aumentar a renda de pequenos(as) e médios(as) produtores(as) rurais, promovendo a adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono e práticas produtivas sustentáveis.
Com financiamento do Programa Internacional de Financiamento do Clima do Governo do Reino Unido, aprovado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o projeto conta com o MAPA como beneficiário institucional, execução do IABS, coordenação científica da Embrapa e apoio da Rede ILPF.
Sobre a EMATER
Com 77 anos de existência, a Emater-MG foi a primeira empresa pública de assistência técnica e extensão rural a ser criada no país. A empresa está presente em 819 municípios mineiros (96% do total) e atende cerca de 350 mil produtores(as) por ano, desenvolvendo diversas ações, voltadas tanto para a promoção de práticas produtivas sustentáveis como para a implementação de ações de conservação e recuperação ambiental.
Uma pesquisa de satisfação encomendada pela Emater-MG revelou um alto índice de aprovação do trabalho da empresa entre produtores(as) rurais de Minas Gerais. De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Leal-M e divulgado este ano, 92% dos clientes da Emater-MG disseram que o atendimento da empresa contribuiu para a melhoria de vida das famílias mineiras.
ATER do PRS - Cerrado já impactou mais de 2 mil produtores rurais
“Se não fosse os técnicos, a gente tava perdido aqui”, diz Ariston Vieira, produtor rural impactado pela atuação do Projeto Rural Sustentável – Cerrado (PRS – Cerrado) em Santa Rita do Pardo, no Mato Grosso do Sul.
Há 25 anos no assentamento São Thomé, durante os quais passou períodos sem qualquer auxílio, ele conta que “o programa Cerrado chegou aqui e ajeitou tudo.” Assim como ele, mais de 2 mil produtores rurais foram impactados pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) do PRS – Cerrado.
Na propriedade de Ariston, a ação do PRS – Cerrado ficou marcada pela entrega de insumos agrícolas, como adubo para plantações, através da obtenção de Benefícios Coletivos (BCs), e, em especial, pelas ações realizadas por serviços técnicos qualificados pelo projeto. Nesse caso, o destaque, segundo o próprio produtor, está no manejo eficaz e sustentável de gado e pastagens. “O atendimento técnico dos meninos ajuda a fazer a formação de pastagem, que se não fosse ele a gente tava perdido também”, conta.
A ATER impacta diretamente todas as áreas de atuação do PRS no cerrado, compreendendo os estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, auxiliando os produtores(as) na aplicação prática das técnicas e ensinamentos promovidos pelo projeto através de cursos de capacitação e dos Dias de Campo (DCs). Durante o período de atuação do projeto, até fevereiro de 2026, foram realizados 176 DCs de ATER coletiva.
No caso de Ariston, a ATER foi essencial, segundo seu relato, pelo momento atual de produtividade das terras. Ele mostra a área semeada, em processo de cultivo, graças aos insumos disponibilizados pelo projeto, e as áreas plantadas com o capim-açu usado para a criação de gado. Os técnicos prestam orientações sobre a recuperação e reforma de pastagem degradada. Ele agradece ao apoio do PRS-Cerrado pela saúde e sucesso de sua produção.
Produtores(as) são capacitados sobre diversos pontos do dia a dia rural
Ernando Aguilar, monitor de campo na área do Mato Grosso do Sul destaca que a ATER capacita os produtores sobre temáticas como a diversificação produtiva, bioinsumos, tecnologias de baixa emissão de carbono. Além disso, questões como o acesso ao crédito rural e regularização ambiental têm sido frequentes, acompanhando as jornadas de aprendizado oferecidas pelo PRS-Cerrado nos cursos com ATECs, cursos presenciais e Dias de Campo.
E os resultados se comprovam no dia a dia. “Manejo de gado, análise de solo, manejo de pastagens, tudo isso tem nos ajudado”, contam Juvan e Valdirene, do Assentamento Esperança, em Anaurilândia, no Mato Grosso do Sul.
Os DCs de ATER coletiva, momento que possibilita a troca entre esses beneficiários(as) e as instituições técnicas, continuam acontecendo ao longo dos próximos meses.
Sobre a ATER
A Assistência Técnica e Extensão Rural do PRS-Cerrado faz parte do escopo de atuação do projeto no caminho para implementar o desenvolvimento sustentável no Cerrado. Ao todo, cerca de 3 mil produtores(as) são atendidos pelo serviço.
O grande objetivo é oferecer qualificação produtiva e ambiental aos beneficiários(as) da região, alinhada às diretrizes do Plano ABC+. Com o apoio dos(as) técnicos(as), são promovidas práticas sustentáveis que contribuem para a redução da emissão de carbono, melhoria do uso do solo e aumento da produtividade e renda dos(as) produtores(as) atendidos(as).
Com essas ações, a produtividade local é fortalecida e ampliada, beneficiando os trabalhadores com mais ofertas de mercado e aumento na geração de renda, ao mesmo tempo em que a área de impacto das tecnologias de baixa emissão de carbono (como RPD, ILPF, SAF, entre outras) e produção sustentável se torna ainda mais abrangente na região.
Além disso, as empresas parceiras de ATER atendem ao próprio interesse dos produtores(as) em agregar conhecimentos, aplicando na prática os ensinamentos das ações formativas oferecidas pelo PRS-Cerrado, como os cursos de EAD Introdutório e Avançado, Cursos Presenciais e Seminários.
As instituições responsáveis pelo atendimento prestado em campo também são capacitadas pelo projeto, a fim de garantir qualidade e padrão nos serviços prestados aos(às) beneficiários(as).
Aberto edital para projetos de pesquisa e desenvolvimento
Para impulsionar a geração de conhecimento, o processo participativo, além de envolver e fortalecer instituições de ensino, pesquisa e desenvolvimento, está aberto o Edital do “Programa de Apoio a Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento”. A chamada vai selecionar projetos inovadores de pesquisa e desenvolvimento (P&D) focados na agricultura de baixa emissão de carbono e inovações tecnológicas e de mercado, em áreas do bioma Cerrado nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.
O recurso total para aplicação nestes projetos será de R$ 2 milhões, sendo distribuído entre os quatro estados de atuação do PRS - Cerrado. Dessa forma, para cada, será destinado o valor de R$ 500 mil. Cada projeto aprovado terá o valor máximo de benefício financeiro de R$250 mil.
O diferencial desta chamada está na criação das propostas. Na primeira fase será feita uma análise de mérito, em que os proponentes poderão utilizar formatos não convencionais para apresentar suas iniciativas, por meio de um pitch deck. Já a segunda fase será feita a partir de uma avaliação técnica-científica, com a descrição minuciosa do projeto de pesquisa.
Essas propostas devem ser submetidas a partir de 18 de janeiro, por meio do site do PRS - Cerrado. O prazo se estende até 01 de março de 2021.
Acesse o Edital de Pesquisa & Desenvolvimento
Sobre o Projeto Rural Sustentável – Cerrado
Financiado pelo Fundo Internacional para o Clima do Governo do Reino Unido, em cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como beneficiário institucional, o PRS – Cerrado é resultado de parcerias que objetivam aumentar a renda e a produtividade de produtores e produtoras rurais do bioma Cerrado, sem agredir o meio ambiente. O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) é o responsável pela execução e administração do projeto e a Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa, é a responsável pela coordenação científica e apoio técnico.
Como se tornar uma Unidade Demonstrativa no PRS – Cerrado
Na próxima quinta-feira, 12/11, a partir das 16h, o Projeto Rural Sustentável Cerrado realiza o encontro virtual Como se tornar uma Unidade Demonstrativa no PRS – Cerrado? O evento ocorre para explicar, tirar dúvidas e passar todas as informações sobre como participar do primeiro edital aberto no projeto, que é voltado para pequenos e médios produtores e produtoras rurais que possuem em suas propriedades alguma das tecnologias apoiadas: sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, ILPF, entendida como sinônimo de Sistema Agroflorestal, SAF, ou a Recuperação de Pastagens Degradadas, RPD. A transmissão ocorre por meio do canal no Youtube IABSTV.
Live: Como se tornar uma Unidade Demonstrativa no PRS – Cerrado?
Data: 12/11
Horário: 16h
Transmissão: canal no Youtube IABSTV
0800 é disponibilizado para dúvidas sobre o edital de UD
Desde o dia 23 de outubro está aberto o edital para selecionar Unidades Demonstrativas (UDs) para o PRS – Cerrado. O prazo vai até o dia 23 deste mês. Para dúvidas sobre o edital, sobre a documentação necessária para participar ou dificuldades no momento do cadastramento, o call center está disponível pelo 0800 038 6616, de segunda a sexta, das 9h às 18h (horário de Brasília). Também é possível tirar dúvidas pelo e-mail chamada.ud@iabs.org ou pelo WhatsApp: 61 9 8413 9285.
Foi elaborado, ainda, um tutorial com o passo a passo para o cadastramento e um vídeo com todas as orientações:
https://www.youtube.com/watch?v=dMB-rQbwv9w&feature=youtu.be
O que são as UDs?
As Unidades Demonstrativas são espécies de unidades de referência durante todo o PRS – Cerrado. São nestas propriedades que serão realizados, por exemplo, os Dias de Campo – eventos em que produtores e produtoras poderão conhecer na prática como funcionam a implementação de práticas produtivas sustentáveis e seus benefícios. Para as UDs, o projeto reserva uma série de benefícios, como participação em programas de certificação, assistência técnica gratuita por um ano, apoio financeiro para estruturação da propriedade em até R$ 30 mil, dentre outros. Para ser uma UD, é fundamental que a propriedade tenha implantada alguma das tecnologias agrícolas apoiadas pelo PRS – Cerrado: sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, ILPF, entendida como sinônimo de Sistema Agroflorestal, SAF, ou a Recuperação de Pastagens Degradadas, RPD. Serão selecionadas 170 UDs, nos 4 estados de atuação do projeto: Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Sobre o PRS - Cerrado
O projeto é composto por um arranjo institucional inovador, que conta com instituições idealizadoras, beneficiário, executor e apoio científico: Governo do Reino Unido, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, o IABS, e Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa. Juntos, o objetivo é implantar práticas agrícolas de baixa emissão de carbono, aumentar a produtividade sem agredir o meio ambiente e aumentar a renda de pequenos e médios produtores e produtoras rurais do bioma Cerrado.
Edital aberto para pequenos e médios produtores(as) rurais
Assistência técnica gratuita por 12 meses, divulgação, apoio financeiro para a estruturação da propriedade em até R$ 30 mil e a realização dos Dias de Campo – eventos que ocorrerão para sensibilizar, informar e demonstrar a outros produtores e produtoras todos os benefícios da adoção de tecnologias de baixa emissão de carbono. Esses são alguns dos benefícios previstos no edital correspondente à Chamada de Cadastramento e Seleção de Unidades Demonstrativas (UDs), do Projeto Rural Sustentável – Cerrado, para pequenos(as) e médios(as) produtores e produtoras rurais, publicado nesta sexta, 23/10.
Para se tornar uma Unidade Demonstrativa, as propriedades precisam já ter implantada alguma das tecnologias agrícolas apoiadas pelo projeto: sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), entendidas como sinônimo de Sistemas Agroflorestais (SAFs), e/ou Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD). Serão selecionadas até 170 propriedades localizadas nos 4 estados, 13 microrregiões e 101 municípios abrangidos pelo projeto. O cadastramento de propostas começa a partir da próxima terça, 27/10, e se estende até o dia 23/11.
Para a comprovação que, de fato, a propriedade está enquadrada nos critérios de exigibilidade, serão feitas avaliações in loco pela equipe de campo do PRS – Cerrado, que está presente em todos os estados abrangidos pelo projeto.
Sobre o Projeto Rural Sustentável – Cerrado
Financiado pelo Fundo Internacional para o Clima do Governo do Reino Unido, em cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como beneficiário institucional, o PRS – Cerrado é resultado de parcerias que objetivam aumentar a renda e a produtividade de produtores e produtoras rurais do bioma Cerrado, sem agredir o meio ambiente. O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) é o responsável pela execução e administração do projeto e a Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa, é a responsável pela coordenação científica e apoio técnico.
Seleção para desenho de ações de assistência técnica
Processo seletivo está aberto até o dia 07 de agosto e ocorrerá em três fases: documentação, portfólio e entrevista
Desenhar e estruturar metodologias e ações de assistência técnica e de gestão e uso sustentável de propriedades rurais. Esse é o objetivo da nova oportunidade aberta no âmbito do Projeto Rural Sustentável – Cerrado. A instituição interessada deverá submeter, além da documentação prevista no edital, proposta financeira para realização dos serviços, que não deve ultrapassar o teto de R$ 150.000,00.
Durante a vigência do PRS – Cerrado, a assistência técnica desenhada com esta contratação será implementada em Unidades Demonstrativas (UDs) e Unidades Multiplicadoras (UMs), que serão selecionadas posteriormente, dos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Tudo com foco na adoção de tecnologias agrícolas sustentáveis e de baixa emissão de carbono.
A instituição contratada irá levantar e sistematizar projetos, ações, informações e outros insumos sobre metodologias de assistência técnica que sejam aplicáveis à implantação de práticas produtivas sustentáveis e de baixa emissão de carbono, assim como ao público beneficiário do projeto no bioma Cerrado (como produtores e produtoras), além de propor metodologia para as ações de assistência técnica do projeto e elaborar proposta de edital para seleção de instituições executoras desses serviços para as UDs e UMs.
O processo de seleção ocorrerá em três fases: a primeira verificará o atendimento à documentação solicitada pelo edital, a segunda contempla a análise do acervo institucional, do(s) currículo(s) do(a) responsável pelo contrato, da equipe envolvida e da proposta financeira e a última fase consiste em entrevista a ser realizada com a pessoa responsável pela execução dos serviços.
Confira todas as informações no Termo de Referência.
Sobre o Projeto
Durante 4 anos, com investimentos que ultrapassam R$ 100 milhões, o Projeto Rural Sustentável – Cerrado objetiva implantar práticas agrícolas de baixa emissão de carbono, a partir dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e da Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD). Somos financiados pelo Fundo Internacional para o Clima do Governo do Reino Unido, em cooperação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tendo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) como beneficiário institucional. O Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) é o responsável pela execução e administração do projeto e a Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa, é a responsável pela coordenação científica e apoio técnico.
Quem pode fazer parte do Projeto Rural Sustentável - Cerrado
Durante 4 anos de atuação, são diversas as atividades programadas e em construção para diferentes públicos dos estados de GO, MG, MS e MT
Embora voltado para atuar junto a produtores e produtoras rurais do Cerrado brasileiro na implantação de tecnologias sustentáveis, o Projeto Rural Sustentável - Cerrado também conta com uma gama de públicos que se inter-relacionam com a realidade rural e se tornam fundamentais para avançar no aumento da produtividade agrícola sem agredir o meio ambiente. São instituições de ensino superior e de pesquisa e desenvolvimento, estudantes do ensino técnico e superior, escolas de ensino médio e fundamental, organizações produtivas (como cooperativas e associações), gestores e gestoras públicos, além de técnicos e técnicas rurais e entidades de assistência técnica do setor público e/ou privado (as ATERs).
O objetivo é que todos, de forma integrada, possam caminhar juntos para que o PRS – Cerrado, para além de auxiliar na implantação de práticas agrícolas de baixa emissão de carbono, mostre que é possível um novo caminho sustentável. E é com esse intuito também que, com um arranjo institucional inovador, o projeto é resultado de parcerias: Governo do Reino Unido, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa.
Abaixo, por público, alguns dos benefícios que serão disponibilizados durante o projeto. Vários outros estão sendo desenhados e vão ser implementados à medida que se intensificarem os trabalhos nas áreas de atuação. Para que possam ter acesso a informações sobre como se envolver, é fundamental que interessados(as) façam o cadastramento.
Cadastramento aberto para o PRS - Cerrado
Como aumentar a produtividade agrícola sem agredir o meio ambiente? Esse é um dos grandes desafios atualmente no mundo e o que move o Projeto Rural Sustentável – Cerrado: até agosto de 2023, atuação nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com abrangência em 100 municípios. E o primeiro passo para a concretização desta iniciativa é a etapa de cadastramentos, já disponíveis nesta segunda, 15/06. É a partir desse primeiro contato que o público saberá como se envolver e demais informações sobre o funcionamento do projeto.
O PRS – Cerrado vai atuar com produtores e produtoras rurais, instituições de ensino superior e de pesquisa e desenvolvimento, estudantes do ensino técnico e superior, escolas de ensino médio e fundamental, organizações produtivas (como cooperativas e associações), gestores e gestoras públicos, além de técnicos e técnicas rurais e entidades de assistência técnica do setor público e/ou privado (as ATERs). Com um arranjo institucional inovador, que envolve as instituições idealizadoras, beneficiário, executor e apoio científico, o PRS - Cerrado é resultado de parcerias: Governo do Reino Unido, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e Associação Rede ILPF, por meio da Embrapa.
O porquê participarem?
Para além do apoio técnico na implantação de práticas agrícolas de baixa emissão de carbono, a partir dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e da Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD), apoio para fortalecer organizações produtivas e comercialização da produção, ações de conscientização, formação, capacitação e pesquisa e facilitação do acesso ao crédito por meio de instrumentos financeiros disponíveis no Brasil e/ou no mercado internacional serão alguns dos benefícios desenhados para cada público do projeto.
A atuação no bioma Cerrado traz aprendizados vivenciados durante o Projeto Rural Sustentável – biomas Mata Atlântica e Amazônia, que melhorou a gestão da terra e das florestas por produtores(as) rurais em suas propriedades.













































